Projeto Inaugural (2010-2023)

5° ANDAR

O Aleph

A instalação é inspirada no conto O Aleph, do escritor argentino Jorge Luis Borges, no qual o personagem encontra um ponto de onde se pode ver simultaneamente todos os acontecimentos do universo.Consiste numa escada que se dirige metaforicamente ao infinito. Embaixo dela, uma vídeo-instalação com um caleidoscópio infinito de imagens remete à busca ilusória pela totalidade do conhecimento e questiona sobre as formas de compreender o mundo.

Consultoria: Ricardo Hiroshi Caldeira Takahashi

Vídeo:

  • Criação e produção: CEDECOM – UFMG
  • Direção: Osger Machado
  • Produção: Arthemis Brant, Cris Procópio, Thays Kiryu e Silvia Dalben
  • Edição: Allan Marques, Elton Lizardo, Osger Machado e Thays Kiryu
  • Trilha: Paulo César Ribas

4° ANDAR

ORIGENS

Extratos do Tempo

Um grande painel ilustrado com uma linha do tempo apresenta uma retrospectiva de eventos que marcaram etapas do desenvolvimento do universo, demonstrando as transformações ao longo de 14 bilhões de anos: o Big Bang, a formação das galáxias, o surgimento da vida, a evolução dos organismos multicelulares, a extinção dos dinossauros e outros acontecimentos.

Consultoria e concepção: José Marcos Figueiredo, Marcelo Matos Santoro, Patrícia Kauark Leite, Ronaldo Penna Neves

  • Design e redesenho digital: Maurizio Manzo


A origem da vida na atmosfera primitiva da Terra

A instalação simula um laboratório de pesquisa que reproduz o célebre experimento dos cientistas norte-americanos Urey e Miller em 1952, a primeira demonstração da síntese de aminoácidos – os blocos construtores das proteínas – na atmosfera primitiva. A experiência foi concebida para testar a hipótese de que o ser vivo teria surgido a partir da combinação de elementos químicos presentes na Terra.

Consultoria: Julio César Dias Lopes, Marcelo Matos Santoro

Video-instalação:

  • Direção: Maurício Gino
  • Modelagem, animação e composição: Artur Ricardo Espindula

Vídeo expositivo:

  • Direção e design: Julio Dui
  • Animação: Ezany Brandão e Leandro Lima
  • Finalização: Ezany Brandão
  • Locução e trilha sonora: Macau

Evolução biológica

Evolução Biológica é o nome da próxima instalação da exposição. Nele, através de uma plataforma interativa, visitantes podem experimentar, de forma lúdica, alguns princípios da seleção natural dos seres vivos. A instalação consiste em uma mesa computacional, sensível ao toque, que simula um ambiente no qual vivem, se reproduzem e se transformam diversos organismos virtuais, criados pelos usuários.

Consultoria: Fabrício R. Santos

Plataforma Interativa:

  • Concepção e programação visual: Francisco Marinho
  • Design de som: Jalver Bethônico
  • Coordenação técnica: Marília Bergamo
  • Infraestrutura de software: Ilusis Interactive Graphics
  • Programação da interface gráfica: Interactiva
  • Desenvolvimento em inteligência artificial: Bruno Nascimento Santos e Rosilane Mota
  • Hardware (superfície multitoque): Cumplice.net

Paisagens geológicas

Neste ambiente, o público encontra a Linha do Tempo Interativa, na qual arrasta uma pedra e vê desencadear uma série de animações que ilustra a evolução dos aspectos da crosta terrestre e seus ambientes nas diferentes eras geológicas. Há duzentos milhões de anos, a Terra era um único continente, que posteriormente se fragmentou, formando o mundo como o conhecemos. Reproduções de diversos tipos de dinossauros e répteis que viveram nessa época também podem ser vistas nessa instalação.

