Universidade Federal de Minas Gerais

Geoparque_pico_itacolomi.jpg
Pico do Itacolomi: área de geoparque

UFMG integra comitê que defende inclusão de região mineira em programa de geoparques da Unesco

quarta-feira, 28 de julho de 2010, às 7h31

Testemunho importante da evolução pré-cambriana da Terra (até 500 milhões de anos atrás) e da história da mineração no Brasil, com valor científico reconhecido em âmbito internacional, o Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, é candidato a integrar a Rede do Programa Geoparks da Unesco. Esses parques existem em diversos países e funcionam como indutores do desenvolvimento por meio do geoturismo e da educação não formal relacionada às geociências. A iniciativa é da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do governo de Minas Gerais, através do Polo Mineral e Metalúrgico.

A construção de candidatura, apresentada no final do ano passado tem participação do Instituto de Geociências da UFMG (IGC) – integram o comitê científico do projeto as pesquisadoras Maria Marcia Magela Machado e Ursula Ruchkys Azevedo, além do professor aposentado Friedrich Ewald Renger. Úrsula abordou o tema em mesa-redonda que integra a reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ontem, 27 de julho, em Natal.

O trabalho que promove a candidatura da região mineira – delimitada pelas serras do Curral, da Moeda, do Caraça e de Ouro Branco – já dura quatro anos e se vale de diversos estudos que destacam a importância geológica desse território. Doutora em Geologia pela UFMG, com pesquisa que mostrou o potencial do Quadrilátero para a criação de um geoparque, a professora Ursula Ruchkys destaca a importância de aproximar as pessoas da história da evolução da Terra, registrada nas rochas. “As pessoas visitam um local como esse e não entendem o significado da paisagem, que é muito mais que um cartão-postal”, afirma a pesquisadora.

Ursula Ruchkys conta que a implantação de um geoparque não acarreta em desapropriações, como acontece com as unidades de conservação. As atividades educativas que passam a ser estimuladas no território, assim como outras ligadas a turismo e produção de artesanato, devem conviver harmonicamente com atividades econômicas como a mineração.

Bilhões de anos
Segundo ela, foram escolhidos para integrar o geoparque sítios já protegidos, como o Pico do Itacolomi, onde existe parque estadual. O local é marcado pelo afloramento do quartzito Itacolomi. Na Serra da Piedade, visitada sobretudo com motivação religiosa, encontram-se itabiritos que remontam a 2,4 bilhões de anos. “Eles indicam mudança de composição química do sistema oceano-atmosfera e são um marco da evolução geológica do planeta. Outro afloramento importante está localizado em Cachoeira do Campo e contém registros das primeiras crostas continentais. Perto de Itabirito há uma ‘praia’ de aproximadamente 2,6 bilhões de anos”, enumera a professora. Segundo ela, a área proposta para o novo geoparque da Unesco tem cerca de 6,5 mil quilômetros quadrados.

Ursula ressalta ainda que o Quadrilátero Ferrífero conta a história da mineração do Brasil, o que faz aumentar sua vocação educativa e social. “Nosso objetivo é direcionar o conhecimento que existe para uma nova realidade, mostrando a importância geológica e científica do local à sociedade, que passa a compreender aspectos fundamentais da evolução de seu território. Além disso, esse é um modelo internacional de desenvolvimento, e os geoparques passam a credenciar produtos e estabelecimentos das regiões, como vinhos e restaurantes”, ela explica. Há cerca de 60 geoparques em todo o mundo – só na China são mais de 20. No Brasil, funciona desde 2006 o Geoparque Araripe, no Ceará, com foco na paleontologia.


Geoparque_serra_da_piedade.jpg
Serra da Piedade
O comitê científico produziu dossiê que apresenta a candidatura e espera ainda para este ano a visita de auditores da Unesco para avaliação in loco do projeto. Enquanto isso, a iniciativa de criação da nova unidade no Quadrilátero já se beneficia de intercâmbio com o projeto Rocha Amiga, iniciado pela Universidade de Lisboa e desenvolvido em países de língua portuguesa, e parceria com os Centros Ciência Viva, de Portugal, com foco na geologia, cujas experiências poderão ser aplicadas no Brasil.

