08 de setembro de 2026

A partir do encontro entre investigações de tempos remotos e estudos sobre diferentes objetos e vestígios, as mais diversas áreas do saber têm construído narrativas em busca de respostas para uma complexa pergunta: o que nos torna humanos e humanas? Com o objetivo de levantar reflexões sobre essa questão na perspectiva arqueológica e discutir a evolução das espécies na Terra, o Espaço do Conhecimento UFMG, em parceria com o Instituto Unimed-BH, lança um novo episódio (já disponível) do podcast “Papo em Pauta”, com Andrei Isnardis e Mariana Cabral — professores do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais.

Ambos os docentes participaram da curadoria de instalações para o projeto de renovação da exposição de longa duração “demasiado humano”, em cartaz no Espaço do Conhecimento. Nesse sentido, as temáticas apresentadas no museu também chegam ao público por meio deste bate-papo que destaca a trajetória evolutiva não linear e fragmentada da humanidade, bem como a história indígena e a importância da justiça social para grupos e saberes deslegitimados pelas estruturas de poder.   

De acordo com Mariana, a ideia de uma humanidade única pode ser adequada para pensar aspectos relativos aos direitos humanos, mas existem muitas diferenças entre a mesma espécie: “Quando você fala de uma pessoa humana, que pessoa é essa? Onde ela está situada? Onde ela cresceu? Quais as referências dela? A gente não é igual nesse sentido. Existe muita diversidade”, argumenta a pesquisadora. “A humanidade inteira é maravilhosamente diversa. É uma coisa absolutamente central defender o direito à diversidade: que as pessoas possam ser quem elas querem ser, que possam curtir as coisas que elas curtem e viver ou inventar as tradições que elas queiram”, completa Andrei.
 

Andrei Isnardis

Professor Adjunto do Departamento de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Pesquisador do Museu de História Natural e Jardim Botânico (MHNJB) da UFMG. Possui doutorado (2009) e mestrado (2004) em Arqueologia pela Universidade de São Paulo (USP) e graduação em Ciências Sociais, com ênfase em Antropologia, pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995). Atua na área de Arqueologia, sobretudo com arte rupestre e tecnologia lítica. 

Mariana Cabral

Professora Adjunta do Departamento de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Pesquisadora do Museu de História Natural e Jardim Botânico (MHNJB) da UFMG. Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1998) e bacharela em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002). Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2005) e doutora em Antropologia, com ênfase em Arqueologia, pela Universidade Federal do Pará (2014). Tem experiência na área de Arqueologia, atuando principalmente com discussões sobre teoria e metodologia em arqueologia, arqueologia na foz do Amazonas, arqueologias indígenas, arqueologias etnográficas e práticas colaborativas.