Paisagens geológicas

Consultoria: Karin Elise Bohns Meyer

Plataforma Interativa:

Vídeos:

  • Direção e animação de personagens 2D: Antônio Fialho
  • Cenários, animação, composição e edição final: Rafael Guimarães
  • Pintura e animação assistente de personagens 2D: Marco Túlio Ramos Vieira
  • Modelagem e animação de personagens 3D: Gabriel Brandão de Oliveira
  • Design de som e edição: Daniel Werneck (interSignos – Escola de Belas Artes – UFMG) e Jalver Bethônico

Interatividade:

  • Coordenação, software e hardware: Marília Bergamo
  • Edição dos vídeos para a programação da interação: Carlos Falci

Pangeia

Consultoria: Karin Elise Bohns Meyer

Réplicas das ossadas:

  • Laboratório de Paleovertebrados – Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Coordenação: Cesar Leandro Schultz
  • Execução: Paulo Eduardo Aragão de Macedo e Téo Veiga de Oliveira.
  • Montagem: Alexandre Liparini
  • Restauração: Mauro Chagas Ferreira

Animações e ilustrações: 

  • Instituto de Artes – Departamento de Artes Visuais / Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Núcleo de Escultura Digital – Coordenação: Adolfo Luis Schedler Bittencourt

Desenvolvimento de modelos em 3D:

  • Modelagem e texturização: Adolfo Luis Schedler Bittencourt e Dorothy Ballarini

Animação de personagens em 3D:

  • Rig, skin e animação: Anderson Sudário, Daniel Arnold, Martin Réus, Talins Pires de Souza
  • Shader Render e Iluminação: Adolfo Luis Schedler Bittencourt
  • Consultoria Científica: Cesar Leandro Schultz e Marina Bento Soares
  • Ilustração de Paisagem: Rafael Guimarães

A era dos grandes mamíferos

Apresentação de réplicas e vídeos que simulam a reconstituição de alguns dos grandes mamíferos que habitaram o território brasileiro, como tigre-de-bengala, leões e preguiças.

Consultoria: Profa. Karin Elise Bohns Meyer

  • Modelagem: Marco Prata

Árvore da vida e Árvore dos Primatas

As vacas podem ter parentesco com as baleias? A galinha é parente do tiranossauro rex? Instalação baseada na teoria da evolução biológica, Árvore da Vida demonstra, em um grande painel ilustrado, os ancestrais em comum e algumas das relações entre as espécies que viveram na Terra em diferentes épocas.

Consultoria: Fabrício R. Santos

  • Design e ilustração: Maurizio Manzo

Pré-história humana

Nossos ancestrais partiram da África, há milhões de anos, numa peregrinação não-linear através dos séculos e continentes. O clima, a geografia, as necessidades de sobrevivência, entre outros fatores, influenciaram nas modificações que resultaram no Homo sapiens. Na instalação, você vê imagens, características e transformações de primatas e hominídeos de vários períodos da pré-história humana.

Consultoria: Fabrício R. Santos

  • Pesquisa iconográfica: Isabela Figueira
  • Ilustrações: Viktor Deak

O homem de Lagoa Santa

Os primeiros vestígios humanos da América são abordados, no Espaço do Conhecimento UFMG, com a história de antigos grupos de caçadores-coletores que chegaram há mais de 12 mil anos às proximidades de Lagoa Santa, em Minas Gerais.

A região se destaca por abrigar dezenas de sítios arqueológicos. Um dos vestígios mais importantes dessa população é o esqueleto da jovem Luzia, datado de quase 11 mil anos atrás e considerado um dos fósseis humanos mais antigos do continente.

Consultoria: André Prous

  • Fotos: Sydney Picasso
  • [Documentação da Missão Arqueológica Francesa de Lagoa Santa]

* Crânio gentilmente cedido pelo Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG


Similaridade genética

Qual das duplas tem mais semelhança genética entre si: homem e chimpanzé? Cavalo e zebra? Ou rato e camundongo? Venha conferir as respostas no painel de similaridade genética.

Consultoria: Fabrício R. Santos e Sérgio Pena

  • Ilustrações: Menote Cordeiro

Diversidade humana

Concebida sob a consultoria dos geneticistas Sérgio Pena e Fabrício Santos, a instalação mostra que diferenças físicas que embasam a distinção de etnias são, da perspectiva genética, insignificantes. Estas evidências permitem refutar cientificamente o conceito de raça.

Consultoria: Sérgio Pena

  • Desenvolvimento de software: Marília Bergamo

Artefatos arqueológicos

Para caçar, construir e se locomover, os humanos da Pré-história usavam instrumentos feitos de pedras, ossos e conchas. No Espaço do Conhecimento UFMG, você vê alguns deles, como batedores de pedras (para extrair lascas de outras pedras), pontas de projétil de quartzo, espátulas de ossos de aves, lâminas de machados, bigornas, potes e vasilhas de cerâmica, entre outros.

