Imagem de divulgação do Seminário Internacional “Quem tem medo de gênero”?

O Seminário Internacional “Quem tem medo de gênero?” está com inscrições abertas para pré-registro. As vagas são limitadas e serão aprovadas mediante cadastro prévio.

O seminário será realizado de 15 a 17 de janeiro de 2025, no campus Pampulha, da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

A partir do livro “Quem tem medo de gênero?”, lançado em março de 2024 pela filósofa Judith Butler, o seminário visa ser um espaço de diálogo, com foco em refletir coletivamente as políticas antigênero a partir de perspectivas transdisciplinares e transnacionais.  Segundo Butler, o grotesco ataque de que foi alvo em São Paulo, em 2017, foi o que a inspirou a escrever esse novo livro. Passados sete anos desde esse lamentável episódio, sintoma forte de escalada da ultradireita e de sua pauta antigênero, no Brasil e no mundo, o seminário vai explorar como as elaborações dessa nova obra convergem com debates brasileiros sobre gênero, sexualidade e suas muitas interseções.

Segundo os organizadores da iniciativa, os professores residentes do IEAT, Marcelo Cattoni, da Faculdade de Direito da UFMG, e Marco Aurélio Prado, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, o seminário pretende examinar o estado atual das ofensivas antigênero no âmbito transnacional e no Brasil, a partir de algumas questões: Qual a relação das políticas contra o gênero com a desdemocratização e os neo-autoritarismos dos tempos de agora? Que disputas de poder elas encerram? Quais são seus alvos e quais os efeitos?

A inscrição para o Seminário Internacional “Quem Tem Medo de Gênero” deve ser feita no site do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (NUH).

O evento conta com o patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG e o apoio do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA). A realização é do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (NUH) e do Instituto de Estudos Avançados Trandisciplinares da UFMG.