demasiado humano

De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?

Exibição principal do museu, “demasiado humano” trata da aventura do conhecimento, abordando a origem da vida, a evolução e a trajetória humana na Terra.  Dividida em quatro módulos – O Aleph, Pensar as Origens, Modos de Existir e Sonhar a Terra – a exposição convida os visitantes a compreender a ciência e a cultura como processos vivos, marcados por dúvidas, incertezas e descobertas contínuas.

O trabalho é resultado de pesquisas realizadas na UFMG em diferentes áreas do conhecimento: arqueologia, antropologia, astrofísica, paleontologia, literatura, linguística, história e ecologia, aliada a pensamentos e ideias contracoloniais dos mestres Nego Bispo e Ailton Krenak, desafiando as fronteiras tradicionais do conhecimento, confluindo saberes ancestrais e contemporâneos em uma experiência enriquecedora e transformadora.

Desde sua inauguração, em 2010, a mostra vem recebendo módulos expositivos que tratam do conhecimento e a tornam mais dinâmica. A curadoria inaugural é de Patrícia Kauark Leite.  

FICHA TÉCNICA

AUDIODESCRIÇÃO

AUDIOGUIA

CATÁLOGO

A renovação da exposição “demasiado humano” conta com patrocínio CEMIG via Lei Estadual de Incentivo a Cultura


VEJA O QUE VOCÊ ENCONTRARÁ EM CADA MÓDULO DA EXPOSIÇÃO:

5º andar | O ALEPH

Texto Curatorial

A atividade intelectual humana é sempre inventiva, criativa e artística. Todo conhecimento é, nesse sentido, uma construção, uma interpretação situada sobre o mundo.

Nosso conhecimento, disse Nietzsche, é humano, demasiado humano, para pretender algo como a objetividade ou o distanciamento dos fenômenos. Estamos sempre interpretando o mundo a partir de um jeito de ser no mundo. Além disso, o conhecimento está sempre em movimento, em criação, e também em disputa.

A confluência dos pensamentos de matrizes indígenas e africanas tem nos ensinado que o mundo ocidental possui uma perspectiva muito limitada sobre o humano e que a própria noção de humanidade foi utilizada para invisibilizar modos de vida que se distanciam da visão de progresso e de des-envolvimento dominantes. A produção de um humano des-envolvido, des-enraizado, está na base das crises sociais, econômicas e ambientais, e das múltiplas formas de violência perpetradas contra diferentes povos no passado e atualmente.

Por isso, hoje, para além de afirmar que nosso conhecimento é humano, devemos nos questionar de qual humano estamos falando. De que lugar falamos quando dizemos que conhecemos algo? Quais memórias e quais perspectivas compartilhamos quando julgamos conhecer o mundo? Essas perspectivas são únicas? Como outras perspectivas sobre o humano, a natureza e a vida podem ativar outras memórias e outros futuros possíveis para o conhecimento? É com estas perguntas que abrimos nossa jornada na exposição demasiado humano.

O Aleph

A instalação é inspirada no conto O Aleph, do escritor argentino Jorge Luis Borges, no qual o personagem encontra um ponto de onde se pode ver simultaneamente todos os acontecimentos do universo. Consiste numa escada que se dirige metaforicamente ao infinito. Embaixo dela, uma vídeo-instalação com um caleidoscópio infinito de imagens remete à busca ilusória pela totalidade do conhecimento e questiona sobre as formas de compreender o mundo.

Projeto Inaugural (2010)

Consultoria Ricardo Hiroshi Caldeira Takahashi

Vídeo

Criação e produção: CEDECOM – UFMG

Direção: Osger Machado

Produção: Arthemis Brant, Cris Procópio, Thays Kiryu e Silvia Dalben

Edição: Allan Marques, Elton Lizardo, Osger Machado e Thays Kiryu

Trilha: Paulo César Ribas

4º andar | PENSAR AS ORIGENS

Extratos do Tempo

A instalação, que se inicia com um grande painel ilustrado com uma linha do tempo, expande-se por todo o andar apresentando uma retrospectiva de eventos que marcaram etapas do desenvolvimento do universo, demonstrando as transformações ao longo de 13,8 bilhões de anos: o Big Bang, a formação das galáxias, o surgimento da vida, a evolução dos organismos multicelulares, a extinção dos dinossauros e outros acontecimentos.

