Universidade Federal de Minas Gerais

Eber Faioli
bretas.jpg
Professor Lucas Bretas em frente ao novo prédio do Centro de Musicalização Infantil, durante a conclusão das obras

Centro de Musicalização Infantil inaugura sede no campus Pampulha

quinta-feira, 9 de março de 2006, às 10h37

Concerto de alunos e ex-alunos marcam, nesta sexta-feira, 10 de março, a partir das 18h, a inauguração da sede do Centro de Musicalização Infantil (CMI), no campus Pampulha.

Depois de funcionar por 20 anos em espaços provisórios, o Centro ganha instalações próprias, em prédio anexo à Escola de Música. Segundo o diretor da Escola, professor Lucas Bretas, a integração do CMI é um sonho antigo, e a transferência resgata a visão de um amplo projeto pedagógico, que permitirá a interação mais eficaz dos cursos de extensão, graduação e pós-graduação.

No programa do concerto, o aluno Danton Dehon de Almeida Jota (flauta solo) apresenta o Chorinho Didático nº 4, de Altamiro Carrilho. Em seguida, o Quarteto de Cordas Vivace interpreta Mourão, obra do compositor Guerra-Peixe. O Vivace é integrado por Ana Paula Faria (violino), Arthur Terto (violino), Daniele Alves (viola), Eliezer Isidoro (violoncelo), ex-alunos do CMI que, posteriormente, ingressaram no curso de graduação em Música da UFMG e tornaram-se professores estagiários do Centro. Atualmente, dois deles são alunos do Curso de Mestrado da Escola de Música.

Educação musical
O Centro foi construído para oferecer condições adequadas às aulas de iniciação infantil e de musicalização a crianças de três a 12 anos, bem como para fortalecer as atividades de pesquisa e de extensão da Escola de Música.

“O CMI vai florescer aqui”, prevê a professora Jussara Fernandino, coordenadora do Centro, ao lembrar que além do espaço apropriado, a localização no campus Pampulha oferecerá novas possibilidades de trabalho, devido à proximidade com os alunos de graduação e pós-graduação em Música, e com ambientes como o Centro de Desenvolvimento da Criança e o Centro Pedagógico.

A proximidade física com a Escola vem em um momento de reforma das licenciaturas no país, o que fortalece o novo projeto da licenciatura em educação musical. “Talvez a UFMG seja a única universidade do sistema federal de ensino superior que possui, na área de música, um trabalho de licenciatura tão abrangente, que envolve pessoas de três a 80 anos”, diz o professor Lucas Bretas, ressaltando que o CMI é “um laboratório vivo”, que oferece condições para desenvolvimento e aplicação de metodologias.

Além da educação musical a crianças e adolescentes, o CMI investe na formação e no treinamento de seus estagiários - alunos dos cursos de graduação e pós-praduação da Escola de Música -, funcionando como um centro de pesquisa em Educação Musical.

O trabalho no Centro proporciona aos estagiários orientação para a prática pedagógica, conhecimento e aprofundamento das propostas pedagógico-musicais existentes e pesquisas mais recentes na área. No local, os estagiários também criam novos conhecimentos e práticas musicais, sob a orientação de um corpo de orientadores - doutores, mestres e especialistas da Escola.

Sensibilidade
Além de oferecer cursos para crianças e de ser um espaço para prática pedagógica de alunos de Música o CMI também atua na capacitação de professores de escolas regulares. “O grande objetivo do CMI é democratizar a música, e a capacitação de professores amplia a consciência sobre a importância da arte na escola regular, e não apenas na escola especializada”, diz Jussara Fernandino.

A pesquisadora ressalta que o CMI não tem por objetivo formar grandes artistas. “A arte é um conhecimento como todos os outros, mas infelizmente não tem tido a devida importância na formação humana”, afirma, ao lembrar que este papel, que deveria ser da escola, vem sendo cumprido sobretudo por organizações não-governamentais.

Para Jussara Fernandino, o verdadeiro papel da musicalização infantil, “sua excelência”, é abrir a sensibilidade estética e o potencial expressivo da criança, dando a ela maior possibilidade de auto-expressão e auto-estima. Na sua opinião, esta sensibilidade é importante para a vida, em todos os seus aspectos.

“Acreditamos que estamos formando pessoas melhores, mais atentas, hábeis e flexíveis”, diz a professora, ao ressaltar que com a musicalização a criança passa a entender a importância do som, do silêncio e da escuta, tornando-se mais sensível e atuante. Na mesma linha de raciocínio, a coordenadora psico-pedagógica do CMI, Regina Coelho, ressalta que “no palco não cabe todo mundo”, e, portanto, a formação de uma platéia sensível é também fundamental.

Entre os novos projetos do CMI, Jussara Fernandino cita a edição de um guia musical indicando apresentações regulares gratuitas na cidade, a elaboração de listas com resenhas de bons CDs e livros na área de música, além de palestras em escolas públicas. Existe ainda a proposta de criação de novas modalidades de cursos de musicalização, em módulos, com flexibilização dos conteúdos, e a formação de um coral infantil.

