Exposições de 14 a 24 de julho
Exposição “Retomar o Rio”, de Roberto Santana no Espaço de Poéticas (FaE) – Curadoria Daniele de Sá Alves.
Horário de visitação: 08h às 20h.
Exposições programadas no Centro Cultural UFMG.
Arte em movimento: traço, memória e a liberdade do gesto com Curadoria: Fabrício Fernandino e Daniele Alves – Centro Cultural UFMG
A história da arte em Minas Gerais, particularmente aquela que se consolidou no âmbito universitário a partir da segunda metade do século XX, não pode ser compreendida sem o reconhecimento da profunda influência exercida por Alberto da Veiga Guignard. Entre as décadas de 1940 e 1960, seus alunos constituíram um núcleo de artistas que não apenas renovou a produção artística brasileira, mas também lançou as bases para a criação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais.
A exposição “Arte em movimento: traço, memória e a Liberdade do gesto” nasce do desejo de reconhecer e celebrar essa herança. Reunindo obras de artistas pertencentes às primeiras gerações formadas por Guignard e que posteriormente integraram o corpo docente da Escola de Belas Artes, a mostra evidencia não apenas trajetórias individuais, mas também os vínculos que conectam formação artística, ensino e construção institucional. A mostra conta com obras dos artistas Álvaro Apocalypse,Yara Tupinambá, HAroldo Mattos, Herculano Campos, Wilde Lacerda, Eduardo de Paula, Jarbas Juarez, Pompéa Brito, Jefferson Lodi e da Sala especial Beatriz Coelho. As obras foram cedidas pelo Acervo Artístico da UFMG, Grupo Giramundo e de acervos particulares.
Local: Grande Galeria do Centro Cultural UFMG
Abertura: 14 de julho de 2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita
Memórias em madeira: a arte da Xilogravura – Centro Cultural UFMG
Exposição individual ‘Memórias em madeira: a arte da Xilogravura’, do artista Pedro de Lima, com curadoria de Joana Brito. A mostra reúne xilogravuras que ilustram duas obras escritas pelo artista, expressando a riqueza da cultura popular brasileira. Em suas obras, elementos como vaqueiros, artefatos de couro, rendas de bilro, estandartes de festas, temperos marcantes, cocares indígenas e vastos palmeirais convertem-se em matéria-prima de memórias entalhadas. Cada imagem revela a sensibilidade do artista sobre os ofícios, as paisagens e os costumes que moldam o Brasil.
Pedro de Lima nasceu em Caxias (MA), em 29 de junho de 1947. Na década de 1960, mudou-se com a família para o Crato (CE) e, anos depois, seguiu para Brasília, onde graduou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB). Em 1978, ingressou como docente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal (RN), onde viveu até 2021, quando retornou ao Crato, cidade de sua juventude. É mestre em Antropologia Social pela UFRN e doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Autor de diversos livros acadêmicos, cordéis, poemas e ensaios sobre questões sociais, tem entre suas principais obras ‘Encantos do Brasil: xilogravura e cultura popular’ (Appris/Artêra, 2019) e ‘Baião de dois: sons e sabores do Brasil’ (Confraria do Vento, 2021).
Local: Sala Ana Horta
Visitação: até o dia 16/08/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Ana Horta
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita
Retalhos: Desenhos, Fotografias e Objetos de Wanda Tofani – Centro Cultural UFMG
A mostra reúne cinco coleções de obras visuais da artista Wanda Tofani desenvolvidas nos últimos sete anos, explorando leituras da vida, da memória e dos mitos por meio de desenhos, fotografias e objetos.
Wanda de Paula Tofani (Belo Horizonte, MG) é artista visual, professora e pesquisadora. Graduou-se em Desenho, Pintura e Gravura pela Escola de Belas Artes da UFMG (1981–1983). Em 1990, ingressou como professora do Departamento de Desenho da instituição, onde também concluiu o Mestrado em Artes (1997). É doutora em Literatura e Outros Sistemas Semióticos (Literatura Comparada) pela Faculdade de Letras da UFMG (2005). Aposentou-se da docência em 2012. Ao longo de sua trajetória, realizou sete exposições individuais em Minas Gerais, participou de oito salões nacionais, recebendo premiação em quatro deles, e integrou cerca de vinte exposições coletivas, incluindo uma internacional, na qual apresentou trabalhos fotográficos. Sua produção transita entre desenho, gravura, fotografia, aquarela e a criação de vestimentas e objetos com materiais de consumo. Atualmente, dedica-se principalmente ao desenho e à aquarela.
