Data: 18 de novembro
Hora: 19:00
Local: Fafich – Sala 3006
Responsável/Organização: Fernanda Flávia Cockell Silva; Carolina Afonso Lopes; Pedro Helbert Poses da Costa; Graziane Anastacia Teodoro, Vinicius Cristiano Oliveira Ferreira, Júlia Alves de Amorim Soares
Resumo da atividade: A oficina propõe a partilha e valorização de trajetórias negras por meio da metodologia não extrativista do Mapa Corporal Narrado, compreendida como um conhecimento situado em outras epistemes corporais, afetivas e ancestrais. Trata-se de uma ferramenta contracolonial de autoconhecimento e reconhecimento de trajetórias e vivências, que opera a partir da perspectiva do corpo enquanto território, espaço de resistências, subjetividades e identidades. A oficina consiste em uma atividade com duração de duas horas dividida em três momentos: momento de desnaturalização, mapeamento individual e mapeamento coletivo. No momento de desnaturalização é apresentando o conceito, enfatizando a importância de quebrar percepções naturalizadas sobre corpo, território e saberes, bem como eventuais esclarecimentos. Em seguida, é realizado o mapeamento individual, no qual cada participante realiza um desenho do próprio corpo sob a orientação do oficineiro, que assumirá o papel de guiá-los nas etapas de traçado, criação de símbolo, slogan, do autorretrato e da realização de marcações, além de instigá-los a refletir e realizar uma rodada de partilha de apresentações dos mapas individuais. Após isso, no mapeamento coletivo é incentivado um desenho em tamanho real do corpo, construído por todos, em que cada um adicionará uma característica individual, buscando a participação e a reflexão a fim de fortalecer a confluência de saberes corpoterritorializados (DI BARTOLO; COCKELL, 2025). Serão abordadas discussões sobre como as vivências sociais, históricas e culturais se inscrevem no corpo negro, promovendo uma reflexão crítica sobre as experiências e as formas de (re)existência.
*Informações de responsabilidade dos propositores e propositoras*