Universidade Federal de Minas Gerais

Seminário resgata vida e obra de Vieira Servas, escultor esquecido do barroco mineiro

sexta-feira, 13 de julho de 2012, às 5h47

Obra coletiva, o barroco mineiro foi forjado por mãos brasileiras, africanas e europeias, sendo Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, seu nome de maior expressão, a ponto de ter ofuscado outros criadores do século 18. Um deles, Francisco Vieira Servas, escultor e entalhador português de grande importância nos dois últimos períodos desse estilo artístico, terá sua vida e obra resgatada no I Seminário Circuito Vieira Servas, que acontece hoje, das 8h30 às 18h, em São Domingos do Prata, região do Médio Piracicaba.

Histórias pouco conhecidas, como a “disputa” entre Servas e Aleijadinho para realização de uma obra, ou o atraso no pagamento da construção dos altares da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Mariana, que prejudicou o próprio Vieira Servas, serão relembradas durante o evento.

Organizado pela Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade e Pró-Reitoria de Extensão, o evento é a primeira atividade do programa de extensão Circuito Vieira Servas. A finalidade é investigar o legado do escultor e entalhador, além de sensibilizar sobre a importância do patrimônio cultural deixado por ele por meio de um trabalho de educação patrimonial, preservação e restauração, resguardando a história e a cultura dos municípios do Médio Piracicaba.

“Vamos iniciar um processo de resgate da memória de um dos mais importantes entalhadores dos dois últimos períodos do barroco mineiro, exatamente na região onde viveu e escolheu para trabalhar”, explica o professor André Guilherme Dornelles D'Angelo, superintendente executivo da Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade e coordenador do programa.

Para Maria Mazarelo de Castro Abreu Lima, outra coordenadora da iniciativa, “Servas foi um artista relegado a um quase esquecimento”. De acordo com ela, pouco se sabe sobre sua trajetória na Região do Médio Piracicaba além do que foi registrado no livro Francisco Vieira Servas e o ofício da escultura na capitania das Minas Gerais, de Adriano Ramos, um dos palestrantes do seminário.

Conexão Minho-Minas
Outro convidado é o professor Eduardo Pires de Oliveira, pesquisador da Universidade do Minho, em Portugal. “Servas é o conhecido entalhador que hoje admiramos na imaginária e nos retábulos desse Minho além-Atlântico, que é o território de Minas Gerais", enfatiza Pires, cuja palestra vai abordar a conexão Minho-Minas estabelecida pela obra de Servas.

Já o pesquisador e restaurador de obras de arte do Grupo Oficina de Restauro, Adriano Ramos, fará um apanhado histórico dos 60 anos em que viveu em Minas Gerais, com ênfase na formação de uma escola de artistas que se inspirou em seu estilo.

Com participação de professores, técnicos e estudantes, o Circuito Vieira Servas articulará ações interdisciplinares e parceiros internos e externos à UFMG por um período de cinco anos. Inicialmente será desenvolvido nos municípios de São Domingos do Prata, Barão de Cocais, Bela Vista de Minas, Bom Jesus do Amparo, Catas Altas, Dionísio, Dom Silvério, Itabira, João Monlevade, Nova Era, Rio Piracicaba, Santa Bárbara, Santa Maria de Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo, São José do Goiabal e Sem Peixe, pertencentes à Microrregião do Médio Rio Piracicaba.

O artista
Francisco Vieira Servas nasceu em 1720, na Comarca de Guimarães, em Portugal. Deixou a Europa para trabalhar em Minas Gerais, a região que mais produzia ouro no mundo. Passou quase toda sua vida no estado e foi enterrado em São Domingos do Prata, onde viveu por 60 anos em uma fazenda que teria abrigado um ateliê para receber as demandas das dezenas de monumentos em construção nos séculos XVIII e XIX.

Servas é reconhecido por seus anjos tocheiros - esculturas mais elaboradas do período barroco posicionadas na entrada da capela-mor que possibilita ao artista trabalhar por todas as faces da peça, já que são vistas por todos os lados. Simbolicamente, portam o facho da fé, guardam o mistério do tabernáculo e iluminam os fiéis.

O primeiro trabalho a ele atribuído em “terras das Gerais” é de 1751, na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Catas Altas do Mato Dentro, cuja edificação compõe o conjunto histórico da localidade.

Entre 1770 e 1775, o escultor português dedicou-se à construção dos altares da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Mariana, considerados suas obras-primas. Seu trabalho também adornou igrejas de Ouro Preto, Congonhas e Sabará.

Confira a programação.

(Assessoria de Comunicação da Pró-reitoria de Extensão)

05/set, 13h24 - Coral da OAP se apresenta no Conservatório, nesta quarta

05/set, 13h12 - Grupo de 'drag queens' evoca universo LGBT em show amanhã, na Praça de Serviços

05/set, 12h48 - 'Domingo no campus': décima edição em galeria de fotos

05/set, 9h24 - Faculdade de Medicina promove semana de prevenção ao suicídio

05/set, 9h18 - Pesquisador francês fará conferência sobre processos criativos na próxima semana

05/set, 9h01 - Encontro reunirá pesquisadores da memória e da história da UFMG

05/set, 8h17 - Sessões do CineCentro em setembro têm musical, comédia e ficção científica

05/set, 8h10 - Concerto 'Jovens e apaixonados' reúne obras de Mozart nesta noite, no Conservatório

04/set, 11h40 - Adriana Bogliolo toma posse como vice-diretora da Ciência da Informação

04/set, 8h45 - Nova edição do Boletim é dedicada aos 90 anos da UFMG

04/set, 8h34 - Pesquisador francês aborda diagnóstico de pressão intracraniana por meio de teste audiológico em palestra na Medicina

04/set, 8h30 - Acesso à justiça e direito infantojuvenil reúnem especialistas na UFMG neste mês

04/set, 7h18 - No mês de seu aniversário, Rádio UFMG Educativa tem programação especial

04/set, 7h11 - UFMG seleciona candidatos para cursos semipresenciais em gestão pública

04/set, 7h04 - Ensino e inclusão de pessoas com deficiência no meio educacional serão discutidos em congresso

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