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Jabuti Acadêmico anuncia vencedores amanhã, dia 11; UFMG tem cinco finalistas

Prêmio recebeu mais de 2 mil inscrições neste ano; cerimônia terá transmissão ao vivo

Por Redação

Com Assessoria de Comunicação do Prêmio Jabuti Acadêmico

Estatueta do Jabuti Acadêmico entregue aos vencedores das 30 categorias
Foto: Divulgação CBL

Três professoras, um doutorando e pesquisadores da UFMG que colaboraram com a produção de uma pormenorizada radiografia dos impactos das ações afirmativas no ensino superior são finalistas da terceira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, cujos vencedores serão conhecidos nesta terça-feira, dia 11, em São Paulo.

A professora Leda Maria Martins, da Faculdade de Letras, é uma das cinco finalistas na categoria Letras, Linguística e Estudos Literários, com a coletânea A fina lâmina da palavra. Publicada pela editora Cobogó, a obra reúne ensaios da pensadora, poeta e dramaturga, considerada uma das maiores referências nacionais do teatro – em particular, do teatro negro. Leda é autora de conceitos de grande repercussão acadêmica, como “Tempo Espiralar”, “Oralitura”, “Encruzilhada” e “Afrografias”.

Outro estudioso do teatro negro, Guilherme Augusto Diniz, doutorando no Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários (Pós-Lit) da Faculdade de Letras, é autor de Teatro Experimental do Negro: histórias, críticas e outros dramas, publicado pela editora Temporal. Finalista na categoria Artes, o livro de Diniz desdobra pesquisas realizadas durante o seu mestrado, também cursado no Pós-Lit.

Na categoria História e Arqueologia, Luana Carla Martins Campos Akinruli chegou à final do prêmio com o livro A desconstrução do esquecimento em contexto de conflito socioambiental, publicado pela editora UFPR. Na obra, com abordagem que contempla arqueologia, antropologia e história, a professora da Escola de Ciência da Informação (ECI) analisa como tem se dado a expansão do empreendimento minerário “em contextos onde estão presentes comunidades cujo destino acaba sendo a destruição”, conforme descrito na sinopse da obra.

A professora Mirella Moura Moro, do Departamento de Ciência da Computação (DCC) do Instituto de Ciências Exatas (ICEx), é finalista na categoria Ciência da Computação. Ela escreveu – junto com Renata Viegas de Figueiredo e Aletéia Patrícia Favacho de Araújo – A cientista do software às nuvens: Thais Vasconcelos Batista, livro publicado pela editora Inverso como o segundo título da série Meninas Digitais. No ano passado, ao lado de Luciana Salgado, Sílvia Amélia Bim e novamente Aletéia Favacho, Mirella já havia sido finalista com o livro A cientista colecionadora de dados – Claudia Maria Bauzer Medeiros, que inaugurou a série Meninas Digitais.

Pesquisadores da UFMG também figuram como autores de capítulos do livro O Impacto das cotasduas décadas de ação afirmativa no ensino superior brasileiro, finalista da categoria Educação e Ensino. A obra, organizada por Luiz Augusto Campos e Márcia Lima, foi publicada pelo Grupo Autêntica.

Ana Paula Karruz, professora do Departamento de Ciência Política da UFMG, é autora dos capítulos Linha do tempo das ações afirmativas e O desempenho de cotistas na UFMG, este último em coautoria com Flora de Paula Maia, mestre em Ciência Política pela UFMG. Já a professora Bréscia França Nonato, da Faculdade de Educação, escreveu o capítulo O perfil do estudante da UFMG em parceria com Gustavo Bruno de Paula, então doutorando da UFMG e hoje docente da USP.

A obra, que reúne 35 artigos, apresenta evidências sobre os efeitos das políticas de cotas no ensino superior brasileiro, incluindo dados sobre a ampliação da presença de estudantes pretos, pardos e indígenas e de discentes das classes C, D e E nas universidades públicas, bem como resultados relacionados ao desempenho, à permanência e à evasão desses grupos.

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Valorizar obras científicas
A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada às 20h, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Os vencedores receberão a estatueta do Jabuti Acadêmico e prêmio de R$ 5 mil. As editoras das obras premiadas também serão contempladas com uma estatueta.

Criado em 2024, o Prêmio Jabuti Acadêmico tem como objetivo reconhecer e valorizar obras acadêmicas, científicas, técnicas e profissionais. Nesta edição, a premiação recebeu 2.085 inscrições. As 30 categorias estão organizadas em dois eixos: Ciência e Cultura e Prêmios Especiais.

O prêmio é uma realização da Câmara Brasileira do Livro (CBL), com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A cerimônia poderá ser acompanhada pelo canal da CBL no YouTube, a partir das 20h.

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