Ciclo de conversas sobre cultura, cidadania, ciência e bem-estar. O projeto é uma parceria entre o Espaço do Conhecimento UFMG, o Instituto Unimed-BH e a Cemig. A segunda temporada do podcast conta com novos convidados especiais que irão bater um papo sobre as mais diversas pautas contemporâneas, em episódios veiculados mensalmente e associados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). Ouça a primeira temporada aqui!
Confira os últimos episódios!
➤ Papo em Pauta: Sonhar Futuros: como o conhecimento muda vidas?
20 de novembro de 2025
Como o conhecimento transforma vidas? Essa questão é o fio condutor do episódio (já disponível) que encerra a terceira temporada do podcast “Papo em Pauta”, produzido pelo Espaço do Conhecimento UFMG. Com o objetivo de discutir a diversidade e a equidade na ciência, o projeto conversa com Rosy Isaias — professora do Departamento de Botânica da UFMG e a primeira pesquisadora negra a alcançar o nível mais alto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Ao revisitar sua infância e trajetória, Rosy destaca os desafios e as oportunidades que fizeram parte de sua carreira acadêmica. Entre afetos, sonhos e conquistas, o episódio propõe uma reflexão crítica sobre as barreiras estruturais que ainda limitam o acesso e a permanência de grupos minorizados no meio acadêmico. A representatividade, o reconhecimento e a valorização das múltiplas experiências que perpassam as realidades da sociedade brasileira se tornam um importante caminho para que cada vez mais pesquisadores possam sonhar futuros e escrever histórias transformadoras.
“É preciso acreditar que é possível, mas quando nos deparamos com modelos que não são o nosso espelho, tendemos a duvidar de que determinados espaços também são nossos. E, por isso, fenótipos como o meu, onde eu estou, são tão importantes. Porque também são espelhos para outras pessoas”, reforça Rosy.
Rosy Mary dos Santos Isaias
Professora titular do Departamento de Botânica do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Santa Úrsula (1986), mestre em Ciências (Botânica) pelo Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992) e doutora em Ciências (Botânica) pela Universidade de São Paulo (1998). É bolsista de produtividade 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

➤ Papo em Pauta: Abraçando o desconhecido: a jornada de divulgar ciência e viajar pelo Brasil
20 de outubro de 2025
Viajar pelo Brasil com uma mochila nas costas, um guia de museus e uma única missão: fazer com que a ciência alcance públicos cada vez mais diversos. Para compartilhar essa corajosa trajetória que conecta viagens solo e divulgação científica, o Espaço do Conhecimento UFMG apresenta um novo episódio (já disponível) do podcast “Papo em Pauta”, com Júlia Quintaneiro — bióloga, mestre em Educação, viajante e divulgadora de ciência.
Dados da pesquisa “Percepção Pública da Ciência & Tecnologia no Brasil”, realizada em 2023 pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), demonstraram que a participação em ações relacionadas à ciência e tecnologia cresce com as taxas de escolaridade e renda, e é mais baixa entre residentes da área rural e idosos. Mesmo com uma vasta gama de instituições museais abertas ao público no país, de forma presencial e digital, o acesso a esses espaços ainda é bastante restrito, demandando políticas públicas e iniciativas de divulgação científica para que a população se sinta convidada a adentrar e a dialogar com os museus.
“Eu visualizo os museus como uma porta de entrada, mas nem todo mundo se sente convidado a entrar. Então, a gente sempre precisa incentivar e democratizar a visitação. Cada pessoa pode e deve ter a oportunidade de dialogar, formar percepções próprias e colaborar com as instituições museais”, afirma Júlia.
Júlia Quintaneiro
Bióloga e mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui experiência como produtora de conteúdo para as instituições SOS Pantanal e Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação (Rede Pró UC). Fundadora da escola de divulgação científica Potencial Biótico. É viajante e divulga museus de ciência nas redes sociais (@juliaquintaneiro).

➤ Papo em Pauta: Entre estrelas e planetas: perspectivas da carreira em astrofísica
22 de setembro de 2025
Investigar os mistérios do universo e encontrar um novo planeta podem parecer sonhos distantes, dignos de um filme de ficção científica. Entretanto, no caso da carreira em astrofísica, essa jornada pode se tornar real, a partir de muitos desafios e oportunidades surpreendentes. Para discutir as perspectivas do trabalho de pesquisa e a presença das mulheres na produção das ciências exatas, o Espaço do Conhecimento UFMG lança um novo episódio (já disponível) do podcast “Papo em Pauta”, com Bonnie Zaire — professora e pesquisadora que detectou pela primeira vez o planeta GM Aurigae b.
Ao longo da conversa, Bonnie compartilha sua trajetória desde o ensino médio até a pesquisa científica que resultou em uma descoberta exoplanetária. O episódio também destaca a importância da representatividade e a força da perseverança para provocar mudanças e tornar o sonho de ser cientista cada vez mais possível, mesmo em uma área ainda marcada por profundas disparidades.
“Às vezes, ao olhar para o meio em que estamos, surge o pensamento ‘será que eu pertenço mesmo aqui?’ porque não tem quase ninguém que é igual a gente. Então, a representatividade é muito importante para que possamos nos imaginar pertencentes também. É claro que ter exemplos de pessoas que atingiram o prêmio Nobel, por exemplo, é maravilhoso. Mas eu acho que a influência da diversidade, mais próxima e cotidiana ao nosso redor, também faz muita diferença”, reitera Bonnie.
Bonnie Zaire
Professora Adjunta do departamento de física da Universidade Federal de Minas Gerais. Doutora em astrofísica pela Universidade Paul-Sabatier (2021), mestre em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (2018) e graduada em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (2015). Seus principais interesses de pesquisa incluem a reconstrução de campos magnéticos em grande escala na superfície estelar, o estudo de indicadores de atividade magnética e, recentemente, a busca de exoplanetas ao redor de estrelas jovens.