Os artefatos evidenciam como as antigas populações já possuíam diversidade técnica, exemplificada tanto na forma de construção desses objetos quanto em seu uso.

Consultoria: André Prous e Martha M. de Castro e Silva

  • Fotos: Paulo Proença

* Artefatos gentilmente cedidos pelo Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG


O complexo arqueológico de Montalvânia

A instalação apresenta uma reprodução de parte do paredão do Abrigo de Poseidon, localizado no Complexo Arqueológico de Montalvânia, no Norte de Minas, na região do Aristeu, Alto São Francisco. Os povos indígenas antigos da região criaram milhares de gravuras nas rochas dos abrigos da Serra do Aristeu, utilizando superfícies naturalmente polidas e ferramentas de pedra, como martelos e cinzéis, para picoteá-las. Este sítio arqueológico, um dos mais importantes do planeta, destaca-se por suas características únicas que o diferenciam de outros locais em Minas Gerais, oferecendo um valioso registro da nossa Pré-história. Enquanto a maioria dos paredões decorados são ornados com pinturas, os antigos artistas de Montalvânia entalhavam gravuras em relevo no solo rochoso, criando uma expressão singular.

Consultoria: André Prous, Mauro Chagas Ferreira e Martha M. de Castro e Silva

Expedição de Campo e Réplica do Sítio:

  • Coordenação do projeto: Isabela Pordeus
  • Coordenação do trabalho de campo: Martha M. de Castro e Silva
  • Coordenação de moldagem: Mauro Chagas Ferreira

Equipe:

  • Moldagem de gravuras: Bruno Kraemer, Marco Aurélio
  • Topografia: Wagner Marin Gomes
  • Auxiliar de topografia: Rogério Tobias Júnior
  • Transporte de pessoal: Márcio Antônio da Silva
  • Transporte de equipamentos: Sergio Salles
  • Fotos: Ségio Falci

Vídeo O Refúgio de Poseidon – Montalvânia

  • Roteiro, Direção e Animação: Maurício Gino
  • Fotografia still: Sérgio Falci
  • Concepção sonora: Jalver Bethônico
  • Design de som: Ronaldo Gino e Victor Mazarelo
  • Áudio: Serrassonica Design de Som
  • Mixagem: Ronaldo Gino
  • Composição e edição: Maurício Gino

3° ANDAR

VERTENTES

Cosmogonias e cosmologias

Cada povo tem sua narrativa sobre a origem do mundo. Cada cultura conta sua história de acordo com suas tradições. Princípios religiosos, míticos ou científicos tentam explicar a origem do universo e influenciam a nossa visão de mundo. No Espaço do Conhecimento UFMG, o público pode ver cenários construídos em papel e ouvir as narrações sobre cinco cosmogonias: Yorùbá, Maxakali, Grega, Maia-quiché e Judaico-cristã. Diferentemente das cosmogonias, as cosmologias são narrativas escritas e têm um autor. São menos figurativas que as cosmogonias e mais conceituais, abstratas e sistemáticas. Como na abordagem científica, buscam desvendar metodicamente os princípios e as leis da natureza que atuariam desde sempre e sem interferências divinas. A que está exposta no Espaço do Conhecimento UFMG se baseia no texto Da natureza das Coisas, de Tito Lucrécio (99 aC. – 55 aC.).

Consultoria: Adriana Vidotte, Jacyntho Lins Brandão, Maria Inês de Almeida, Olusegun Michael Akinruli

Esculturas em papel:

  • Criação, projeto e montagem: Marcelo Bicalho 
  • Assistente de arte e montagem: Márcia Sobral
  • Auxiliares de montagem: Diogo Moreira e Vivianne Nardi 

Áudio:

  • Locução: Olusegun Michael Akinruli [Yorùbá]; Isael Maxakali, Rafael Maxakali e Suely Maxakali [Maxakali]; Ruth Moya [Maxakali); Maria Clara Xavier [Grego]; Rabino Leonardo Alanati [Hebraico]
  • Gravações: Rádio UFMG / InterSignos – EBA – UFMG
  • Edição de som: Jalver Bethônico

Geografia humana

Instalação composta por seis telas de vídeo que abordam as diferentes formas de ocupação, as transformações sobre o espaço, as interações com a natureza e as outras culturas, mostrando a diversidade sobre a Terra. Os filmes exibem como seres humanos de distintas partes do mundo desenvolvem hábitos, técnicas e estratégias que lhes permitem a sobrevivência em variadas condições climáticas e naturais.