Além de levar estudantes e outros públicos aos sítios, a atuação em torno de um geoparque inclui construção de núcleos de recepção na região, produção de publicações e visitas a escolas. Já existe, por sinal, trabalho experimental sendo desenvolvido com três escolas de municípios da região.

Além da UFMG, o comitê científico tem representantes da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), da PUC Minas e do Serviço Geológico do Brasil (antigo CPRM).

24/mai, 15h08 - Serviços da Fump e transportes sofrem alteração de funcionamento neste feriado

24/mai, 6h41 - Inscrições para seminário sobre Vale do Jequitinhonha foram prorrogadas para o próximo domingo

24/mai, 6h37 - Próxima jornada sobre feiras de ciências vai tratar de inovação e empreendedorismo

24/mai, 6h29 - Espetáculo sobre universo da maternidade será apresentado nesta quarta, na Reitoria

24/mai, 6h27 - Conservatório promove novo encontro de compositores com Dona Jandira

24/mai, 6h23 - Pesquisa da FaE analisa impacto da linguagem dos quadrinhos na fixação de conceitos científicos

23/mai, 14h49 - Curso para catadores sobre desmontagem de aparelhos eletroeletrônicos promove redução de lixo e geração de renda

23/mai, 11h11 - Fotógrafo ganês faz palestra, na Fafich, sobre projeto social com comunidades africanas

23/mai, 6h33 - Estudo sobre o uso dos quadrinhos no aprendizado de ciências ganha destaque na nova edição do Boletim

23/mai, 6h29 - Simpósio internacional sobre futebol, cultura e lazer seleciona trabalhos

23/mai, 6h27 - Jornada de Língua Inglesa promoverá oficinas sobre técnicas de ensino

23/mai, 6h17 - Curso sobre moda e psique, na Belas Artes, inscreve até 2 de junho

23/mai, 6h16 - Reabilitação do estomizado é tema de seminário na Enfermagem

21/mai, 13h13 - Escola de Engenharia comemora 105 anos e presta homenagem a ex-alunos

20/mai, 21h26 - Márcio Gomes Soares, da Matemática, credita título de professor emérito ao ambiente que encontrou na UFMG

Classificar por categorias (30 textos mais recentes de cada):
Artigos
Calouradas
Destaques
Domingo no Campus
Eleições Reitoria
Encontro da AULP
Eschwege 50 anos
Estudante
Eventos
Festival de Inverno
Festival de Verão
Gripe Suína
Jornada Africana
Libras
Matrícula
Mostra das Profissões
Mostra das Profissões 2009
Mostra das Profissões e UFMG Jovem
Mostra Virtual das Profissões
Notas à Comunidade
Notícias
O dia no Campus
Participa UFMG
Pesquisa
Pesquisa e Inovação
Residência Artística Internacional
Reuni
Reunião da SBPC
Semana do Conhecimento
Semana do Servidor
Seminário de Diamantina
Sisu
Sisu e Vestibular
Sisu e Vestibular 2016
UFMG 85 Anos
UFMG, meu lugar
Vestibular
Volta às aulas

Arquivos mensais:
maio de 2016 (174)
abril de 2016 (177)
março de 2016 (236)
fevereiro de 2016 (138)
janeiro de 2016 (132)
dezembro de 2015 (148)
novembro de 2015 (214)
outubro de 2015 (256)
setembro de 2015 (195)
agosto de 2015 (209)
julho de 2015 (184)
junho de 2015 (225)
maio de 2015 (248)
abril de 2015 (215)
março de 2015 (224)
fevereiro de 2015 (170)
janeiro de 2015 (156)
dezembro de 2014 (163)
novembro de 2014 (245)
outubro de 2014 (281)
setembro de 2014 (267)
agosto de 2014 (229)
julho de 2014 (183)
junho de 2014 (156)
maio de 2014 (239)
abril de 2014 (236)
março de 2014 (202)
fevereiro de 2014 (228)
janeiro de 2014 (130)
dezembro de 2013 (180)
novembro de 2013 (282)
outubro de 2013 (280)
setembro de 2013 (233)

Expediente