➤ Papo em Pauta: Fósseis em 3D: preservação e divulgação da paleontologia
16 de agosto de 2025
Os estudos de fósseis são importantes fontes de informação sobre as origens da vida no planeta Terra e os caminhos para a conservação de sua biodiversidade. Com o objetivo de abordar a preservação do patrimônio geopaleontológico e a divulgação científica na área de paleontologia, o Espaço do Conhecimento UFMG lança o primeiro episódio (já disponível) da terceira temporada do podcast “Papo em Pauta”, com Beatriz Hörmanseder — paleontóloga, doutora em Biologia Animal e divulgadora científica.
Ao longo da conversa, Beatriz apresenta técnicas de arte digital 3D utilizadas em sua pesquisa de doutorado, incluindo a retrodeformação, que a permitiu simular como os pterossauros se locomoviam. Entre descobertas inusitadas, como encontrar fósseis em uma boate de Belo Horizonte, e reflexões profundas sobre ética e divulgação científica nas plataformas digitais, o episódio busca conduzir os ouvintes por um diálogo que entrelaça passado, presente e futuro, a partir da curiosidade que move a produção de ciência.
“O ambiente digital facilita a comunicação com pessoas em diferentes lugares, mas quem realmente faz a divulgação científica acontecer é o público. As redes sociais vão mudar, mas as informações e a curiosidade vão permanecer. Seja no meio de uma praça, no Instagram ou no TikTok. A gente vai se adaptar e as histórias vão continuar sendo passadas adiante”, enfatiza Beatriz.
Beatriz Hörmanseder
Cientista não-binária, doutora em Biologia Animal pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), mestre em Patrimônio Geopaleontológico pelo Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Se dedica a pesquisas com ênfase em curadoria, preservação e digitalização do patrimônio geopaleontológico. É divulgadora científica de Biologia e Paleontologia nas redes sociais (@bhor3d), palestrante e artista 3D.

➤ Papo em Pauta: Metodologias ativas e criativas na educação
23 de outubro de 2024
Transcrição do episódio – Parte 1: clique aqui!
Transcrição do episódio – Parte 2: clique aqui!
Existem conexões entre a literatura e o ensino? Como os vínculos estabelecidos entre essas duas áreas podem ampliar e fortalecer o desenvolvimento da educação antirracista? Quais são os benefícios proporcionados por práticas pedagógicas mais criativas e inovadoras? Com o objetivo de dialogar sobre tais questionamentos e celebrar o mês dos professores, o Espaço do Conhecimento UFMG lança um novo episódio (já disponível, em parte I e parte II) do podcast “Papo em Pauta”, com Lavínia Rocha — professora, escritora, influenciadora digital e vencedora do 1° Prêmio Perestroika para professores criativos do Brasil, na categoria de Educação Básica.
Segundo dados de pesquisa sobre Educação Antirracista, realizada em 2022 pela Associação Nova Escola, metade dos 1.847 profissionais de educação entrevistados relataram terem presenciado situações de racismo nos últimos cinco anos, na escola onde trabalham. Sete em cada dez professores respondentes também desconhecem ou afirmaram não haver autores pretos entre os trabalhados na grade curricular do ano que lecionam. Tais informações reforçam a relevância da criatividade e da inovação em práticas pedagógicas, aliadas às discussões e ações sobre identidades e categorias sociais diversas, que possam contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.
“Pensar uma educação antirracista é a razão de tudo que eu faço e a gente precisa da literatura para criar sentimentos e subjetividades por meio da empatia. Eu não vejo saída para uma educação antirracista que não esteja de mãos dadas com uma literatura antirracista, capaz de guiar as nossas estratégias [pedagógicas] de maneira interseccional e transversal”, enfatiza Lavínia.
Lavínia Rocha
Nascida em Belo Horizonte (MG), Lavínia é licenciada em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-graduada em Docência e Prática de Ensino em História. Em 2022, começou a lecionar e a compartilhar sua metodologia criativa nas redes sociais. No mesmo ano, recebeu o prêmio Perestroika para professores criativos e viu uma de suas publicações viralizar na internet: um vídeo em que confronta estereótipos negativos sobre a África e que destaca como seus alunos, após as aulas de História, passaram a ter perspectivas mais ricas e diversas sobre a cultura africana. Lavínia é autora da trilogia “Entre 3 mundos” e dos livros “Um amor em Barcelona”, “O mistério da Sala Secreta”, “Coisas incríveis acontecem” (sob o pseudônimo Lia Rocha, voltado para o público jovem e adulto), entre outras obras.