Consultoria: André Prous

Vídeos:

  • Criação e Produção: CEDECOM -UFMG
  • Direção: Osger Machado
  • Produção: Arthemis Brant, Cris Procópio, Silvia Dalben e Thays Kiryu
  • Edição: Allan Marques, Elton Lizardo, Osger Machado, Thays Kiryu
  • Pesquisa de Imagens: René Lommez Gomes, Isabela Figueira, Thays Kiryu
  • Fotografias: Daniel Mansur [campo arado] e Morena Tomich [Aldeia Kapôt/MT; povo Mebêngôkre]

Paisagens escritas (2010-2017)

Após passar por esta experiência sensorial, o visitante alcançará uma outra instalação, composta por diversos painéis de led, que apresentam, sem cessar, fragmentos de textos de vários autores. Com a potência de sua criação, muitos escritores foram capazes de expressar textualmente momentos imagéticos do mundo, alterando sua imagem e criando, junto ao leitor, novas Paisagens Escritas. A partir de roteiro da Profa. Eneida Maria de Souza, a concepção deste ambiente foi de autoria dos professores Maria Inês de Almeida, Patrícia Kauark Leite, Rodrigo Minelli e René Lommez Gomes. A seleção de textos foi de Mara Inês de Almeida e René Lommez Gomes.

Consultoria: Eneida Maria de Souza

Concepção: Rodrigo Minelli

  • Seleção de Textos: Maria Inés de Almeida e René Lommez Gomes

* Instalação desmontada em 2017. Em seu lugar foi montada a instalação Fábrica da Letra


Fábrica da Letra (inaugurada em 2017)

A palavra, manuscrita e impressa, constituiu, ao longo dos seus longos percursos de inscrição e circulação, inúmeras modalidades técnicas e estéticas expressas em diferentes materialidades: a pedra de todas as antiguidades, a argila da Mesopotâmia, o papiro do Egito, o bambu da China, a palmeira da Índia, a madeira e o pergaminho do mundo romano. Até chegar ao papel, hoje tão familiar, que sai do extremo Oriente para então seguir seu percurso do mundo islâmico ao cristão.

A essa diversidade de suportes, sobrepõe-se uma grande variedade de formas adaptadas às características físicas dos materiais e aos usos atribuídos pelos diferentes sistemas de escrita: blocos de pedra, tabletes de argila e madeira, tiras de bambu e palmeira, rolos de papiro e pergaminho, páginas de papiro, pergaminho e papel. A extensa história dos livros e das letras nos impõe aqui um recorte, marcando dois grandes momentos de transformação das formas e dos suportes do livro no Ocidente: do volumen ao códice e do manuscrito ao impresso.

A passagem de uma forma a outra ocorre de maneira lenta e progressiva, e não descarta a coexistência de materiais distintos e as transferências entre diferentes culturas. Lembremos que, no início da era cristã, os chineses e árabes usavam o papel, enquanto o uso do pergaminho é consolidado no Ocidente e o papiro está ainda presente no Mediterrâneo.

Curadoria: Ana Utsch

  • Coordenação: Verona Segantini
  • Coordenação FAPEMIG: Ana Flávia Machado e Bernardo Jefferson de Oliveira
  • Pesquisa, seleção de imagens e textos: Ana Utsch, Verona Segantini, Alice Gontijo, Ana Paula Garcia Costa
  • Assistentes: Alice Guimarães, Dânia Lima, Matheus Viana, Vitória Ramirez Zanqueta
  • Edição dos trechos da Odisseia: Laura Cohen
  • Tradução Latim: Jorge Cunha Conrado
  • Revisão de textos: Tikinet
  • Pergaminho: Orlando Okanishi
  • Caligrafia: Luana Valadares
  • Ilustração: Ana Paula Garcia Costa
  • Encadernações / Inventário material: Marco Pedrosa
  • Concepção Cavalete Tipográfico interativo: Ana Paula Garcia Costa
  • Colaboração: Amir Brito Cador – Escola de Belas Artes da UFMG
  • Design: Vicente Pessôa

