Universidade Federal de Minas Gerais

Isabella Lucas/UFMG
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O professor Sérgio Fonseca com a bolsista Luana Oliveira e versão inicial da veste: exoesqueleto de tiras de elástico diminui o gasto de energia

Veste terapêutica desenvolvida na UFMG começa a ser comercializada

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016, às 6h00

Especialistas em reabilitação de crianças com paralisia cerebral e outras desordens motoras de origem neurológica são os primeiros compradores da veste terapêutica desenvolvida no Laboratório de Análise de Movimento da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO) da UFMG.

Além de auxiliar pessoas com limitações de movimentos, o macacão serve também para treinamento de atletas de alto desempenho. "A inovação está na arquitetura de tiras de elástico que cruzam a roupa e funcionam como um exoesqueleto capaz de diminuir o gasto de energia e melhorar a performance", explica o professor Sérgio Fonseca, coordenador da equipe que criou o protótipo.

Inspirada em roupas de astronautas russos, a tecnologia já foi patenteada no Brasil, nos Estados Unidos, no Japão e em países da Europa.

Em reunião que será realizada na tarde desta quarta-feira, dia 17, na sede da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica, no prédio da Unidade Administrativa II, a versão comercial da vestimenta será apresentada pela empresa Treini Biotecnologia, que licenciou o produto.

“Neste momento, a venda está sendo realizada somente para a comunidade terapêutica. Em breve, a empresa definirá outros mecanismos de venda, como loja física ou on-line”, informa Sérgio Fonseca. A expectativa é que o produto comece a alcançar um público mais amplo em abril.

Leia matéria sobre a tecnologia, publicada no Portal UFMG, em 2013.