➤ Papo em Pauta: Além da pressa: é possível desacelerar?
23 de setembro de 2024
Transcrição do episódio: clique aqui!
As recorrentes demandas, cada vez mais potencializadas pela vida contemporânea e por rotinas intensas, podem gerar um ciclo vicioso que entrelaça o cansaço e a procrastinação, levando à escassez dos momentos de lazer, descanso e tranquilidade. Para conversar sobre a busca por uma vida menos acelerada e mais motivada pela curiosidade e pela criatividade, o Espaço do Conhecimento UFMG lança um novo episódio (já disponível) do podcast “Papo em Pauta”, com Yasmim Barroso — empreendedora do ramo de organização e desenvolvimento pessoal e criadora de conteúdo digital.
Baseado nas respostas de 419 mil pessoas, em um questionário que utiliza o Quociente de Saúde Mental para investigar as dimensões de motivação, interação, perspectiva, resiliência, cognição e conexão entre mente e corpo, o Global Mind Project elaborou um relatório sobre o Estado Mental do Mundo em 2023. Na avaliação do bem-estar mental de 71 países, o Brasil ocupou uma das colocações mais baixas, na 68ª posição, e esteve entre as três nações com maior índice de angústia. Nesse sentido, o cuidado psicológico e emocional tem sido cada vez mais debatido, em especial após a pandemia de covid-19, frente aos diversos aspectos que podem levar ao adoecimento e à exaustão mental em um mundo frenético e abarrotado de informações.
“Durante o processo de mudar de hábitos e criar planejamentos, a gente precisa deixar de lado a rigidez e as cobranças. Não é só a versão perfeita que idealizamos de nós mesmos que merece cuidado. Nós já merecemos esse cuidado e gentileza agora. É a nossa primeira vez aqui e estamos todos aprendendo no caminho”, afirma Yasmim.
Yasmim Barroso
Yasmim é formada em Design Gráfico e, desde 2015, compartilha seu conhecimento sobre planejamento e organização pessoal de maneira leve e prática. Além de ministrar workshops sobre como definir e alcançar metas de maneira saudável, ela também cultiva uma comunidade engajada em seu Instagram, inspirando pessoas a equilibrarem suas demandas pessoais e profissionais.


➤ Papo em Pauta: Esporte Paralímpico no Brasil (Paris 2024)
26 de agosto de 2024
Transcrição do episódio: clique aqui!
Neste ano, a cidade de Paris, na França, se torna palco de dois importantes eventos multiesportivos globais: os Jogos Olímpicos (26 de julho a 11 de agosto) e os Jogos Paralímpicos (28 de agosto a 08 de setembro). Com o objetivo de celebrar o esporte, a poucos dias do início das Paralimpíadas, o Espaço do Conhecimento UFMG lança um novo episódio (já disponível) do podcast “Papo em Pauta”, com Izabela Campos — atleta paralímpica no Centro de Treinamento Esportivo (CTE) da UFMG e assistente social, que conquistou uma série de medalhas em eventos esportivos. Durante a conversa, que inaugura a segunda temporada do podcast, o público é convidado a conhecer mais sobre a trajetória de Izabela e o esporte paralímpico no Brasil.
Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a equipe nacional contará com 274 participantes de 22 modalidades para o mega evento em Paris. Na história dos Jogos Paralímpicos, o Brasil já conquistou 373 medalhas (109 de ouro, 132 de prata e 132 de bronze). Durante a última edição, em Tóquio, o país fez a sua melhor campanha com o total de 72 medalhas, mesma quantidade obtida nos Jogos do Rio 2016. O atletismo é o esporte em que os brasileiros mais conquistaram medalhas em Jogos Paralímpicos: 48 de ouro, 70 de prata e 52 de bronze. Os números também podem aumentar nos Jogos de Paris 2024, colocando o Brasil ainda mais vezes no pódio.
“Nós estamos em um caminho bem bacana para atingir o nosso objetivo que é chegar bem nas Paralimpíadas e conquistar a tão sonhada medalha. Durante o período de treinos, a gente deixa de fazer muita coisa e abre mão de momentos de lazer. No entanto, lá no fim, quando colocamos a medalha no peito, é muito gratificante. A gente pensa: eu voltaria e faria tudo de novo!”, conta Izabela.
Izabela Campos
Nascida em Belo Horizonte (MG), Izabela começou no atletismo paralímpico aos 21 anos. É atleta de arremesso de peso, lançamento de disco e lançamento de dardo na classe F11, que corresponde à deficiência visual quase total. Sua primeira convocação para a Seleção Brasileira de Atletismo foi em 2012, nos Jogos Paralímpicos de Londres. Entre conquistas esportivas, é medalhista de bronze no lançamento de disco (Jogos Paralímpicos Rio 2016), ouro no lançamento de disco e no arremesso de peso (Jogos Parapan-Americanos Santiago 2023) e prata no lançamento de dardo (Mundial de Londres 2017). Em 2024, Izabela compete nos Jogos Paralímpicos de Paris.