Expografia: 

  • Coordenação: Verona Segantini, Carolina Vasconcelos, Tereza Bruzzi, Dânia Lima
  • Assistentes: Ricardo Destro Junior, Vitória Ramirez Zanqueta
  • Produção: Gisele Salomão, Rebeca Fonseca Cândido
  • Impressão Fac-símiles: Studio Anta
  • Execução e Montagem: John Brito

Filme PRELO

  • Direção: Raquel Pinheiro e Virginia Pitzer
  • Tipógrafo: Ademir Matias
  • Produção: Rafael Neder

* Este módulo foi financiado pela FAPEMIG


Mercatu Mundi

As viagens marítimas abriram possibilidades de expansão humana no planeta. Através do mar, e diante do desconhecido, o ser humano se lançou. A partir daí, descobertas, colonizações e domínios. Ao mesmo tempo, a troca, a miscigenação, novos temperos, novas roupas, novos idiomas. Novas formas de vida que se chocaram ao mesmo tempo em que se misturaram.

A instalação traz uma interpretação da história da América e do mundo entre o início do século XVI e meados do século XIX. Imagens, mapas e vídeos contam um pouco da história das viagens e descobertas humanas, recriando alegoricamente o ambiente de um mercado na América Colonial.

Consultoria: Eduardo França Paiva

  • Textos: René Lommez Gomes
  • Pesquisa Iconográfica: René Lommez Gomes e Isabela Figueira
  • Colaboração: Fabrício Fernandino

Vídeos:

  • Roteiros: Eduardo França Paiva, Bernardo Vaz, René Lommez Gomes, Rodrigo Minelli Figueira
  • Direção: Bernardo Vaz
  • Design e animação: Bruno Vaz, Bernardo Vaz e Marcelo Dante
  • Roteiro: Thales Maia
  • Pesquisa Iconográfica: André Bernardes Machado, Bernardo Andrade, Diogo Lisboa Aguiar, Isabela Figueira, René Lommez Gomes e Tatiana Mitre

Flora mundializada

Das Américas para o mundo, do mundo para as Américas: de onde vêm as plantas, as frutas e os legumes que fazem parte da nossa vida hoje? Da África? Das Américas? Foram trazidas da Europa? O trânsito de várias espécies de plantas alterou paisagens, culturas, hábitos e costumes alimentares de inúmeros povos. O Espaço do Conhecimento UFMG mostra algumas delas, sua origem e sua etimologia. Surpreenda-se.

Consultoria e seleção de textos: René Lommez Gomes

  • Pesquisa Iconográfica: Isabela Figueira e René Lommez Gomes

Os nomes e os lugares

A Fitotoponímia, ciência que estuda os nomes de lugares que têm como origem a vegetação, conta a história de alguns pontos de Minas Gerais por meio das plantas. Ao escolher uma delas na tela central, a instalação multimídia oferece a oportunidade de acessar um amplo conjunto de informações sobre o termo: língua de origem, imagens, descrição, ocorrências do nome em território mineiro etc.

Consultoria: Maria Cândida Seabra

Concepção: Rodrigo Minelli

  • Design: 45 Jujubas
  • Programação: Lucas Junqueira
  • Mapas: Rômulo Costa Vianna
  • Fotos: Alex Popovkin [almécega]; BIOPIX [massambará]; Bruno Haspinger [babaçu]; Daniel Mansur [paisagem da Serra do Cipó]; Doradu [babaçu]; Forest & Kim Starr; Squiller [guandu]; Marcel Gomes e Danilo Alves [capão]; Neil Hunt [caiana]; Paulo Proença [angelim, anis, bambu, braúna, buriti, cambaíba, congonha, denga, indaiá, ipê, macaúba, mamona, mandacaru, manga, palmeira, palmito, pindaíba, pau d’alho, pinhal]; José Israel Abrantes [ipê, buruti].
  • Ilustrações científicas: Karl Friedrich Philipp von Martius [almécega, angelim, babaçu, bambu, braúna, buriti, cambaíba, congonha, denga, indaiá, ipê, macaúba, mamona, mandacaru, palmeira, palmito, pindaíba, pau d’alho, pinhal]; Thomas Ender [capão]; Franz Eugen Köhler [anis]; Nicolao Josepho Jacquin [manga]; Nikolaus Thomas Host [massambará]; Francisco Manuel Blanco [caiana, guandu].

