Com foco em ‘planejamento, diálogo e responsabilidade’, Úrsula de Azevedo assume diretoria do IGC
Cerimônia ocorre nesta-segunda, 27, às 18h, no saguão da Unidade; Diego Macedo será o vice-diretor da gestão que segue até 2030
Por Redação
Na expectativa de “consolidar um Instituto cada vez mais integrado, com condições adequadas para o ensino, a pesquisa e a extensão e com maior inserção na universidade e na sociedade”, a professora Úrsula Ruchkys de Azevedo, do Departamento de Cartografia do Instituto de Geociências (IGC), toma posse nesta segunda-feira, 27, como diretora da unidade. A cerimônia será realizada no saguão do IGC, no campus Pampulha, com início às 18h.
Na ocasião, também será empossado como vice-diretor o professor Diego Macedo, do Departamento de Geografia. A dupla substitui Carlos Fernando Ferreira Lobo, do Departamento de Geografia, e Tiago Amâncio Novo, do Departamento de Geociências, diretor e vice-diretor da gestão anterior. “Pretendemos conduzir nossa gestão fundamentados em planejamento, diálogo e responsabilidade, com definição clara de prioridades e compromisso com resultados”, resume a nova diretora.
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Convivência que transforma
Segundo Úrsula de Azevedo, a nova gestão vai se orientar pela proposta IGC ComVida: convivência que transforma, que visa à valorização das pessoas, do diálogo “e da responsabilidade coletiva”, como ela mesma sinaliza. “Entendemos o Instituto como um espaço de convivência e construção compartilhada entre estudantes, técnicos e docentes”, diz.
Ao enumerar os principais projetos pretendidos para o próximo ciclo, Úrsula destaca três frentes prioritárias. A primeira é estruturar de forma mais consistente o trabalho de campo, elemento que avalia como “central na formação em Geociências”, com planejamento contínuo, apoio logístico e maior previsibilidade acadêmica. A segunda frente é focada no avanço da qualificação da infraestrutura e no acompanhamento de projetos estratégicos do Instituto.
“Nesse contexto, destacamos o papel dos órgãos complementares do IGC, como o Instituto Casa da Glória, em Diamantina, e o Centro de Pesquisas Professor Manoel Teixeira da Costa. A conclusão da reforma da Casa da Glória é especialmente estratégica para o fortalecimento das atividades de campo, sendo uma prioridade da gestão, em articulação com a Reitoria”, detalha a docente.
Por fim, na terceira frente de trabalho, a gestão pretende implementar ações voltadas ao cuidado com as pessoas, com ênfase na melhoria das condições de trabalho, estudo e permanência e no fomento do sentimento de pertencimento institucional. “Também temos como projeto ampliar a comunicação institucional e a visibilidade do IGC, fortalecendo sua relação com a sociedade e evidenciando o papel das geociências em temas estratégicos como sustentabilidade, inovação e desenvolvimento social”, completa.
Gestão 2022-2026: um balanço
Prestes a “passar o bastão”, a gestão de Carlos Fernando Ferreira Lobo fez um balanço de seus anos à frente da unidade. “Um dos pilares mais robustos da nossa gestão foi o planejamento estratégico”, afirma o diretor. “Temos o orgulho de entregar à comunidade o primeiro Projeto de Desenvolvimento Institucional (PDI) aprovado na história do IGC. Não é apenas um documento, é a ferramenta essencial que agora garante segurança na gestão, clareza no empenho orçamentário e um norte para o crescimento sustentável da nossa casa pelos próximos anos”, afirma.
Carlos Lobo também falou sobre a questão do trabalho de campo, considerado a alma dos cursos de Geografia, Geologia e Turismo. “Assumimos a gestão em um cenário crítico. Encontramos nossa frota totalmente paralisada, com veículos deteriorados e severamente avariados por furtos de baterias e danos mecânicos. Com trabalho árduo e articulação junto à Reitoria, não apenas mantivemos a frota em constante reparo, como temos a alegria de entregar dois ônibus novos para garantir a segurança e a mobilidade de nossos alunos e professores”, destaca.
Outros destaques de sua gestão foram a modernização tecnológica – “substituímos integralmente as estações de trabalho dos três laboratórios de informática e implantamos o nosso datacenter, colocando o IGC na fronteira da Inteligência Artificial” – e a implementação de medidas de justiça social na distribuição do auxílio de campo, com base no nível de vulnerabilidade social. “Compreendendo as dificuldades de permanência estudantil, garantimos que os estudantes assistidos pela Fump, nível 1, tivessem seu auxílio triplicado, além de garantir um aumento linear aos demais discentes. Proteger quem mais precisa é garantir que o conhecimento chegue a todos, sem distinção”, demarca o docente.
Segundo Carlos Lobo, a gestão que comandou também fez avançar importantes projetos no campo da infraestrutura, como o do anexo 2 do IGC, cujo “caminho para o início das obras está pavimentado”, e o da reforma da Casa da Glória. “Por meio de uma parceria internacional com a Embaixada Americana, coordenada por nossa vice-diretoria, realizamos uma intervenção emergencial crucial. Este patrimônio em Diamantina está sendo devolvido à comunidade e voltará a ser o centro logístico de excelência para nossos campos”, afirma.
“Os desafios de gestão são contínuos, mas entregamos uma unidade mais moderna, mais justa e, acima de tudo, planejada”, sintetiza o dirigente. “Desejamos à nova gestão pleno sucesso, com a certeza de que as bases para um IGC ainda mais forte estão solidamente lançadas.”
Úrsula Ruchkys de Azevedo
Desenvolveu estudos pós-doutorais no Laboratório ThéMA (Théoriser et Modéliser pour Aménager), da Université de Bourgogne, em Dijon (França), como professora visitante sênior (2023-2024), com bolsa da Capes. É doutora em Geologia pela UFMG (2007), mestre em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2001) e bacharel em Geologia pela UFMG (1997). No Departamento de Cartografia do IGC, integra os programas de pós-graduação em Geografia e em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais.
Foi presidente do Comitê Assessor de Ciências Exatas e da Terra da Pró-reitoria de Pesquisa da UFMG (2017-2023) e membro desse comitê entre 2011 e 2017. É filiada à Sociedade Brasileira de Geologia e à União da Geomorfologia Brasileira (UGB). Suas áreas de atuação incluem análise e modelagem de sistemas ambientais, geotecnologias aplicadas, geoética, geodiversidade, geopatrimônio, geoecologia e paisagem, geoconservação e patrimônio minerário.
Diego Rodrigues Macedo
É bacharel em Geografia (2005), especialista em Geoprocessamento (2006) e Estatística (2020), mestre em Geografia – Análise Ambiental (2009) e doutor em Ecologia – Conservação e Manejo da Vida Silvestre (2013), todos os títulos obtidos na UFMG. Desde 2016, é professor adjunto do Departamento de Geografia e dos programas de pós-graduação em Geografia e em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais do IGC. Tem experiência na área de geografia física, recursos hídricos, ecologia da paisagem, geoecologia, biomonitoramento, sistemas informativos geográficos, estatística espacial e planejamento territorial.
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