➤ Papo em Pauta: Acessibilidade e inclusão dos surdos nas escolas
15 de janeiro de 2024
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O ambiente escolar representa uma importante instância de aprendizado, socialização e interação com a alteridade. Entretanto, quando barreiras e atitudes capacitistas colocam em risco o caráter construtivo da experiência educacional, estes espaços podem contribuir diretamente para a perpetuação da exclusão social de pessoas com deficiência. Em um novo episódio do podcast “Papo em Pauta” (já disponível), que trata do compartilhamento de saberes de maneira acessível e inclusiva, o Espaço do Conhecimento UFMG recebe Dinalva Andrade — atriz, intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e doutoranda em Estudos de Linguagens pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG).
Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022, a população com deficiência no Brasil, considerando as pessoas a partir de dois anos de idade, foi estimada em 18,6 milhões, o que corresponde a 8,9% da população desse grupo etário. A pesquisa também apontou que apenas 25,6% das pessoas com deficiência tinham concluído pelo menos o Ensino Médio, enquanto 57,3% das pessoas sem deficiência completaram esse nível de instrução. Esses números reforçam a relevância da articulação social, especialmente no âmbito da educação, para promover reflexões e ações que garantam os direitos dessa população de forma permanente.
Em relação aos caminhos para a promoção da acessibilidade e inclusão nas escolas, Dinalva afirma que é essencial considerar que as pessoas surdas possuem diferentes formas de percepção do mundo, a partir da Libras. “Com a formação de jovens e novos concursos se abrindo para profissionais da educação, as pessoas que têm entrado nas escolas vão ampliar esses rumos com uma maior sensibilidade para a adaptação de conteúdos e a criação de materiais para pessoas surdas e pessoas com deficiência. Então, eu acredito nesse processo de sensibilização da nova geração de profissionais da educação”, ressalta a intérprete de Libras.
Dinalva Andrade
Graduada em Teatro e mestre em Linguística pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É doutoranda em Estudos de Linguagens pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET MG). É intérprete de Libras do Espaço do Conhecimento UFMG desde 2015. Possui especialização nas áreas de Acessibilidade e Inclusão, Tradução e Interpretação de Libras, Educação Especial Inclusiva e Ensino à Distância. É fundadora do projeto “BH em Libras”, que visa ampliar a acessibilidade das programações culturais em Belo Horizonte para pessoas surdas, promovendo cursos de capacitação e oferecendo serviços de tradução e interpretação de Libras em eventos.

➤ Papo em Pauta: Perspectivas de estudos universitários em outro paí
06 de dezembro de 2023
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Graduar-se em outro país implica uma série de decisões que apresentam diferentes oportunidades, desafios e um extenso repertório de experiências. Para conversar sobre essas perspectivas, o Espaço do Conhecimento UFMG lança o terceiro episódio (já disponível) do podcast “Papo em Pauta”, com Josecleise Bandeira — relações-públicas e estudante estrangeira que se graduou em Relações Públicas na UFMG. Em um diálogo especial e repleto de memórias, os ouvintes são convidados a conhecer as origens de Josecleise no continente africano e sua jornada durante a graduação no Brasil.
Segundo a análise “Diversificar com Dados: Insights para Instituições de Ensino Superior”, realizada pelo Studyportals com dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), existem 5,.5 milhões de estudantes internacionais ao redor do mundo. Cada um desses alunos possui experiências singulares e únicas, assim como Josecleise que, ao longo do episódio, narra momentos de resiliência, coragem, aprendizado e alegria.
Por meio da Diretoria de Relações Internacionais (DRI), a UFMG recebeu 76 alunos estrangeiros, no primeiro semestre de 2023. Ao realizar ações de acolhimento, cooperações com instituições parceiras e programas de mobilidade internacional, a Universidade também promove novas oportunidades e articula ricas trocas de experiência e conhecimento entre estudantes estrangeirosinternacionais e brasileiros e de outras nacionalidades. Em meio a novos aspectos culturais, acadêmicos e geográficos, as relações interpessoais se tornam um fator essencial para a realização do sonho de estudar em outro país: “Os alunos, os meus colegas e os professores foram muito prestativos comigo. Eles sempre estiveram me apoiando e acho que isso foi essencial para que eu conseguisse terminar minha graduação”, destaca a relações-públicas.
Josecleise Bandeira
Nascida em São Tomé e Príncipe, arquipélago localizado no Golfo da Guiné, no continente africano, Josecleise iniciou os estudos universitários no Brasil em 2019 e hoje vive em Belo Horizonte (MG). Graduada em Relações Públicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) abordou asenvolveu um estudo sobre mulheres negras na política, com foco naa partir de análise sobre a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama. Ao longo do curso, também atuou emrealizou projetos de extensão, iniciação científica e estágio na Assessoria de Imprensa do Centro de Comunicação (Cedecom) da UFMG.

(Acervo Pessoal)

➤ Papo em Pauta: Turismo Literário
08 de novembro de 2023
Transcrição do episódio: clique aqui!
Uma viagem pelas palavras é conduzida por “autores guias e livros portais”, que levam leitores a lugares onde a imaginação encontra a realidade e o passado encontra o presente. Com o objetivo de discutir a conexão entre dois mundos: a ficção e a não-ficção, o Espaço do Conhecimento UFMG apresenta o segundo episódio (já disponível) do podcast “Papo em Pauta”, com a convidada Diomira Maria — professora, escritora e doutora em Economia. Durante a conversa, que entrelaça turismo e literatura, os ouvintes são convidados a conhecer mais sobre o turismo literário.
Dados divulgados em junho pelo Relatório Anual de Impacto Econômico do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), indicam que, em 2023, a contribuição do setor para o PIB do Brasil superará em 5% os níveis de 2019, pré-pandemia. Serão US$ 145,7 bilhões na economia nacional, chegando a 7,8% do PIB do país, e quase oito milhões de empregos diretos e indiretos. Diomira explica, ao longo do bate-papo, como o turismo pode ser potencializado pela literatura, a partir de importantes contribuições socioeconômicas e ambientais.
“Ao atravessar o texto literário ou ler um livro que nos fascina, entramos na história narrada através da nossa imaginação, colocando o real e o imaginário em diálogo. Assim, temos as interseções entre literatura e turismo. O turismo se alimenta da literatura para a construção de roteiros turísticos ou para transformar lugares relacionados à literatura em lugares turísticos. O turismo, então, utiliza da literatura para estimular o leitor a viajar”, destaca a professora.
Diomira Maria
Nascida na Bahia, atualmente mora em Faro, Portugal, para a realização de sua formação em pós-doutorado. Economista de formação, mestre em Turismo pela Universidad de Alicante (Espanha) e doutora em Economia. É professora no curso de Turismo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Leciona disciplinas que envolvem economia, turismo, cultura, museus e, a partir de seus estudos e interesses atuais, turismo literário. Em 2023, lançou seu mais novo romance, intitulado “Uma Florença para Caravaggio” (Editora Libertinagem).