Diversidade linguística

O último módulo da seção Vertentes faz referência às janelas de um aglomerado de casas antigas de Minas Gerais. Ao lado de painéis que ilustram nosso artesanato – fuxico, retalhos, chitas –, o público escuta histórias, casos e cantos que representam os modos de expressão nas diferentes regiões do estado. Uma amostra do rico e ímpar falar mineiro, suas influências e raízes.

Consultoria: Maria Cândida Seabra, Maria Inês de Almeida, Sônia Queiros

  • Pesquisa sonora: Maria Cândida Seabra e Núcleo de Pesquisas Literaterras
  • Seleção de áudio: Neide Freitas
  • Mapa: Rômulo Costa Vianna
  • Fotos: José Israel Abrantes, Paulo Schmidt [Diamantina]
  • Patchworks: Magda de Brito Lommez

2° ANDAR

Águas

(2010-2013)

A água é a memória das árvores, diz a sabedoria de “Seu” Emílio Xacriabá. Se a natureza tende à expansão, o equilíbrio está na sua conformação. A água, mas também os cipós, os cães, assim como outros seres maleáveis, mostram ao homem como proceder para se entranhar na vizinhança e educar-se a ponto de se transformar na seiva que alimenta a alma do outro.

Tomando como tema as relações ecológicas que tornam o ser humano parte de um entorno natural e cultural que o ultrapassa, a seção Águas, da exposição demasiado humano, tem como objetivo discutir as possíveis narrativas e os diversos caminhos com que a humanidade poderia projetar e consubstanciar seus destinos.


Crescimento Populacional 

O andar se inicia-se com um painel sobre do Crescimento Populacional, mostrando a pressão produzida pelo agigantado aumento do número de habitantes sobre a quantidade limitada e finita de recursos que o planeta possui – identificando este processo, portanto, como um dos grandes responsáveis pela perda do equilíbrio nas relações entre humanidade e ambiente.

Consultoria: Paulina Barbosa, Rodrigo Matta Machado

Ilustrações: Lucas Alcântara

Consultoria: Rodrigo Matta Machado


 Consumo Consciente 

O segundo ambiente do andar é composto por um painel lúdico, dedicado ao tema do Consumo Consciente. A ideia surgiu com o objetivo de instigar o público a refletir acerca do impacto de seus hábitos de consumo sobre o ambiente, e sobre como uma mudança de hábitos, dirigida à redução do consumo e da produção de lixo, e a introdução de produtos sustentáveis em sua cartela de opções de consumo poderiam auxiliar na manutenção do equilíbrio do planeta. Para tanto, a instalação simula uma gôndola de supermercado, onde são expostas as imagens de produtos sustentáveis, acompanhadas de informações acerca de suas qualidades. Além de refletir sobre seus hábitos, e entrar em contato com uma nova forma de se pensar o consumo, o visitante possui acesso a informações úteis sobre os produtos, a exemplo dos selos de garantia de sustentabilidade e meios de controle da produção sustentável.

Consultoria: Paulina Barbosa, Rodrigo Matta Machado

Ilustrações: Lucas Alcântara

Consultoria: Rodrigo Matta Machado


Recursos Energéticos

Na sequência, um painel interativo aborda o tema dos desafios que o consumo de Recursos Energéticos renováveis e não renováveis impõe à humanidade. Mas, indo além da exposição do problema da finitude das fontes de energia não renováveis, e as formas de impacto ambiental ocasionado por cada método de obtenção de energia, este painel mostra também como a pesquisa e as novas tecnologia, como a nanotecnologia, vem apontando novos caminhos, aumentando a eficiência dos mecanismos de produção e condução de energia.