Projeto Inaugural (2010): 

Consultoria e concepção: Patrícia Kauark Leite e Ronaldo Penna Neves

Design e redesenho digital: Maurizio Manzo

Projeto de Renovação (2024): 

Curadoria: Nathalia Nazareth Junqueira Fonseca e Fernanda Silva de Oliveira

Consultoria: Alexandre Liparini Campos, Andrei Isnardis Horta e Mediadores – Espaço do Conhecimento UFMG

Design e redesenho digital: Olganelise Möller Ferreira de Gouvêa e Maria Luísa Almeida

A Origem da Vida na Atmosfera Primitiva da Terra

A instalação simula um laboratório de pesquisa que reproduz o célebre experimento dos cientistas norte-americanos Urey e Miller em 1952, a primeira demonstração da síntese de aminoácidos – os blocos construtores das proteínas – na atmosfera primitiva. A experiência foi concebida para testar a hipótese de que o ser vivo teria surgido a partir da combinação de elementos químicos presentes na Terra.

Projeto Inaugural (2010)

Consultoria: Julio César Dias Lopes, Marcelo Matos Santoro

Videoinstalação
Direção: Maurício Gino
Modelagem, animação e composição: Arttur Ricardo Espindula

Vídeo expositivo
Direção e design: Julio Dui
Animação: Ezany Brandão e Leandro Lima
Finalização: Ezany Brandão
Locução e trilha sonora: Macau

Paisagens Geológicas

O tempo geológico é capaz de nos demonstrar as transformações da paisagem em todo o planeta Terra. Há 200 milhões de anos, nosso planeta era composto por um único continente, que com o tempo se fragmentou, dando origem ao mundo como o conhecemos hoje. Na instalação, uma série de animações detalha a evolução da crosta terrestre e de seus ambientes ao longo dos diferentes Éons e eras geológicas. Além disso, são reproduzidos diversos tipos de dinossauros e répteis que habitaram essas eras, oferecendo uma visão rica e dinâmica da vida em distintos momentos.

Projeto Inaugural (2010): 

Paisagens Geológicas

Consultoria: Karin Elise Bohns Meyer

Plataforma Interativa – Vídeos

Direção e animação de personagens 2D: Antônio Fialho

Cenários, animação, composição e edição final: Rafael Guimarães

Pintura e animação assistente de personagens 2D: Marco Túlio Ramos Vieira

Modelagem e animação de personagens 3D: Gabriel Brandão de Oliveira

Design de som e edição: Daniel Werneck (interSignos – Escola de Belas Artes, UFMG) e Jalver Bethônico

Interatividade

Coordenação, software e hardware: Marília Bergamo

Edição dos vídeos para a programação da interação: Carlos Falci

Projeto de Renovação (2024): 

Consultoria: Jonathan Philippe Barboza e Alexandre Liparini Campos

Pangeia

Na instalação do supercontinente “Pangeia”, é possível encontrar dois intrigantes fósseis que despertam a curiosidade e a imaginação: o Rincossauro e o Prestosuchus chiniquensis. Ambos são arcossauros, criaturas extraordinárias que emergiram durante o período geológico do Triássico. Os arcossauros fazem parte de um grupo de répteis, chamado diapsida, que inclui lagartos, aves e crocodilos. Esses animais se dividem em diferentes linhagens, mas apresentam o mesmo ancestral comum, demonstrando a complexa e admirável história evolutiva na Terra. 

Projeto Inaugural (2010): 

Consultoria: Karin Elise Bohns Meyer

Réplicas das ossadas: Laboratório de Paleovertebrados – Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Coordenação: Cesar Leandro Schultz

Execução: Paulo Eduardo Aragão de Macedo e Téo Veiga de Oliveira.

Montagem: Alexandre Liparini

Restauração: Mauro Chagas Ferreira

Animações e ilustrações: Instituto de Artes – Departamento de Artes Visuais / Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Núcleo de Escultura Digital – Coordenação: Adolfo Luis Schedler Bittencourt

Desenvolvimento de modelos em 3D

Modelagem e texturizacão: Adolfo Luis Schedler Bittencourt e Dorothy Ballarini

Animação de personagens em 3D

Rig, skin e animação: Anderson Sudário, Daniel Arnold, Martin Réus e Talins Pires de Souza

Shader, Render e Iluminação: Adolfo Luis Schedler Bittencourt

Consultoria Científica: Cesar Leandro Schultz e Marina Bento Soares

Ilustração de Paisagem: Rafael Guimarães

Projeto de Renovação (2024): 

Consultoria: Jonathan Philippe Barboza e Alexandre Liparini Campos

A Era dos Grandes Mamíferos

Há cerca de 65 milhões de anos, no final do Cretáceo, a América do Sul era uma ilha isolada da América do Norte. Durante esse período, o continente abrigava marsupiais, edentados, como tatus, tamanduás e preguiças. Pyrotheria, Astrapotheria, Xenungulata, Toxodontia e Liptoterna. 