➤ Papo em Pauta: O que são os ódios contemporâneos?
17 de outubro de 2023
Transcrição do episódio: clique aqui!
O Espaço do Conhecimento UFMG possui uma longa trajetória na promoção de debates sobre as mais diversas áreas do saber. Após edições presenciais e transmissões virtuais, o projeto “Papo em Pauta” ganha um novo formato, que permitirá o consumo de conteúdo assíncrono nas plataformas de áudio. Com o objetivo de iniciar as discussões contemporâneas propostas pelo podcast, o primeiro episódio (já disponível) recebe Ettore Medeiros, professor e doutor em Comunicação Social, para uma conversa sobre as possibilidades de um mundo menos odioso.
O tema do episódio tem origem no título do segundo livro de Ettore, “Sim, você odeia!: uma reflexão sobre os ódios contemporâneos que nós praticamos” (Dialética, 2023). O convidado explica que os ódios contemporâneos acontecem em um contexto permeado pelo ambiente digital, por crises econômicas e políticas e pelo individualismo. Para o professor, “a empatia, solidariedade, alteridade, autorreflexão e a capacidade de estabelecer elos em comum com o outro são alguns dos pontos fundamentais para que a sociedade possa enfrentar os ódios no cotidiano.”
Ettore Medeiros
Nascido em Sorocaba (SP), Ettore se mudou para o Rio Grande do Sul e hoje vive em Belo Horizonte (MG). Bacharel em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor e mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pós-graduado em MBA Marketing Digital (IGTI), Pedagogia Empresarial e Educação Corporativa (Descomplica Faculdade Digital) e Educação Inclusiva (Descomplica Faculdade Digital). Docente de graduação e pós-graduação, em disciplinas de comunicação, publicidade, negócios, diversidade e inclusão, branding e marketing digital. Coordenador do curso de Pós-graduação em Gestão de Diversidade e Inclusão nas Organizações, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).


➤ Papo em Pauta: Heteroidentificação racial na UFMG
01 de novembro de 2022
Os negros representam a maioria da população brasileira. 56,10% se declararam negros, grupo que reúne pretos e pardos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE (2018). Os negros – que o IBGE conceitua como a soma de pretos e pardos – são, portanto, a maioria da população. No entanto, a superioridade numérica, ainda não se reflete na sociedade brasileira. Diante dessa estatística, é importante dialogar sobre quem é negro no Brasil e quem pode concorrer às vagas de cotas nas universidades públicas. Esses e outros temas estarão em debate no Papo em Pauta – iniciativa patrocinada pelo Instituto Unimed-BH e pela Cemig – que acontece no próximo sábado, 05 de novembro, às 10h no Espaço do Conhecimento UFMG. A atividade inaugura a programação do Novembro Negro do museu.
Aberto ao público, o debate terá como convidado o professor Rodrigo Ednilson de Jesus, autor do livro “Quem quer (pode) ser negro no Brasil?”, presidente da Comissão Permanente de Ações Afirmativas e Inclusão da UFMG, doutor em Educação pela UFMG e professor da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMG.
O bate papo vai abordar questões relevantes sobre racismo e heteroidentificação, como explica Rodrigo Ednilson. “Nunca foi positivo ser negro no Brasil, pois esse lugar social é vulnerável e ainda é um lugar de desprestigio social, de medo e de risco. Quem quer se negro diante da violência policial? Frente ao racismo? Ou à violência obstétrica que marca a vida de tantas mulheres negras no Brasil?”, inquire o professor.
Ações Afirmativas na UFMG
Desde 2009, quando implementou a política de bônus vinculada a uma autodeclaração racial, a UFMG adota políticas de ações afirmativas para minimizar as desigualdades no acesso da população negra ao ensino superior. A partir de 2012, ano em que foi instaurada a legislação federal específica, a Lei nº 12.711, a Universidade iniciou sua política de cotas. As bancas de heteroidentificação foram implementadas na UFMG em 2019.
Em um importante momento para se refletir sobre vários temas e comportamentos que reforçam o racismo, o museu promove essa e mais uma série de atividades. Confira a programação completa em ufmg.br/espacodoconhecimento/acontece/programacao.

