‘Teste do pezinho’ realizado na Faculdade de Medicina é o primeiro do país a triar 60 doenças
Referência para os demais estados, novidade garante diagnóstico precoce, tratamento especializado e mais qualidade de vida para os bebês mineiros
Por Agência
•Com Centro de Comunicação da Faculdade de Medicina
A partir de agora, todo Teste do pezinho realizado em Minas Gerais será capaz de detectar 60 doenças. Até então, em todo o país, o teste era capaz de fazer a triagem de um grupo de no máximo 23 doenças. Em Minas Gerais, o exame é realizado pelo Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Faculdade de Medicina da UFMG, no âmbito do Programa de Triagem Neonatal (PTN/MG). Referência nacional, o estado é o primeiro do Brasil a fazer o teste em sua versão ampliada.
Antecipada em um anúncio feito em dezembro de 2024, a efetiva implantação da ampliação do teste para 60 doenças foi informada nesta quarta-feira, 30, em evento que reuniu a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, o governador Romeu Zema e gestores do governo estadual na Cidade Administrativa. “Nós temos esse convênio há 30 anos, e ele é um marco para o Brasil todo. Esperamos que o país siga esse exemplo de Minas Gerais”, disse a reitora no encontro, celebrando o aumento do escopo do teste e sua consolidação como política pública.
O Teste do pezinho identifica doenças raras de natureza metabólica, genética e infecciosa nos primeiros dias de vida dos bebês. Ele começou a ser realizado no país com foco na triagem de fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito. Em 1998, o teste incorporou a doença falciforme e, ao longo dos anos, foi incorporando outras condições em seu escopo de detecção, com duas fases de expansão realizadas justamente na virada de 2024 para 2025. Foi esse o processo concluído agora, ao se alcançar a marca de 60 doenças detectáveis.
“É uma felicidade muito grande anunciar que Minas Gerais é o primeiro estado do Brasil a fazer o Teste do pezinho expandido”, comemorou o governador Romeu Zema. Segundo ele, o diagnóstico dessas doenças raras nos primeiros dias de vida dos bebês evitarão o agravamento delas, podendo, em alguns casos, impedir o surgimento de sequelas que costumam acompanhar a trajetória de vida das crianças.
“Essas são doenças de diagnóstico complexo, pois envolvem técnicas de genética. Apesar disso, o cronograma da ampliação foi rigidamente cumprido. Todos os insumos e equipamentos são importados. Ao mesmo tempo, constituímos uma rede assistencial. Hoje, podemos afirmar que toda criança diagnosticada no teste já tem garantido o tratamento”, celebrou José Nelio Januário, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina e diretor do Nupad.
Para os gestores, a ampliação do Teste do pezinho representa um avanço concreto na atenção neonatal oferecida no Brasil, já que ele previne complicações graves, assegura mais saúde às crianças e reduz impactos futuros às famílias e ao sistema de saúde nacional. Outras informações sobre a ampliação do escopo do exame em Minas Gerais podem ser conhecidas na matéria completa sobre o assunto, publicada hoje, 30 de abril, no site da Faculdade de Medicina da UFMG.
O exame
Em Minas Gerais, o Teste do pezinho é feito com a análise do sangue coletado do calcanhar do bebê nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 853 municípios do estado. Em seguida, o material é encaminhado para ser processado no Nupad. O resultado é disponibilizado no site da instituição, e, caso o resultado apresente alteração, o município de residência do paciente é acionado.
A partir daí, consultas e exames especializados são agendados para que seja feita a confirmação do diagnóstico. Caso o resultado para alguma das doenças triadas seja confirmado, o paciente é encaminhado imediatamente para tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O teste está disponível em todos os municípios de Minas Gerais por meio do SUS.
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