A instalação apresenta réplicas que reconstituem alguns desses grandes mamíferos que habitaram o Brasil e Minas Gerais durante o Pleistoceno (de 1,8 a 0,01 milhões de anos), como o tatu-gigante, o tigre-de-bengala, e a preguiça-gigante, extintos no início do Holoceno, há cerca de 9 mil anos.

Projeto Inaugural (2010):

Consultoria: Karin Elise Bohns Meyer 

Modelagem: Marco Prata

Projeto de Renovação (2024): 

Consultoria: Alexandre Liparini Campos

Árvore da Vida / Árvore dos Primatas

Será que as vacas possuem parentesco com as baleias? E os primatas possuem um ancestral em comum?

As instalações “Árvore da Vida” e “Árvore dos Primatas”, ambas baseadas na teoria da evolução de Charles Darwin, apresentam um grande painel ilustrado que revela os ancestrais comuns e as conexões entre diversas espécies que habitaram a Terra em diferentes épocas.

Projeto Inaugural (2010): 

Consultoria: Fabrício R. Santos

Design e ilustrações: Maurizio Manzo

Árvore Humana

O que nos faz humanas e humanos? Por meio de ilustrações ricas em detalhes e réplicas de artefatos arqueológicos, a instalação convida o público a refletir sobre a evolução da humanidade, na forma de uma árvore repleta de galhos não lineares. A nossa espécie, chamada de Homo sapiens, é uma apenas uma das espécies humanas que já andaram pelo planeta, revelando uma profunda diversidade ao longo do tempo.

Projeto de Renovação (2025): 

Curadoria: Mariana Petry Cabral e Andrei Isnardis

Ilustrações paleontológicas de hominíneos: Julio Lacerda

Réplicas de artefatos arqueológicos (esculpidos exclusivamente para a exposição): Andrei Isnardis e Vinicius Siqueira

Uma Profunda História da Diversidade / Modos de Guardar / Grafismos Rupestres

As instalações “Uma Profunda História da Diversidade”, “Modos de Guardar” e “Grafismos Rupestres” abordam a grande diversidade cultural indígena que perpassa inúmeros modos de viver, ocupar e se relacionar com o mundo. Os conteúdos também evidenciam os conhecimentos ancestrais que sustentam a continuidade de práticas diversas: desde fazer cerâmica e cestos, a cuidar dos mortos, fazer reuniões e política.

Projeto de Renovação (2025): 

Curadoria: Mariana Petry Cabral e Andrei Isnardis

Urna funerária: Acervo Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG

Registros fotográficos: Andrei Isnardis, Mariana Petry Cabral e Marta Cavallini

Vídeo: Roteiro: Andrei e Júlia Lobato
Narração: Rafaela Neves
Montagem: Vanessa Lemos
Acervo Espaço do Conhecimento UFMG

Povoamento nas Américas / Beríngia

Não é “descobrimento” chegar a um território que já é ocupado. Este continente que hoje chamamos de América já era amplamente povoado há milhares de anos, por diversas populações indígenas, quando os europeus chegaram no século XVI.

A instalação trata dos múltiplos trajetos e fluxos migratórios que envolveram a ocupação humana nas Américas, em um movimento que se expandiu da Sibéria para a Beríngia e, posteriormente, para os territórios do continente americano.

Projeto de Renovação (2025): 

Curadoria: Mariana Petry Cabral e Andrei Isnardis

Vídeo Fluxos migratórios na região da Beríngia: Roteiro: Andrei Isnardis
Design: Rafael Amato
Animação e Montagem: Júlia Lobato
Acervo Espaço do Conhecimento UFMG

Pesquisas Arqueológicas em Minas Gerais

A arqueologia é um dos modos de contarmos histórias da humanidade no passado. As datações, os artefatos, os sítios, as escavações, as pessoas que fazem a arqueologia: tudo isso faz parte das narrativas da história humana que construímos na ciência.

A instalação aborda as missões e pesquisas arqueológicas, com reconhecimento nacional e internacional, que contribuem para o melhor entendimento do território de Minas Gerais e de seus habitantes.