Vídeos:

Consultoria: Luiz Gustavo Cançado, Marcos Pimenta, Rodrigo Matta Machado

Direção: Bernardo Vaz

Design e Animação: Bernardo Vaz, Juliano Augusto

Fotografia still: Paulo Proença

Água: recurso finito

Consultoria: Francisco Barbosa, Paulina Barbosa

Água: vida e morte

Instalação: Fabrício Fernandino


Recursos Hídricos 

Instalada em meio à exposição, uma cascata de Água é usada como um gráfico que representa a relação proporcional entre a quantidade de água existente na terra e o ínfimo volume dela que efetivamente encontra-se à disposição para o consumo humano. Este painel serve como introdução ao debate das questões ambientais que giram em torno da necessidade de conservação dos recursos hídricos do planeta. Complementando a discussão do tema, uma instalação artística, criada pelo Prof. Fabrício Fernandino, promove a exposição alternada de imagens de rios e mananciais águas limpas com outros mananciais, poluídos e assoreados, todos pertencentes ao Estado de Minas Gerais, servindo assim como uma forma poética de sensibilização acerca da necessidade de conservação qualidade de nossas águas.  

Estes quatro primeiros módulos da seção Águas foram produzidos sob a orientação e acompanhamento dos professores Rodrigo Matta Machado, Paulina Barbosa e Francisco Barbosa, que promovem pesquisas na área da Ecologia, no ICB/UFMG.


Biomas

A instalação apresenta imagens de grande formato das formações vegetais no território brasileiro, os biomas, indicando sua localização no mapa do país e destacando os animais que vivem em cada um desses ambientes naturais.

Consultoria: Francisco Barbosa, Paulina Barbosa

Fotografias: José Israel Abrantes

Audiovisual interativo: Sertão Vivo

Concepção, roteiros, fotografia e direção: Álvaro Andrade Garcia

Software: Lucas Santos Junqueira – Sítio de Imaginação 5.0

Trilha sonora original: Paulo Santos

Locução: Jorge Emil

Assistência de fotografia e maquinaria: André Guerra

Produção: Mariana Freitas

Programação visual: Francisco Marinho

Seleção de infográficos da Terra: Antonio Nobre

Edição de textos: Camila Prado

Acervos: Fundação Israel Pinheiro (MG), Núcleo de Pesquisas Literaterras (UFMG), Projeto

Manuelzão (UFMG), Projeto Sentimentos do Mundo (UFMG), Arquivo Público do Distrito Federal (DF), Arquivo Nacional (RJ), Cinemateca Brasileira (SP), Acervos Ciclope e Sertões

Trilhas sonoras originais: Matheus Braga

Realização: Ciclope – arte e publicação digital – www.ciclope.art.br


Ecologia Interativa 

Os fundos do painel de água servem, ainda, como tela de projeção de um lounge interativo, que apresenta filmes, entrevistas e conteúdos audiovisuais acerca dos biomas brasileiros. Idealizado por Álvaro Andrade Garcia, e desenvolvido pela Clicope.art.br, em parceria com o Instituto Israel Pinheiro (Brasília) e o Planeta TIM UFMG – Espaço do Conhecimento, este equipamento interativo pode ser navegado pelo público, que, através de um sistema de votação, pode usar seus aparelhos de telefonia celular para eleger os conteúdos que desejam assistir.

Outras plataformas digitais de interação foram criadas pelo grupo 1maginári0, composto por Francisco Marinho, Jalver Bethônico e Marília Bergamo, professores e pesquisadores de arte computacional e inteligência artificial da Escola de Belas Artes da UFMG, para ocupar este andar da exposição demasiado humano. A primeira delas é uma extensão da plataforma Evolução Biológica, da seção Origens. Alguns seres virtuais criados pelos usuários, no quarto pavimento, migram para outro ambiente virtual, situado no segundo pavimento. Ali, estes seres começam a viver e se reproduzir, até que a entrada e presença de seres humanos na sala, ao ser captada por sensores, promove uma interação entre os visitantes e o ambiente virtual: a maior ou menor concentração de pessoas em determinado espaço da sala provoca uma maior ou menor pressão no ambiente virtual, podendo promover ou não a morte ou extinção dos seres virtuais. Ao lado desta sala interativa, o visitante tem acesso a mais duas plataformas interativas criadas pelo grupo 1maginári0: Piracema e Dança da Chuva. Essas plataformas consistem em jogos cooperativos, em que o público deveatuar em conjunto, para promover um impacto positivo no ambiente virtual, seja ajudando um cardume de peixes a cumprir seu trajeto na Piracema, seja promovendo a queda da chuva. Logo após este ambiente, segue-se o último módulo da exposição demasiado humano, que consiste em mais um jogo de cooperação, desta vez trabalhando o tema da coleta seletiva.