
Gil Amâncio é doutor Notório Saber em Educação, conhecimento e Inclusão Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Seu trabalho une educação, artes e cultura afro-brasileira, com forte atuação em práticas anticoloniais. Ao longo de sua carreira, atuou como professor na UFMG, ministrando disciplinas voltadas para a educação racial e epistemologias plurais, também na PUC Minas, no curso de Jornalismo e na Fundação Clóvis Salgado (CEFART), nas frentes de Expressão Corporal e Percepção Musical. Como artista, destaca-se em música, teatro e dança, sendo responsável por trilhas sonoras de filmes e espetáculos como “Uma Onda no Ar” (2002) e “Quilombos Urbanos”. Além disso, Gil fundou coletivos artísticos, como o “Black Horizonte”, “Cia Será Que” e o “Coisa de Preto”, que integram arte negra e tecnologia. Sua contribuição acadêmica inclui a participação em projetos de pesquisa no Núcleo de Estudos sobre Relações Étnico-Raciais e Ações Afirmativas (CNPq). Como pesquisador, publicou capítulos de livros sobre música e cultura afro-diaspórica, abordando a relação entre som, corpo e a diáspora africana. Na gestão cultural, foi coordenador artístico do Plug Minas e do Centro de Referência Cultural da Criança e do Adolescente em Belo Horizonte. Foi também curador do Festival de Arte Negra (FAN) e da Mostra de Cinema Negro “Negritude em Pauta”. Sua atuação se estendeu internacionalmente, com apresentações em Cuba, Alemanha e França, sempre promovendo o diálogo entre arte, cultura e questões raciais. Premiado ao longo de sua carreira, Gil Amâncio recebeu o Prêmio Tim de Música, o Troféu João Ceschiatti e o Troféu Zumbi de Palmares, sendo reconhecido por sua contribuição à cultura e à educação antirracista.