Projeto de Renovação (2025): 

Curadoria: Mariana Petry Cabral e Andrei Isnardis

O Complexo Arqueológico de Montalvânia

A instalação apresenta uma reprodução de parte do paredão do Abrigo de Poseidon, localizado no Complexo Arqueológico de Montalvânia, no Norte de Minas, na região do Aristeu, Alto São Francisco. Os povos indígenas antigos da região criaram milhares de gravuras nas rochas dos abrigos da Serra do Aristeu, utilizando superfícies naturalmente polidas e ferramentas de pedra, como martelos e cinzéis, para picoteá-las. 

Este sítio arqueológico, um dos mais importantes do planeta, destaca-se por suas características únicas que o diferenciam de outros locais em Minas Gerais, oferecendo um valioso registro da nossa Pré-história. Enquanto a maioria dos paredões decorados são ornados com pinturas, os antigos artistas de Montalvânia entalhavam gravuras em relevo no solo rochoso, criando uma expressão singular.

Projeto Inaugural (2010): 

Consultoria: André Prous, Mauro Chagas Ferreira e Martha M. de Castro e Silva

Expedição de campo e réplica do sítio

Coordenação do projeto: Isabela Pordeus

Coordenação do trabalho de campo: Martha M. de Castro e Silva

Coordenação de moldagem: Mauro Chagas Ferreira

Equipe

Moldagem de gravuras: Bruno Kraemer, Marco Aurélio

Topografia: Wagner Marin Gomes

Auxiliar de topografia: Rogério Tobias Júnior

Transporte de pessoal: Márcio Antônio da Silva

Transporte de equipamentos: Sergio Salles

Fotos: Ségio Falci

Vídeo O Refúgio de Poseidon – Montalvânia

Roteiro, Direção e Animação: Maurício Gino

Fotografia still: Sérgio Falci

Concepção sonora: Jalver Bethônico

Design de som: Ronaldo Gino e Victor Mazarelo

Áudio: Serrassonica Design de Som

Mixagem: Ronaldo Gino

Composição e edição: Maurício Gino

Projeto de Renovação (2025): 

Curadoria: Mariana Petry Cabral e Andrei Isnardis

Consultoria: Rogério Tobias Junior, Instituto Prístino

3º andar | MODOS DE EXISTIR – SONHAR A TERRA

Reexistência Afro-indígena no Brasil de Muitas Línguas

A partir de múltiplos recursos audiovisuais (imagens, vídeos, mapas e uma linha do tempo), a instalação demonstra a confluência de matriz afro-indígena que compõe a língua portuguesa que falamos hoje. Em meio a apagamentos e violências coloniais, os processos atuais de retomada cultural e revitalização linguística revelam a força da resistência e a reexistência dos povos afro-diaspóricos e indígenas.

Projeto de Renovação (2026): 

Curadoria: Deborah Lima e Renata Marquez

Depoimentos: Anari Pataxó, Atxu Marimã, Felipe Tuxá, Sueli Maxakali

O Rio e os Seus Seres

“Não tenho dúvida de que a confluência é a energia que está nos movendo;

Para o compartilhamento, para reconhecimento, para o respeito.

Um rio não deixa de ser um rio porque conflui com outro rio;

Ao contrário, ele passa a ser ele mesmo e outros rios, ele se fortalece…”

Por meio de uma instalação interativa, com frases de Nego Bispo e Ailton Krenak, e ilustrações de peixes do rio Catrimani, o público é convidado a refletir sobre a ideia de confluência e os seres que habitam os cursos d’água.

Projeto de Renovação (2026): 

Curadoria: Deborah de Magalhães Lima e Karenina Vieira Andrade

Ilustrações (peixes): Livro Yuripë siki: peixes do rio Catrimani
Kassua Adnaldo Yanomami et al. (Orgs.)

Cosmologias

A memória de um povo pode ser guardada nas histórias que narram, de várias formas, as relações entre os seres e a natureza, seus significados, os acontecimentos e as mudanças. Esses saberes baseados na experiência de tantos, por muitos anos, podem, então, ser conhecidos pelos que aprendem a ouvi-los. 

Cada povo tem sua narrativa sobre a origem do mundo. Cada cultura conta sua história de acordo com suas tradições, seja pelo caminho da escrita, da ciência e da racionalidade, seja através da oralidade e de uma compreensão ampliada do Cosmos.

Os judeus e os cristãos encontram sua fonte de conhecimento na Bíblia; os maias, no Popol Vuh; os gregos, em Homero… Os que não escreveram suas histórias encontram-nas em falas, cantos e ritos que também podem ser registrados de diferentes formas. 

Na instalação, o público pode apreciar esculturas construídas em papel enquanto ouve narrações sobre seis diferentes cosmologias: Yorùbá, Maxakali, Grega, Maia-quiché, Judaico-cristã e Latina.