Local: Sala Celso Renato de Lima
Visitação: até o dia 16/08/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Classificação indicativa: 12 anos
Entrada gratuita
Arquivos dos Mundos Perdidos – Centro Cultural UFMG
Exposição do duo de artistas Luan Futemma e Luiza Brandão. A mostra propõe uma imersão em histórias onde o real e o mágico se entrelaçam, reunindo desenhos, pinturas, gravuras e uma instalação. A exposição nasce do encontro entre duas pesquisas artísticas que, embora distintas em suas linguagens, convergem na busca por imagens que sobrevivem como fragmentos e rastros. São obras profundamente influenciadas pela atmosfera da literatura fantástica moderna e contemporânea.
Luan Futemma (1993) é artista formando em Artes Visuais com habilitação em gravura pela UFMG. Sua pesquisa reúne o esquecido e o fantástico, explorando a fragilidade do tempo e a maneira como o imaginário remodela a realidade. Seu trabalho é guiado pelo fascínio pelo insólito, manifestando-se na criação de criaturas, monstros e animais imaginários que dialogam com universos míticos e narrativas lendárias.
Luiza Brandão (1998) é artista e graduanda em Artes Visuais pela UFMG, com habilitação em Desenho. Partindo do gesto do desenho, sua pesquisa se desdobra em suportes como pintura, gravura, bordado e douramento. Seu trabalho é profundamente atravessado pelo imaginário fantástico, no qual a fantasia e a narrativa atuam como elementos estruturantes de sua produção.
Local: Espaço Experimentação da Imagem
Visitação: até o dia 19/07/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita
Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular – Centro Cultural UFMG
Exposição individual ‘Brasilidade: memória viva da arte e cultura popular’, da artista visual Beatriz Coelho, com curadoria de Cristiano Gurgel Bickel. A mostra apresenta um conjunto de aquarelas reunidas em três séries que exploram aspectos da religiosidade, da corporalidade e da festividade. A mostra presta uma homenagem à artista Beatriz Coelho, primeira Professora Emérita da Escola de Belas Artes da UFMG, fundadora do Cecor e diretora da EBA na década de 1970. Uma mulher empreendedora e inspiradora que, posicionando-se à frente de seu tempo, sempre defendeu a arte como exercício da criatividade e da liberdade, dedicando-se firmemente à preservação da memória cultural brasileira, tanto nos aspectos materiais quanto imateriais.
Beatriz Coelho é graduada em Artes Plásticas pela Escola Guignard (1969), com sólida trajetória dedicada à docência, gestão acadêmica e à preservação do patrimônio histórico. Teve papel pioneiro na Escola de Belas Artes (EBA/UFMG), onde idealizou e coordenou o curso de especialização em Conservação e Restauro de Bens Culturais Móveis (1978–1988), além de ter dirigido o Cecor por 15 anos (1980–1995) e a própria unidade acadêmica da instituição. No campo institucional, idealizou e presidiu o Centro de Estudos da Imaginária Brasileira (Ceib) entre 1998 e 2018, retornando à presidência no mandato de 2020 a 2022. Sua formação internacional inclui estágios de especialização no Centro de Conservação e Restauro da Catalunha e na Cidade do México. Especialista em conservação de imaginária religiosa e esculturas policromadas, coordenou o restauro de alguns dos maiores tesouros do patrimônio mineiro, incluindo o forro da Igreja de São Francisco de Assis (Ouro Preto) e a tela A Santa Ceia (Santuário do Caraça), ambos de Mestre Ataíde; a caixa de madeira do órgão da Sé (Catedral de Mariana) e a Via Sacra de Candido Portinari, na Igreja de São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha, BH). Aposentada da docência e da gestão desde 1995, dedica-se atualmente à produção de aquarelas, tendo realizado exposições individuais na Galeria Ataíde, Oficina de Arte e Ofícios (2018) e em formato virtual.
Cristiano Gurgel Bickel é artista visual, arquiteto-urbanista, curador e Professor Associado do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Belas Artes da UFMG. Doutor em Arquitetura e Urbanismo e mestre em Artes Visuais pela UFMG, atua nas áreas de escultura, tridimensionalidade, espacialidade nas práticas artísticas contemporâneas e curadoria de exposições. Foi diretor da Escola de Belas Artes da UFMG por dois mandatos consecutivos (2017–2025), período em que liderou importantes ações de desenvolvimento institucional, revitalização de espaços, modernização administrativa e fortalecimento da produção artística e cultural. Como artista, realizou exposições individuais e coletivas, projetos expográficos, cenográficos e obras escultóricas comissionadas, além de desenvolver curadorias institucionais e iniciativas de extensão voltadas à difusão da arte e da cultura. Recebeu premiações e reconhecimentos nacionais e internacionais nas áreas de artes visuais, arte digital e escultura.
