Além da apresentação de trabalhos foram realizados minicursos e palestras para a comunidade acadêmica

Exposição de trabalhos de Iniciação Científica 
Foto: Edijane Gonçalves I UFMG

No dia cinco de outubro, teve início no campus Montes Claros a 35ª edição da Semana do Conhecimento da UFMG. As atividades, que se iniciam antes nas Unidades Acadêmicas, incluíram Semana de Iniciação Científica, Encontro de Extensão, palestras e minicursos.  A XXXV Semana de Iniciação Científica marcou o início do evento com apresentação de 107 trabalhos. O coordenador do Núcleo de Assessoramento à Pesquisa (NAPq) do campus, professor Ivan Pires, destaca o engajamento dos participantes na atividade. “A gente pode considerar que os números se mantiveram constantes, com um leve aumento nesse último ano, do número de bolsistas. De forma geral, os alunos têm apresentado seus trabalhos, engajado dentro dos laboratórios de pesquisa e os orientadores também. Mantivemos, nessa edição, 107 trabalhos apresentados. Desses 107 trabalhos, vamos ter 12 trabalhos que vão ser selecionados para apresentar em Belo Horizonte”.

O coordenador do NAPq, professor Ivan Pires e o subcoordenador do Núcleo
Foto: Edijane Gonçalves I UFMG

Para o coordenador do NAPq, a Semana de Iniciação Científica é uma grande oportunidade para o intercâmbio de pesquisas que são realizadas na Unidade Acadêmica. “O trabalho que a gente tem, as apresentações anuais aqui na Semana de Iniciação Científica, é a oportunidade para que os colegas, e a gente fala de colegas docentes, colegas servidores e alunos também, possam conhecer todas as pesquisas que são desenvolvidas aqui no Instituto de Ciências Agrárias. É um momento de confraternização que a Universidade proporciona aos colegas e um momento de celebrar a ciência e divulgação de resultados de um ano de trabalho dentro de cada um dos laboratórios de pesquisas”, analisa.

29º Encontro de Extensão reuniu 56 trabalhos
Foto: Edijane Gonçalves I UFMG

Na terça-feira, dia 6, foi realizado o 29º Encontro de Extensão com apresentação de 56 trabalhos. “A gente tem 44 trabalhos de graduação, dos quais vão 5 para Belo Horizonte como relevância acadêmica e oito trabalhos de pós-graduação, entre os quais um vai como relevância para Belo Horizonte na Semana do Conhecimento, totalizando seis atividades de extensão que vão ser expostas no campus Pampulha”, explica a coordenadora do Centro de Extensão (Cenex), professora Maria Fernanda Lousada.

A coordenadora do Centro de Extensão (Cenex), professora Maria Fernanda Lousada Foto: Edijane Gonçalves I UFMG

A docente também destacou a importância deste momento para os participantes dos projetos de extensão assim como o aumento da adesão da comunidade acadêmica nas atividades. “É sempre um momento excelente para a gente ver o que acontece aqui. Atualmente, a gente tem uma formação em extensão universitária obrigatória do governo, a gente vê que a extensão está crescendo cada vez mais. Obrigatórios, tivemos cerca 30  trabalhos. Mas totalizamos 44  trabalhos com pessoas que não são bolsistas, que estão querendo apresentar seus trabalhos de extensão. E é muito bom ver isso acontecendo aqui no campus. A gente sempre cresce, a gente tem sido premiado ao longo dos últimos anos, dentro da UFMG inteira, na Semana do Conhecimento. No último ano, a gente teve 3 premiações. Dois anos atrás, a gente teve 5 premiações. Então, é só crescimento. Muito bom para a gente”.

Minicursos e palestras

Minicurso Análise de Elementos Químicos: do preparo de amostras ao resultado
Foto: Ana Cláudia Mendes I UFMG

Nos dias sete e oito de outubro, foram realizados minicursos e palestras relacionados a diversas áreas do conhecimento. Mónica  María Simanca Sotelo, professora da Universidade de Córdoba, em Montería na Colômbia, ministrou um minicurso para alunos do curso de Engenharia de Alimentos. A docente ministrou uma atividade teórico-prática sobre técnicas de análise sensorial, abordando temas como, por exemplo, como mapear as “intuições emocionais” dos consumidores e transformá-las em parâmetros técnicos de produção. “A professora Mónica veio de uma mobilidade pelo sistema Arcu Sul do Programa MARCA. O curso de Engenharia de Alimentos do campus Montes Claros integra o sistema Arcu-Sul há três anos  com essa possibilidade de intercâmbio entre os estudantes de Engenharia de Alimentos da UFMG e de outras instituições credenciadas”, explicou a professora Cláudia Vieira, coordenadora acadêmica do programa MARCA.

Minicurso Kansei Foods, ministrado pela professora Mónica Sotelo, da UniCórdoba 
Foto: Ana Cláudia Mendes I UFMG

A professora Mónica Sotelo agradeceu a oportunidade de participar da atividade e de conhecer melhor o sistema de ensino da UFMG. “Agradeço à professora Cláudia, à UFMG e ao Programa MARCA do Arcu-Sul que me permitiram estar aqui conhecendo suas atividades, seus projetos e também participar da Semana do Conhecimento”. Tatiane Silva é mestranda em Alimentos e Saúde na UFMG Montes Claros. Para ela este contato com pesquisadores de outros países e o intercâmbio de conhecimento é de grande importância. “O minicurso foi uma oportunidade importante de conhecer a aplicação da metodologia Kansei no desenvolvimento de produtos alimentícios, uma abordagem ainda não aplicada em nossas pesquisas na UFMG. A metodologia, apresentada pela professora Mónica, da Faculdade de Unicórdoba, amplia as possibilidades metodológicas em análise sensorial e desenvolvimento de produtos, além de favorecer o intercâmbio científico e o contato com diferentes perspectivas de pesquisa”.

(Ana Cláudia Mendes I Cedecom UFMG Montes Claros)