Rodrigo Ednilson, presidente da Comissão Permanente de Ações Afirmativas e Inclusão da UFMG (Foto: Fred Magno – jornal O Tempo)

➤ Papo em Pauta: Musicalização na primeira infância
11 de outubro de 2022
Desde que o mundo é mundo, o hábito de cantar para acalmar ou entreter os bebês se faz presente em várias culturas. Ao pensarmos em música no primeiro ano de vida, é comum associarmos a imagem de uma mãe embalando o bebê ao som de uma canção de ninar. Sabe-se hoje que os bebês estão atentos à música que escutam bem mais do que julgava a nossa vã filosofia. E por falar em filósofo, o próprio Platão descreveu, em uma de suas obras, intitulada “As Leis” o processo no qual o choro do bebê é acalmado e transformado em sono após entoada uma canção de ninar, acompanhada pelo gesto maternal do balanço.
Especialistas garantem que a música tem uma conectividade cerebral muito alta. Trocando em miúdos, a musicalização na primeira infância ajuda no desenvolvimento cognitivo e motor e na interação dos bebês, que entendem de música e são ouvintes sofisticados, capazes de discriminar melodias, timbres, modulações de voz, ritmos e até frases musicais. Mais do que isso, durante o primeiro ano de vida, os bebês já exibem preferência e memória musical de longo prazo. Esse tema estará em debate no próximo sábado, 15 de outubro, a partir das 10h, presencialmente no Espaço do Conhecimento UFMG, em mais uma edição do Papo em Pauta, uma parceria do Instituto Unimed-BH, Cemig e o museu.
Intitulado Musicalização na Primeira Infância: Cognição, Desenvolvimento e Interação, o bate papo tem como objetivo falar de musicalização de bebês, citando estudos que comprovam a importância do contato precoce com a música para a formação da criança, além do estímulo musical para o cérebro – audição, visão, coordenação motora, emoção, incluindo funções cognitivas.
Deste encontro participarão as professoras da Escola de Música da UFMG Betânia Parizzi e Angelita Broock (também diretora do Centro de Musicalização Integrado da UFMG – CMI) e, ainda, Sol e Mares Monteiro (aluno da Escola de Música da UFMG, professor do CMI, intérprete, compositor e produtor musical).
Importância da música na primeira infância
Com o passar do tempo, o bebê que tem estímulos musicais torna-se mais ativo nas brincadeiras, fica mais atento e tem um repertório sensorial melhor, mas na falta dessa interação compartilhada, o bebê pode desenvolver déficits cognitivos, como alerta a professora Betânia Parizzi. “Existem pesquisas que comprovam que a música é a atividade humana que mais mobiliza simultaneamente todas as partes do cérebro e a interação musical dos bebês com as pessoas é vital para o seu desenvolvimento. Portanto um bebê que é pouco estimulado nesse sentido estará em desvantagem cognitiva, motora e emocional em relação aos bebês que têm esse engajamento com os adultos”, alerta.
Há vários estudos que comprovam ainda que a música ativa diversas áreas do cérebro relacionadas à cognição social, ativando sentimentos como empatia, sentido de pertencimento, vínculo, tato, além de áreas que estão relacionadas aos movimentos. Alguns desses estudos serão discutidos durante a roda de conversa.

➤ Papo em Pauta: Experiências afetivas em acessibilidade e inclusão
13 de setembro de 2022
O acesso à informação e ao conhecimento é vital para garantir direitos previstos na Lei Brasileira de Inclusão. Acessibilidade é sobre criar boas experiências para todas as pessoas, considerando suas diferentes trajetórias e experiências. Experiências Afetivas em Acessibilidade e Inclusão: esse será o tema da próxima edição do Papo em Pauta, que acontece na terça-feira, 13, a partir das 19h, com transmissão ao vivo pelo canal do Espaço do Conhecimento UFMG (youtube.com/espacoufmg).
Nesta edição, a convidada será Sônia Caldas Pessoa, professora do Departamento de Comunicação e da pós- graduação da UFMG. Doutora em Estudos Linguísticos (Paris, França), autora do livro “Imaginários sociodiscursivos sobre a deficiência: experiências e partilhas” e co-coordenadora do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Acessibilidade e Vulnerabilidades da UFMG (Afetos/UFMG). A mediação ficará a cargo de Camila Mantovani, que também é professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG e Coordenadora do Núcleo de Comunicação e Design do Espaço do Conhecimento UFMG.
“A ciência afeta positivamente a sociedade, na medida em que também desperta a atenção das pessoas comuns e das instituições para temáticas que envolvem grupos sociais vulneráveis, organizações e tecnologia.” Essa é uma das máximas que motivou o nascimento do grupo Afetos. Para além de discussões teóricas, o projeto co-coordenado por Sônia tem como intenção reflexões e ações para além das discussões teóricas, com intuito de promover uma formação cidadã e consciente de que pessoas com deficiência e em demais situações de vulnerabilidade devem fazer parte dos públicos, audiências e do campo profissional para o qual estão sendo formados. No bate-papo, as experiências obtidas no Grupo Afetos serão compartilhadas com o público.
Sônia também é autora do artigo ”Acessibilidade Afetiva por e para Autistas: ativismo na pandemia da COVID-19. Publicado pela revista científica Culturas Midiáticas, foi feito em co-autoria com a jornalista Sophia Mendonça, mestre pela UFMG, escritora, pesquisadora do Afetos e fundadora do Mundo Autista (vinculado ao Portal UAI). No artigo, as autoras consideram que existem cenários promissores para a comunicação e a acessibilidade afetiva para pessoas autistas, mas que ainda há gargalos nas interações sociais de pessoas com deficiência e na efetivação de seus direitos. Mais do que chegar a conclusões, elas apresentam inquietações para um refletir que deseja a efetivação de relações menos intolerantes e mais acolhedoras às pessoas autistas. Durante a conversa, Sônia terá a oportunidade de responder questões sobre a temática.

