Data: 24 de julho

Hora: 18h30

Local: Pátio do Conservatório UFMG [Av. Afonso Pena, 1534 – Centro, Belo Horizonte]

Sinopse:

Um espaço de memória e afeto dedicado a celebrar a vida e o legado de três grandes pilares do Choro mineiro: Hélio Pereira, Zé Carlos e Zito do Pandeiro (in memoriam).Mediado pelos músicos e professores Lucas Telles e Marcelo Chiaretti, o encontro presta uma merecida homenagem a três figuras seminais da nossa cena instrumental.

 

Hélio Pereira é músico multi-instrumentista (trombonista, violonista, bandolinista e cavaquinista ) de choro e samba mais experiente de Minas Gerais. Oriundo do berço do samba de Belo Horizonte, a Pedreira Prado Lopes, Hélio foi um dos fundadores do Clube do Choro de BH, tendo influenciado uma geração de instrumentistas que tiveram nele inspiração e referência para aderirem ao universo do choro e do samba. Hélio Pereira fez parte de inúmeras gravações de LPs e CDs consagrados, especialmente com o grupo de Waldir Silva e também foi o 2º trombone da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), onde se aposentou algumas vezes.

 

Zé Carlos nasceu no Maranhão (1934), mas adotou Minas Gerais como lar e o choro como paixão. Conhecido nacionalmente como “Zé Chorão”, o cavaquinista tem como grandes influências Waldir Azevedo e Pixinguinha. É sócio-fundador do Clube do Choro de BH, integrou por anos o Conjunto de Waldir Silva e participa da Orquestra de Choro da UFMG, com presença constante nos palcos do Conservatório e do Palácio das Artes. Agraciado com o diploma “Mestre do Choro” (Instituto Waldir Azevedo), Zé Carlos é uma ponte viva entre as gerações da velha guarda e os jovens instrumentistas, transformando sua própria casa em um tradicional ponto de encontro e saraus na capital.

 

Zito do Pandeiro nasceu em 1935 no tradicional bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, e partiu recentemente, em 29 de junho, deixando um vazio imenso e um legado eterno na nossa música. Embora tenha despertado para o choro nos anos 1950, frequentando os regionais das rádios no Rio de Janeiro, consolidou sua história na capital mineira. Músico autodidata de ouvido absoluto e carisma singular, integrou grupos seminais como o Sacatrapo — com o qual se apresentou nos palcos do Palácio das Artes e ajudou a inaugurar o antológico Clube do Choro na Savassi nos anos 1970 —, além de tocar por anos ao lado de Waldir Silva e com o regional de Paulino Sete Cordas. Conhecido também por cantar os sucessos de Jamelão, Zito deixa um legado de alegria contagiante e de entrega de corpo e alma ao choro. 

 

Classificação etária: livre