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Representatividade

UFMG amplia debate sobre proporcionalidade nas consultas para o Reitorado

Em seminário, representantes da comunidade acadêmica apresentaram balanço das discussões nas unidades e diferentes modelos de ponderação dos votos

Por Redação

A discussão sobre os critérios de proporcionalidade nas consultas para o Reitorado ocorre no âmbito da lei que determinou o fim da lista tríplice
Foto: Jebs Lima | UFMG

Na tarde desta quarta-feira, 30, o auditório A104 do Centro de Atividades Didáticas 2 (CAD 2) sediou seminário sobre a proporcionalidade nas consultas para reitor e vice-reitor da UFMG. A discussão ocorre na esteira da aprovação da Lei nº 15.367, de março de 2026, que estabelece o fim da lista tríplice para escolha de reitores e vice-reitores das universidades federais. De acordo com a nova legislação, cabe à Universidade regulamentar o peso atribuído aos votos de professores, servidores técnico-administrativos e estudantes. A atividade foi transmitida pelo canal da Coordenadoria de Assuntos Comunitários (CAC) no YouTube, onde permanece gravada.

Eduardo Valadares, presidente da comissão: balanço das atividades
Foto: Jebs Lima | UFMG

Presidente da Comissão de Acompanhamento das Discussões sobre Proporcionalidade, o professor Eduardo Valadares, diretor da Escola de Ciência da Informação (ECI), apresentou o balanço do trabalho realizado desde dezembro de 2025: das 21 unidades acadêmicas, 15 informaram ter iniciado e concluído discussões sobre o tema, três iniciaram o debate sem comunicar sua conclusão e três não enviaram retorno. “Entre as unidades que apresentaram posições à comissão, cinco defenderam a paridade de um terço para cada segmento, duas propuseram a distribuição de 40% para docentes, 40% para técnicos-administrativos e 20% para estudantes, e cinco manifestaram-se contra a manutenção do modelo 70%-15%-15%, sem indicar uma fórmula alternativa”, resumiu.

Baixa participação

Uma das propostas foi apresentada pelo professor Luiz Arnaldo Fernandes, do campus Montes Claros. Ela leva em conta a baixa participação dos estudantes nas consultas, o que, segundo o docente, pode ser atribuído, entre outros fatores, ao pouco conhecimento sobre a estrutura da Universidade e o papel de reitores e vice-reitores na condução da instituição. Os alunos também comparecem menos às urnas por causa do peso reduzido do seu voto no modelo atual, na avaliação do professor. “A gente entende que é mais difícil mobilizar esse segmento”, argumentou.

O técnico-administrativo Anderson Soares da Silva, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), comparou diferentes formas de calcular o peso dos votos. Em um dos modelos, a participação de cada segmento no resultado varia conforme o número de pessoas que votam; em outro, são considerados apenas os votos válidos. Anderson também destacou os altos índices de abstenção na consulta de 2025: 43,40% entre docentes, 74,22% entre servidores técnico-administrativos e 97,86% entre estudantes. Para ele, a definição do modelo deve considerar também seu efeito sobre a participação da comunidade. “É o que a gente tem que considerar nessa decisão”, defendeu.

A coordenadora-geral da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e também do Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes), Cristina Del Papa, manifestou-se a favor da paridade, com um terço do peso dos votos para cada segmento. Segundo ela, a discussão não se limita à fórmula eleitoral, mas envolve a valorização da participação dos três grupos na vida institucional.

A comissão que acompanha as discussões sobre proporcionalidade na UFMG está na etapa final de seus trabalhos. O seminário desta quarta-feira trouxe contribuições para a consolidação dos achados do grupo e para subsidiar a elaboração de uma proposta a ser encaminhada à apreciação do Conselho Universitário.

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