Local: Sala especial – Grande Galeria
Visitação: até o dia 24/07/2026
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita
Exposições Espaço do Conhecimento UFMG
Exposição “demasiado humano”
Descrição: A exposição “demasiado humano” parte da compreensão de que a atividade intelectual humana é sempre inventiva, criativa e artística. Todo conhecimento é uma construção, uma interpretação sobre o mundo e também uma disputa de sentidos. Como afirmou Nietzsche, nosso conhecimento é humano, demasiado humano, incapaz de se colocar fora da vida ou de alcançar uma neutralidade absoluta. Hoje organizada em quatro módulos – O Aleph, Pensar as Origens, Modos de Existir e Sonhar a Terra – a exibição principal do museu trata da aventura do conhecimento, abordando a origem da vida, a evolução e a trajetória humana no planeta, convidando o público a compreender ciência e cultura como processos vivos, abertos à investigação e à mudança.
Visitação: terça a domingo, de 10h às 17h; sábado, de 10h às 21h
Exposição virtual “Sertão Mundo”
Descrição: A exposição virtual Sertão Mundo foi concebida a partir do universo de João Guimarães Rosa e das múltiplas interpretações do sertão presentes nas artes, na cultura e na literatura. Lançada originalmente em 2021, a exposição convida o público a percorrer diferentes sertões, geográficos, simbólicos e imaginários, por meio da música, dos bordados, da dança, da culinária, das artes visuais, das sonoridades e das palavras. Inspirada na obra rosiana, a mostra evidencia como questões universais como o amor, o medo, o sentido da vida e a dúvida atravessam fronteiras e encontram eco em diferentes culturas e territórios.
Visitação: Exposição Sertão Mundo
Exposições Campus Cultural UFMG em Tiradentes – Museu Casa Padre Toledo
Visitação: Terça a domingo de 10 às 17h (abertura de cada exposição já informada nos eventos, acima)
Exposição de longa duração Tiradentes Passado Presente, Campus Cultural UFMG em Tiradentes
Local: Museu Casa Padre Toledo
Curadoria: Diná Marques Pereira, Fabrício Fernandino, Fernando Mencarelli, Patricia Franca-Huchet
Sinopse: A exposição propõe um percurso imersivo que articula as diversas dimensões da história da cidade de Tiradentes e da própria casa do Padre Toledo. Os eixos expográficos convidam à reflexão sobre o cotidiano da vida colonial, os modos de morar, produzir e conviver nas Minas do século 18, as expressões de religiosidade e sincretismo, e a presença marcante das populações afrodescendentes na construção da identidade local. A memória das irmandades religiosas, as festas do Rosário e os congados ganham destaque, assim como os registros das práticas agrícolas, dos ofícios tradicionais e dos saberes transmitidos ao longo das gerações.
Exposição Espaços Topológicos
Local: Espaço Jardim – Museu Casa Padre Toledo
Curadoria: Fabrício Fernandino
Sinopse: Espaços topológicos é o título dado a uma série que Fabrício Fernandino iniciou no ano de 2005, através de inúmeros esboços e anotações em cadernos de registros para trabalhos em madeira. A exposição é um fragmento de um amplo conjunto de obras já executadas. As obras revelam um duplo sentido conceitual: um formal, matemático e estético, e o outro filosófico e político, potencializado pela montagem, onde o espectador é convidado a desvelar as questões apresentadas. “Às vezes somente a palavra não é suficiente para traduzir sentimentos.
Exposição Campo das Vertentes
Local: Porão revelado – Museu Casa Padre Toledo
Curadoria: Fabrício Fernandino, Fernando Mencarelli, Diná Marques Pereira, Patricia Franca-Huchet
Sinopse: A região dos Campos das Vertentes, em Minas Gerais, configura-se como um território de extrema relevância histórica, cultural e simbólica no processo de formação social, política e artística do país. Marcada pela presença de cidades históricas, por rotas coloniais estratégicas e por intensas trocas culturais, a região mantém até hoje uma forte relação entre patrimônio material, paisagem natural e modos de vida tradicionais.
A exposição Tiradentes Passado Presente – 3ª fase propõe aprofundar a investigação curatorial sobre esse território, ampliando o olhar para além da cidade de Tiradentes e incorporando municípios que integram seu entorno histórico e cultural imediato. O projeto busca articular passado e presente por meio de documentos históricos, registros visuais, cartografias e produções artísticas, promovendo uma leitura crítica e sensível da região dos Campos das Vertentes.