Voltar para o Início Ir para o rodapé
SAÚDE BUCAL

Projeto da Faculdade de Odontologia é contemplado em chamada destinada à inovação digital no SUS

Ferramenta da UFMG possibilita o monitoramento e a avaliação dos atendimentos na atenção primária

Por Luana Macieira

Chamamento público buscou identificar soluções tecnológicas inovadoras voltadas ao fortalecimento da transformação digital no SUS

O projeto MonitoraSB, da Faculdade de Odontologia da UFMG, foi um dos selecionados na chamada pública do Laboratório Inova SUS Digital, da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS). Trata-se de iniciativa estratégica destinada à identificação de soluções tecnológicas inovadoras para fortalecer a transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS). 

O MonitoraSB é uma inovação em saúde digital voltada ao acompanhamento e à avaliação dos serviços de saúde bucal na Atenção Primária à Saúde do SUS. A plataforma reúne uma matriz com 54 indicadores validados e oferece ferramentas digitais, como painel interativo e calculadora de indicadores, que possibilitam a gestores e equipes de saúde utilizar dados estratégicos para qualificar a tomada de decisões, ampliar a eficiência dos serviços e fortalecer políticas públicas baseadas em evidências.

Raquel Ferreira: protagonismo da UFMG no desenvolvimento de soluções de impacto social
Foto: Arquivo pessoal

A coordenadora do projeto e professora do Departamento de Odontologia Social e Preventiva da Faculdade de Odontologia da UFMG, Raquel Conceição Ferreira, explica que a iniciativa teve início em 2017. “A proposta encontra-se em fase de implementação no Brasil e se consolida como referência em inovação aplicada à gestão da saúde bucal no SUS. A seleção neste edital do Ministério da Saúde representa o reconhecimento do potencial da nossa iniciativa para contribuir com os eixos prioritários do Programa SUS Digital, especialmente nas áreas de gestão da informação e análise de dados”, diz.

Ela acrescenta que a chamada reforça o protagonismo da UFMG na produção de soluções tecnológicas de impacto social e nacional. “Isso evidencia a capacidade da universidade pública de desenvolver ferramentas inovadoras para o fortalecimento da saúde pública brasileira.”

Etapas de criação da ferramenta
O MonitoraSB envolve professores e estudantes da Faculdade de Odontologia. Raquel Ferreira explica que a intenção da equipe era criar uma ferramenta que apoiasse, rotineiramente, os gestores de saúde, de modo que pudessem  avaliar os seus serviços com base em informações geradas durante os atendimentos.

A primeira fase de criação da ferramenta constituiu-se em estudo teórico metodológico, em que a equipe do MonitoraSB utilizou os dados disponibilizados para gerar indicadores com base em uma teoria de avaliação. “Os indicadores foram então validados e criamos uma matriz de indicadores”, diz a professora. Desenvolvida a matriz, que é teórica, a equipe partiu para a criação de um dicionário com a descrição das fichas de qualificação, de forma a operacionalizar o uso dos indicadores. “Por fim, criamos a ferramenta metodológica, o site que pode ser consultado pelos gestores e profissionais para visualizar todas as informações.”

A professora afirma que o monitoramento é importante para agilizar e melhorar os atendimentos odontológicos no SUS. “Ele é um componente estruturante da política de saúde e no Brasil ainda não temos uma cultura de trabalhar com base em informações. Isso gera problemas porque acabamos trabalhando sem planejamento, o que atrapalha o bom uso dos recursos.”

Equipe do projeto inclui professores, técnicos e alunos da Faculdade de Odontologia
Imagem: Arquivo pessoal

Raquel Ferreira acrescenta que, quando os recursos não são bem investidos, os serviços ofertados acabam não sendo baseados nas necessidades reais dos cidadãos. “No Brasil, as doenças bucais ainda estão relacionadas às desigualdades entre as populações. O monitoramento é crucial para organizar os processos de trabalho no SUS: descobrir quem precisa mais do atendimento e conhecer a realidade do território para avaliar o efeito do que está sendo feito. Mas não basta disponibilizar a tecnologia, ela precisa ser acompanhada de processos formativos e do desejo de mudança de processos de trabalho”, conclui a professora.

As pesquisas que deram origem ao MonitoraSB tiveram apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O grupo responsável pela ferramenta também conta com pesquisadores parceiros da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e da Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

Notícias relacionadas:

Saúde Faculdade de Odontologia reinaugura clínicas com foco em excelência e acolhimento

Em cerimônia que marcou a entrega de uma infraestrutura modernizada e orientada pela excelência técnica e pelo acolhimento humano, a Faculdade de Odontologia reinaugurou, na manhã desta sexta-feira (15), suas clínicas odontológicas. O projeto, que recebeu investimentos da ordem de R$ 3,5 milhões, abrangeu as Clínicas A e B, totalizando a renovação de 122 consultórios. […]

Saúde Faculdade de Odontologia retoma atividades da Clínica da Gestante

A partir desta quinta-feira, 21, a Faculdade de Odontologia da UFMG retoma as atividades da Clínica da Gestante. Os atendimentos, gratuitos, serão realizados na própria Unidade, no campus Pampulha. Para participar, as interessadas devem entrar em contato pelo WhatsApp, no número (31) 99884-6085. Podem participar gestantes residentes em Belo Horizonte, com prioridade para mulheres da […]

Categoria: Saúde

Mais lidos

Semana

Notícias por categoria

Escolha a categoria:
Saúde

Sugira uma pauta

Acesse o formulário e sugira uma pauta para ser discutida.

Sugerir Pauta

Feed RSS

Receba atualizações das últimas notícias publicadas.