Professoras Camila Mantovani, Sônia Caldas Pessoa e Joana Ziller

➤ Papo em Pauta: Território Indígena
30 de agosto de 2022
Integrando a programação do Agosto Indígena, o Espaço do Conhecimento UFMG realiza mais uma edição do Papo em Pauta tendo como convidadas mulheres indígenas, das etnias Xakriabá e Tupinikim. Simone Xakriabá é graduada em Enfermagem pela UFMG, vinculada ao Programa de Vagas Suplementares para estudantes Indígenas e enfermeira da Unidade Básica de Saúde Indígena do Polo Barreiro Preto, na Terra Indígena Xakriabá-São João das Missões (MG). Taís Cruz dos Santos é estudante do curso de Medicina da UFMG vinculada ao Programa de Vagas Suplementares para estudantes indígenas. O debate será mediado por Livia de Souza Pancrácio de Errico, professora do Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da UFMG e Tutora do Programa de Educação Tutorial – PET – Indígena Conexão de Saberes.
A professora explica que no bate papo “vamos conversar sobre tradições, seja ela saberes originários ou conhecimento científico”. Ela chama a atenção ainda para o fato de os estudantes indígenas na Universidade constituírem forças potentes para movimentar um novo desenho de educação. “São territórios vivos, que corporificam as possibilidades do trânsito de saberes e conhecimentos científicos. Os indígenas avançam em movimentos de territorialização da e na Universidade.”
Segundo a estudante de Medicina Taís Cruz dos Santos, “a real medicina tradicional é a medicina dos povos originários, ela foi a primeira. Os povos indígenas resistem há 522 anos, então não podemos dizer que esses conhecimentos não são válidos. Quando a medicina originária e a do não indígena se encontram, uma não anula a outra, mas em sinergia, ambas se potencializam; e é através de espaços de discussão como esse, que conseguimos compartilhar um pouco do conhecimento ancestral do nosso povo.”
Em parceria com o Instituto Unimed-BH e a Cemig, o bate-papo acontecerá pelo canal no YouTube do Espaço do Conhecimento e vai refletir sobre as questões indígenas. O Espaço do Conhecimento UFMG promove o “Agosto Indígena”, com programação de atividades formativas e abertas ao público. A ação tem como foco reafirmar o protagonismo dos indígenas, assim como suas trajetórias de luta pelo reconhecimento de seus direitos fundamentais, dentre os quais o acesso e permanência nas universidades. O Agosto Indígena é uma ação em consonância com a lei 11.645/08, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do tema “História e cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

➤ Papo em Pauta: Convivência, trabalho e pandemia
22 de janeiro de 2022
Não há receita para viver em sociedade. Mas uma maneira de deixar essa experiência mais leve é compreender a condição humana. A pandemia e isolamento social tem reconfigurado a vida de boa parte das pessoas mundo afora, além do modo como as relações de trabalho e até afetivas ocorrem. Durante os últimos quase 2 anos, há exatos 22 meses desde que a OMS declarou a pandemia do coronavírus [em março de 2020], o home-office e o teletrabalho se tornaram uma prática muito comum. Com isso, diversas vantagens e desvantagens foram pontuadas por especialistas de várias áreas.
No livro ‘No caos da convivência: Ideias práticas sobre a arte de lidar com os outros’, os autores Ângela Marques e Luiz Sá Martinho, professores universitários, sugerem atos que impulsionam uma experiência de convívio em sociedade mais leve, compreendendo a condição humana de maneira mais abrangente, pontuando variações de humor, acolhimento, possibilidades, limites, ânimos e fragilidades.
Esse é o pano de fundo da primeira transmissão do Papo em Pauta em 2022. Trata-se de um ciclo de palestras sobre saúde, cultura e bem estar, fruto de parceria entre o Espaço do Conhecimento UFMG e o Instituto Unimed-BH. Nesta edição o tema será Convivência, trabalho e pandemia: novas territorialidades e afetos. Durante a conversa, os convidados Ângela Marques, professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG e Luís Sá Martino, professor titular do Programa de Pós Graduação em Comunicação da Cásper Líbero, vão bater um papo com o público baseando-se no livro publicado em 2020, pela editora Vozes Nobilis.
Durante a live, o público poderá participar enviando comentários e perguntas pelo chat. A próxima edição do Papo em Pauta acontece no dia 25 de janeiro, às 19h, com transmissão ao vivo pelo canal www.youtube.com/espacoufmg. Acompanhe mais informações nas redes sociais do museu!