Projeto Inaugural (2010): 

Consultoria: Adriana Vidotte, Jacyntho Lins Brandão, Maria Inês de Almeida, Olusegun Michael Akinruli, Bernardo Jefferson e Miriam Campolina

Esculturas em papel

Criação, projeto e montagem: Marcelo Bicalho

Assistente de arte e montagem: Márcia Sobral

Auxiliares de montagem: Diogo Moreira e Vivianne Nardi

Áudio

Locução: Olusegun Michael Akinruli [Yorùbá]; Isael Maxakali, Rafael Maxakali e Suely Maxakali [Maxakali]; Ruth Moya [Maia-Quiché]; Maria Clara Xavier [Grego]; Rabino Leonardo Alanati [Hebraico]; Mateus Alves [Latim]

Gravações: Rádio UFMG / InterSignos – EBA – UFMG

Edição de som: Jalver Bethônico

Projeto de Renovação (2024): 

Consultoria: Wellington Luiz Silva

Des-envolvimento

Apesar de serem criaturas da natureza, os humanistas se descolam da natureza e se tornam criadores. Humanismo é uma palavra companheira da palavra des-envolvimento, cuja ideia é tratar os seres humanos como seres que querem ser criadores e não criaturas da natureza, que querem superar a natureza. Des-envolvimento é sinônimo de desconectar, tirar do cosmo, quebrar a originalidade (Antônio Bispo dos Santos).

Por meio de imagens e vídeos, a instalação apresenta aspectos, reverberações e impactos socioambientais causados pelo des-envolvimento.

Projeto de Renovação (2026): 

Curadoria: Deborah Lima e Renata Marquez

Vídeo Mundo Des-envolvido: Montagem Espaço do Conhecimento UFMG

Saberes Tradicionais

A instalação convida o público a conhecer o Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG e a titulação por Notório Saber, que visam ampliar o reconhecimento e a realização de experiências pluriepistêmicas de ensino e pesquisa no ambiente da Universidade.

Projeto de Renovação (2026): 

Curadoria: Deborah Lima e Renata Marquez

Vídeo O Encantar das Folhas: Direção César Guimarães e Pedro Aspahan
Formação Transversal em Saberes Tradicionais

Retratos de mestres e mestras dos Saberes Tradicionais: Joelson Ferreira de Oliveira
Cacique Nailton Pataxó
Mestras Xakriabá Lourdes Evarista, Rosa Bezerra e Isabel Bezerra
Japira Pataxó
Joelson Ferreira de Oliveira
Solange Brito
Silvio da Siqueira (Seu Badu)
Cacique Nailton Pataxó
Mestras Xakriabá Lourdes Evarista, Rosa Bezerra e Isabel Bezerra
Rosemiro Ferreira da Silva (Seu Lírio)
Maria da Glória de Jesus

Laboratório de Criação Audiovisual dos Saberes Tradicionais
Formação Transversal em Saberes Tradicionais UFMG

Roça Mãe do Mundo

A roça é mãe do mundo e nos convida a evocar a paixão pelo que a confluência afro-indígena produz, produziu e produzirá, a partir da terra e com ela, nas aldeias, nos quilombos e na cidade.

Em um ambiente interativo, repleto de cores, sons, artes e saberes, o público pode se aproximar da roça, bem como das pessoas, animais e espíritos que vivem envolvidas com o planeta Terra.

Projeto de Renovação (2026): 

Curadoria: Deborah Lima e Renata Marquez

Vídeo Puk hep mîmãti yõg hemén / Mel, remédio da floresta: Projeto Hãmhi, Terra Viva

Vídeo Mada komo / Ädeeja – Viviane Ye’kwana: Acervo Espaço do Conhecimento UFMG

Sonhar a Terra

A Terra sonha com a possibilidade de transformação dos corpos que constituem essa humanidade. Ela nos sonha nos termos dela, não nos termos humanos. Acreditar que existe esse fluxo de amor entre nós e a Terra é o que me anima a continuar circulando e encontrando cientistas e pajés, meus amigos, que confirmam que a Terra sonha e que alguns de nós somos sonhos da Terra. (Ailton Krenak).

Em um ambiente imersivo, formado por paisagens sonoras e projeções da floresta Yanomami, o público é convidado a deitar em redes e imaginar novas possibilidades de futuro, que possam suspender o céu e sonhar a Terra, provocando momentos de reflexão e contemplação.

Projeto de Renovação (2026): 

Curadoria: Deborah Lima e Renata Marquez