O Espaço do Conhecimento UFMG e o grupo de pesquisa Ciberterreiro (CNPq/UFMG), a partir do projeto Espaço Experimental IAIA, abrem chamamento público para seleção de propostas de criação artística para compor a residência Fabulações e Territórios da Afrodiáspora.

 

A residência acontecerá no Espaço Experimental IAIA, localizado no 2° andar do Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, n° 700, bairro Funcionários), com duração do dia 09 de novembro a 04 de dezembro de 2026. Durante o período, o local estará aberto à visitação do público e as pessoas selecionadas também participarão de atividades formativas e outras ações do Espaço Experimental IAIA.

 

Em um espaço de criação coletiva e colaborativa, os participantes serão orientados por Gil Amancio (multiartista, professor na Escola de Belas Artes da UFMG, idealizador e coordenador do Espaço Experimental IAIA) e Cristiano Cezarino (cenógrafo, arquiteto, professor na Escola de Arquitetura da UFMG e docente permanente do Programa de Pós Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG). A residência tem como objetivo receber artistas, pesquisadoras e pesquisadores autodeclarados negros para um exercício de criação coletiva, desenvolvendo instalações cenográficas que abarquem as tecnologias, saberes e artes dos povos africanos e afrodiaspóricos, partindo de uma perspectiva territorializada e contracolonial.

 

Inscrições

– As inscrições para a residência estarão abertas até às 23h59 do dia 12 de outubro de 2026;

– As propostas serão recebidas de forma exclusivamente digital pelo link de inscrição: https://forms.gle/cFADrirF1Ui2DZ4a9;

– As propostas deverão ser inscritas por um membro proponente da equipe, que seja portador de um CNPJ (MEI, ME ou outro) e que ficará responsável pela documentação e gestão dos recursos.

 

Documentação necessária

No ato de inscrição, o proponente deve apresentar:

– RG e CPF dos membros da equipe;

– Certificado do CNPJ do proponente;

– Cópia de notas fiscais de serviços semelhantes e/ou realizados no ramo artístico;

– Currículo e portfólio em formato PDF de cada um dos membros participantes da equipe;

– Arquivo em formato PDF com a proposta da equipe para a residência, que deverá conter: Nome da proposta artística; Descrição da função de cada membro da equipe no projeto; Áreas de conhecimento e linguagens contempladas na proposta; Descrição da instalação que a equipe pretende realizar; Materiais que a equipe pretende utilizar; Orçamento estimado do projeto; Imagens e outras referências que ilustrem a proposta.

 

Público-alvo e elegibilidade

– Equipes formadas por pessoas autodeclaradas negras, não sendo necessária a preexistência do coletivo antes da residência;

– É necessário que cada equipe possua ao menos três membros;

– É desejável que os membros da equipe possuam atuação e/ou formação em áreas distintas, sendo contemplados diversos campos de conhecimento: Artes urbanas como grafite, lambe, pixo, stencil e áreas afins; Artes visuais como desenho, escultura, pintura, tecelagem e áreas afins; Audiovisual, cinema, cinema de animação, fotografia, música, som e áreas afins; Arquitetura, cenografia, design gráfico, design de moda, marcenaria, dentre outras; Ciências da computação, elétrica, eletrônica, física, matemática e outras ciências exatas e da terra; Outras áreas e linguagens não citadas anteriormente, desde que a atuação e/ou formação esteja em diálogo com a proposta apresentada pelo grupo.

– É necessária a apresentação de portfólio de cada membro da equipe no ato da inscrição, juntamente com a descrição da função de cada um no projeto.

 

Conceito e tema da edição

– A residência propõe como elementos orientadores da criação o pensamento das polirritmias africanas e diaspóricas, onde o tempo espiralar nos envolve como um redemoinho em um mundo de encantamento. Onde a composição musical emerge da sobreposição de padrões rítmicos mínimos cuja soma de um mais um é igual a três. Queremos fabular conexões entre os músicos, engenheiros de mineração, médicos, dançarinos, arquitetos, filósofos, matemáticos, agricultores africanos e africanas que vieram nos navios negreiros e pessoas da diáspora como Clementina de Jesus, Seu Badu, Naná Vasconcelos, Elza Soares, Itamar Assumpção, Nêgo Bispo, Beatriz Nascimento, Irmãos Rebouças, Cartola, Juliano Moreira, Enedina Alves Marques, Joaquim Pinto de Oliveira (o Tebas), Alice Augusta Ball… Contudo, nos interessa não perder de vista o pensamento coletivo, pois é a partir de um território de saberes compartilhados que cada uma dessas figuras surgem.

 

Recursos oferecidos

– Cada uma das propostas artísticas selecionadas receberá a importância de R$6.300,00, valor que deverá ser gerido pela própria equipe, considerando a compra dos materiais necessários para a execução de cada proposta, a cessão dos direitos patrimoniais sobre as obras produzidas e a remuneração dos membros pelo período da residência. O valor será depositado em duas parcelas mediante a apresentação de nota fiscal em nome do proponente de cada projeto, sendo a primeira delas no início da residência e a segunda ao final, após a montagem da instalação final.

– Os residentes serão responsáveis por seus possíveis custos com alimentação, deslocamento e hospedagem. A aquisição de materiais, ferramentas, contratação de serviços e outros custos que os residentes possam vir a ter será de responsabilidade integral dos próprios participantes. O Espaço Experimental IAIA não custeará valores adicionais.

 

Seleção e resultados

– A avaliação das propostas será realizada pela curadoria do projeto Espaço Experimental IAIA, de acordo com os critérios estabelecidos no edital. A divulgação dos resultados está prevista para 16 de outubro de 2026.

 

Clique aqui e leia o edital completo.