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Nº 1977 - Ano 43
15.05.2017
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Jessika Viveiros
Lucas Braga/UFMG |
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Entrada do campus Montes Claros: atividades de extensão beneficiaram 50 mil pessoas em 2016 |
O campus regional da UFMG em Montes Claros comemora 41 anos de fundação nesta segunda-feira, dia 15, data que marca a transferência simbólica da Reitoria para o Norte de Minas. A partir das 10h30, serão inauguradas a rede de esgotamento sanitário do campus e a linha do ônibus interno, que liga a Moradia Cyro Versiani dos Anjos ao Restaurante Universitário.
No fim da tarde, às 17h, a professora Nilma Lino Gomes, da Faculdade de Educação, vai ministrar a palestra Universidade, conhecimento e diversidade: conquistas e desafios. Às 19h30, a Câmara de Vereadores de Montes Claros fará uma homenagem à UFMG.
Nas quatro décadas de presença em Montes Claros, a UFMG atuou em diversas frentes, ofertando cursos de ensino técnico, médio e superior. O então Colégio Agrícola Antônio Versiani Athayde, incorporado à Universidade em 1968, mantinha cursos de formação técnica em Agropecuária. Mais tarde, em 1975, foram instalados cursos superiores de curta duração em Administração Rural e Bovinocultura.
O primeiro curso superior regular foi o de Agronomia, criado em 1999, no então Núcleo em Ciências Agrárias (NCA) da UFMG. Seis anos depois, foi instituído o curso de Zootecnia e, em 2009, a unidade passou a ofertar também Administração, Engenharia de Alimentos, Engenharia Agrícola e Ambiental e Engenharia Florestal. O Instituto de Ciências Agrárias (ICA) foi criado um ano antes, em 15 de maio de 2008, com ênfase nas atividades de extensão, presentes desde os tempos de Colégio Agrícola.
"A região onde hoje está localizado o campus Montes Claros era uma fazenda, que se desenvolveu com a vinda do Colégio Técnico e da UFMG. Desde o início, sempre houve uma preocupação em atender à comunidade, porque a Universidade não está aqui sozinha. Por meio das atividades de nossos alunos e docentes, sempre voltadas para a realidade local, chegamos até o produtor", contextualiza a professora do ICA e coordenadora do Centro de Extensão (Cenex), Júlia Maria de Andrade, que ingressou na Instituição nos anos de 1970.
Atualmente, o ICA conta com 17 programas e 115 projetos de extensão ativos, além de 82 eventos. Somente em 2016, o público beneficiado pelas iniciativas, que incluem visitas técnicas, capacitação e palestras, foi de quase 50 mil pessoas, segundo o Cenex.
"É preciso valorizar e compreender a importância da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. A proposta de ofertar um ensino de graduação e pós-graduação de qualidade no campus regional de Montes Claros não deve se dissociar da produção do conhecimento pela pesquisa nem de uma extensão participativa e inclusiva", defende o diretor do ICA, Leonardo David Tuffi Santos.
A oferta de pós-graduação na unidade a partir de 2006, com o curso de mestrado em Ciências Agrárias, contribuiu para consolidar o campus regional de Montes Claros como um dos principais centros de geração de tecnologia no semiárido mineiro. "Em 2012, promovemos uma reestruturação na pós-graduação. Transformamos a área de Ciências Agrárias em Produção Vegetal, que ajudou na nucleação dos mestrados em Produção Animal e Sociedade, Ambiente e Território", informa o professor Regynaldo Arruda Sampaio, que à época coordenava o curso de Pós-graduação em Ciências Agrárias.
A mudança surtiu efeito, e a área alcançou conceito 4 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) – 3 era o conceito anterior. No ano passado, foi criado o doutorado em Produção Vegetal, "o que indica que estamos no caminho certo para consolidar a pós-graduação em nosso campus", afirma Sampaio.
Os cursos de pós-graduação possibilitaram melhorias na infraestrutura do campus, com a implantação de laboratórios e compra de equipamentos de última geração, que favoreceram a produção de pesquisas e artigos mais aprofundados, publicados em revistas científicas de impacto. O Centro de Pesquisa em Ciências Agrárias (CPCA), complexo de laboratórios multiuso, é uma das novas instalações. Inaugurado em 2013, o Centro reúne laboratórios de biotecnologia, engenharia de alimentos, controle da poluição, metabolismo animal, plantas medicinais e aromáticas e sanidade animal e saúde pública, além de salas que abrigam equipamentos de precisão para pesagem e preparo de amostras, moinhos, estufas, incineradores, freezer e câmara fria.
As mudanças são perceptíveis para os estudantes. Aluna da primeira turma do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental, Fabíola Mendes Braga cursou o mestrado em Produção Vegetal no ICA e agora integra a segunda turma do doutorado, criado em 2016. "Em 2009, durante o curso de Engenharia Agrícola e Ambiental, passei por dificuldades de primeira turma, como o pequeno número de professores e o estudo de disciplinas em conjunto com o curso de Agronomia. A melhoria é nítida. O corpo docente aumentou, e os estudantes saem mais bem preparados", atesta.