Avaliação da Capes consolida excelência da pós-graduação da UFMG
Quase 30% dos programas subiram de patamar no quadriênio 2021-2024; 58% dos cursos de doutorado obtiveram notas 6 e 7
Por Ewerton Martins Ribeiro
Quase 60% dos programas de pós-graduação da UFMG que mantêm cursos de doutorado alcançaram notas de excelência (6 e 7) na Avaliação Quadrienal da Capes, referente ao período 2021-2024. O resultado, ainda em caráter preliminar, foi divulgado nesta semana, com repercussão imediata nos programas da Universidade, que comemoraram em suas páginas e redes o bom desempenho alcançado.
“Foi mesmo um resultado muito positivo para a UFMG como um todo”, atesta a professora Isabela Pordeus, pró-reitora de Pós-graduação. Dos 93 programas da Universidade, 25 (27,5% do total de programas avaliados) subiram de nota, 57 mantiveram os resultados alcançados no quadriênio 2017-2020 e apenas nove tiveram suas notas diminuídas. Dois dos 93 programas (“Alfabetização” e “Multicêntrico em Matemática”) não entram na estatística, por serem cursos novos e não terem passado pelo processo avaliativo.
Quando são incluídos os cursos de mestrado com nota 5 (a máxima alcançada por esse nível de ensino), o percentual de excelência dos programas da UFMG (notas 5, 6 e 7) chega a 70%.
Como se trata de um resultado preliminar, programas que tiveram suas notas diminuídas ou mesmo mantidas em relação à avaliação anterior poderão solicitar reconsideração.
Atualmente, a UFMG tem 27 de seus programas com nota 7 (no quadriênio 2017-2020, eram 22, e no quadriênio 2013-2016, 17), 15 com nota 6 (eram 18 e 17, respectivamente), 23 com nota 5 (foram 21 nos dois levantamentos anteriores), 20 com nota 4 (eram 20 e 22) e 6 com nota 3 (eram 9 e 10). Consideradas de excelência, as notas 6 e 7 são as mais altas na avaliação da Capes. Programas com doutorado podem pontuar de 3 a 7; programas sem doutorado, apenas até 5.
“Esse resultado consolida a UFMG como uma das universidades do país com a maior proporção de programas de excelência”, informa o professor Eduardo Soares Neves Silva, pró-reitor adjunto de Pós-graduação. “Outro aspecto a se destacar é que houve uma redução no número de programas de nota 3, a nota mínima que precisam ter para seguir com validade nacional. No quadriênio anterior, tínhamos nove programas com essa nota. Agora, são apenas seis”, complementa Isabela Pordeus.
A soma das notas de excelência (6 e 7) evidencia o crescimento contínuo de qualidade experimentada pela UFMG nos últimos anos. No quadriênio 2013-2016, a Universidade contava com 34 programas com notas 6 ou 7; no quadriênio 2017-2020, passou para 40, e na presente avaliação, subiu para 42. “Ficamos muito contentes com o resultado desta avaliação que consolida a UFMG como uma Universidade de reconhecida qualidade na pós-graduação. Trata-se de uma evolução qualitativa sustentada por investimentos e ações de aprimoramento. Ainda que tenhamos alcançado a excelência na maioria das áreas, sempre haverá espaço para melhoria e continuaremos trabalhando nessa direção”, afirma a reitora Sandra Goulart Almeida.
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A avaliação
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) avalia cursos de mestrado acadêmico (ME), doutorado acadêmico (DO), mestrado profissional (MP) e doutorado profissional (DP) com foco na entrada e na permanência dos cursos no Sistema Nacional de Pós-graduação. A avaliação quadrienal é voltada especificamente para a aprovação ou não da permanência dos programas no sistema e contempla 50 áreas de avaliação.
Seus resultados são expressos em notas, numa escala de 1 a 7, atribuídas aos mestrados e doutorados após análise de indicadores referentes ao período avaliado. Esses resultados vão fundamentar a deliberação do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Ministério da Educação, sobre quais cursos obterão a renovação de seu reconhecimento para poderem continuar funcionando no período subsequente.
Programas com notas de 3 a 7 são autorizados a seguir em funcionamento no ciclo subsequente, vinculados ao Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG). Já os que recebem nota 1 ou 2 deixam de ser avaliados pela Capes, ficam impedidos de matricular novos alunos e entram em processo de desativação. Antes, porém, precisam cumprir o compromisso de concluir a formação dos alunos já matriculados.
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