Obra
Anexo ao prédio da Escola de Música, o novo espaço tem sistema de ar refrigerado central e as salas de aula receberam tratamento para isolamento e conforto acústico nas paredes, tetos, pisos, janelas e portas. Os recursos para a contrução - num total de aproximadamente R$700 mil - vieram de várias fontes: o Fundo Fundep de 2001, que liberou R$200 mil; empréstimo de mais R$ 100 mil da própria Fundep; suplementação orçamentária da Reitoria; e R$200 mil do Fundo de Obras da Escola de Música. Criado por decisão da Congregação da Unidade em 1998, o Fundo de Obras retinha 50% do saldo de toda a arrecadação por prestação de serviços da Escola - cursos de extensão, apresentações dos grupos instrumentais, projetos de eventos - para a futura obra.

“Foi uma maneira que encontramos para não adotar a postura de apenas reclamar a falta de recursos”, explica o diretor da Escola, professor Lucas Bretas, ao afirmar que “não existe mais na Universidade o modelo antigo, esgotado, de esperar recursos. Temos que fazer nossa parte. O governo tem sua responsabilidade, mas estamos dando a nossa contrapartida”.

Bretas ressalta a importante participação da reitora Ana Lúcia Gazzola, ao defender a suplementação orçamentária, e do engenheiro construtor e responsável técnico, Francisco Serranegra de Paiva. “O engenheiro Serranegra conseguiu um milagre: completar a obra com o dinheiro disponível, inclusive a jardinagem externa e o sistema de ar-condicionado”, diz Lucas Bretas.

06/mar, 13h59 - UFMG e comitiva do governo holandês discutem cooperação científica

06/mar, 5h58 - Em workshop internacional na UFMG, pesquisadores discutirão imunidade inata de doenças infecciosas e degenerativas; inscrições até 20 de março

06/mar, 5h58 - FaE promoverá curso de didática do ensino superior para a comunidade universitária

06/mar, 5h57 - ECI comemora 65 anos com palestras sobre a atuação profissional do bibliotecário

06/mar, 5h54 - Curso no Icex e no Observatório da Serra da Piedade ensinará astronomia para iniciantes

06/mar, 5h49 - Pesquisa da FaE analisa papel dos 'burocratas da rua' na implementação de programas de transferência de renda

06/mar, 5h49 - Ciclo de debates na Enfermagem vai abordar atendimento à saúde mental

06/mar, 5h48 - Ieat inscreve até o fim de março para residência transdisciplinar

06/mar, 5h47 - Graduados de todas as áreas podem se candidatar a programa europeu que reúne 'jovens líderes'

05/mar, 15h40 - Morre o poeta e professor da Fale Valmiki Guimarães

05/mar, 13h08 - Livro sobre direitos das pessoas com deficiência será lançado nesta sexta, na Faculdade de Direito

05/mar, 10h46 - Em nota à comunidade, UFMG esclarece medidas tomadas para enfrentar cenário de restrições financeiras

05/mar, 7h42 - Classificados na terceira chamada da lista de espera do Sisu 2015 fazem matrícula nesta quinta

05/mar, 5h58 - Silviano Santiago dará aula inaugural da pós-graduação em Estudos Literários

05/mar, 5h55 - Programa vai financiar parcerias acadêmicas de pesquisadores brasileiros e canadenses

Classificar por categorias (30 textos mais recentes de cada):
Artigos
Calouradas
Destaques
Eleições Reitoria
Encontro da AULP
Estudante
Eventos
Festival de Inverno
Festival de Verão
Gripe Suína
Jornada Africana
Libras
Mostra das Profissões
Mostra das Profissões 2009
Mostra Virtual das Profissões
Notas à Comunidade
Notícias
O dia no Campus
Pesquisa
Pesquisa e Inovação
Residência Artística Internacional
Reuni
Semana do Conhecimento
Semana do Servidor
Seminário de Diamantina
Sisu
Sisu e Vestibular
UFMG 85 Anos
UFMG, meu lugar
Vestibular

Arquivos mensais:
março de 2015 (47)
fevereiro de 2015 (170)
janeiro de 2015 (156)
dezembro de 2014 (163)
novembro de 2014 (245)
outubro de 2014 (281)
setembro de 2014 (267)
agosto de 2014 (229)
julho de 2014 (183)
junho de 2014 (156)
maio de 2014 (239)
abril de 2014 (236)
março de 2014 (202)
fevereiro de 2014 (228)
janeiro de 2014 (130)
dezembro de 2013 (180)
novembro de 2013 (282)
outubro de 2013 (280)
setembro de 2013 (233)
agosto de 2013 (229)
julho de 2013 (202)
junho de 2013 (209)
maio de 2013 (248)
abril de 2013 (247)
março de 2013 (186)
fevereiro de 2013 (155)
janeiro de 2013 (163)
dezembro de 2012 (145)
novembro de 2012 (226)
outubro de 2012 (258)
setembro de 2012 (220)
agosto de 2012 (212)
julho de 2012 (177)

Expediente