➤ Papo em Pauta: Tempo de tela e seus impactos
14 de dezembro de 2021
Tempo de tela e seus impactos para a saúde de crianças e adolescentes é o tema do próximo Papo em Pauta, uma parceria do Espaço do Conhecimento UFMG com o Instituto Unimed-BH
Cada vez mais, crianças e adolescentes usam os dispositivos móveis para estudar, jogar, conversar, ler e se conectar. Essas e outras atividades cotidianas têm proporcionado um desequilíbrio no tempo que as crianças passam em frente às telas, no período de utilização dos dispositivos de tecnologia digital, tais como smartphones, tablets, computadores, videogames ou televisão, principalmente em meio à pandemia.
Pesquisa da UFMG, em parceria com outras universidades do Brasil, coordenada pela neuropediatra Liubiana Arantes, feita com mais de 6 mil pais de crianças e adolescentes, concluiu que o uso excessivo de celular por crianças durante a pandemia aumentou, extrapolando muito mais do que o tempo recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria [que recomenda o tempo máximo de uma hora para crianças pequenas]. Segundo 51% dos pais entrevistados, o tempo foi extrapolado excessivamente. Outros 24% responderam que os filhos tiveram entre duas e três horas de uso.
Já a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Crianças e smartphones no Brasil, revelou um aumento do uso de telas de crianças de sete a nove anos. Em um ano, o índice passou de 30% para 43%, sendo que 19% das crianças utilizaram smartphones diariamente por três horas, e outros 24%, por quatro horas ou mais.
Com a presença cada vez mais marcante desses aparelhos na rotina, esse público está sendo exposto precocemente. Desta forma, os efeitos de uma longa exposição ao tempo de tela podem ser notados na saúde mental, emocional e física. Os danos desse excesso causados ao desenvolvimento das pessoas até os 15 anos são tema de estudos e pesquisas no mundo todo.
Mas quais as consequências reais dessa exposição à saúde? Qual é o tempo de tela recomendado e os fatores de risco no desenvolvimento infantil? Há benefícios? Como os pais e responsáveis podem se manter em alerta para preservar a saúde de seus entes queridos? Essas e outras perguntas serão respondidas na próxima edição do Papo em Pauta, que acontece no dia 14 de dezembro, às 19h, com transmissão ao vivo pelo canal www.youtube.com/espacoufmg.
A nossa convidada é a médica e perita da UFMG Júlia Machado Khoury. Ela também é psiquiatra e psicogeritária pelo HC-UFMG, com mestrado e doutorado em Medicina Molecular e ainda pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Vulnerabilidade e Saúde (NAVeS-UFMG). O público pode participar enviando comentários e perguntas pelo chat, para enriquecer o debate, via www.youtube.com/espacoufmg, ou ainda pelas redes sociais: @espacoufmg.


➤ Papo em Pauta: Proteção e cuidado
09 de novembro de 2021
No dia 09 de novembro, o Espaço do Conhecimento, em parceria com o Instituto Unimed-BH, UFMG promoverá mais uma edição do Papo em Pauta e o lançamento do ebook Fora da Caixa: Vacinas – uma publicação para educadores, terça-feira, às 19h, no canal www.youtube.com/espacoufmg. O projeto iniciado em junho, realiza agora a 2ª edição.
Na abertura, um bate papo sobre o tema ”proteção e cuidado: a importância das vacinas para a saúde coletiva”. O convidado é Flávio Guimarães da Fonseca, professor do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, pesquisador associado do CT-Vacinas e integrante do Comitê Permanente de Enfrentamento do Novo Coronavírus da UFMG. A mediação ficará a cargo da professora Camila Mantovani, Coordenadora do Núcleo de Comunicação e Design do Espaço do Conhecimento. O público poderá participar enviando comentários e perguntas pelo chat, para enriquecer o debate.
Fora da Caixa: Vacinas – uma publicação para educadores
A escolha do tema Vacinas se deu por diversos motivos, conforme explicado no texto de apresentação. “Um dos principais é a atual pandemia da Covid-19 e a queda nos índices de vacinação que vem ocorrendo desde 2014, segundo dados do Ministério da Saúde, o que levou aos surtos de sarampo verificados no país em 2016 e, posteriormente, em 2018. Desse modo, as questões mais sensíveis do tema se referem à recusa vacinal, um fenômeno complexo cujas causas variam de acordo com as condições da época e do local”.
Segundo a professora Diomira Maria Cicci Pinto Faria, Diretora do Espaço do Conhecimento, “com este livreto, reafirmamos o compromisso do Espaço do Conhecimento UFMG com a divulgação científica e com a democratização do conhecimento acadêmico. Buscamos ainda contribuir com a missão da UFMG de formar cidadãos críticos e éticos, comprometidos com a transformação da sociedade no sentido da redução das desigualdades”, conclui.

➤ Papo em pauta: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
08 de junho de 2021
O Espaço do Conhecimento UFMG lançará no dia 8 de junho, em parceria com o Instituto Unimed-BH, o projeto Papo em Pauta, ciclo de palestras que trará temáticas relacionadas a saúde, bem-estar, cultura, cidadania e outros assuntos pertinentes na atualidade. O Espaço do Conhecimento tem uma longa trajetória na promoção de debates sobre as mais diversas áreas de conhecimento dentro do projeto Café Controverso, realizado de 2012 a 2019. A partir deste ano, com o Papo em Pauta, o museu volta a realizar esses fóruns, sempre com a presença de especialistas e a participação do público, colocando em pauta assuntos que estão em discussão dentro e fora da universidade. Devido à pandemia, o projeto será iniciado em ambiente virtual, em lives transmitidas pelo YouTube.
A palestra de abertura traz o tema “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): um compromisso com o futuro“, e acontecerá no dia 8 de junho, terça-feira, às 19h, no canal www.youtube.com/espacoufmg. Os convidados são Henrique Zeferino, professor do departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Coordenador do Núcleo de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável, e Rafael Tello, economista, fundador e diretor da Watu Sustentabilidade, coordenador da Rede Desafio 2030 e do Hub ODS MG e professor de sustentabilidade estratégica e aplicada da Fundação Dom Cabral (FDC), HSM Educação e Skema Business School. A mediação será de Sibelle Cornélio Diniz, economista, professora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG e coordenadora do Núcleo de Ações Educativas e Acessibilidade do Espaço do Conhecimento UFMG.

Henrique Zeferino trará uma discussão sobre o contexto geral dos ODS – origem, características e importância, abordando a importância da Ciência, Tecnologia e Inovação para a implementação dos ODS, com foco no papel das universidades.
Rafael Tello apresentará um recorte da projeção das ODS em Minas Gerais e a atuação da Rede Desafio 2030. O público poderá participar enviando comentários e perguntas para discussão, pelo chat.

