PET-Saúde UFMG /Portfolio

Linha de Pesquisa

Texto informativo Emergncia

28/05/2013

Em mais uma edição do portfolio, Robson e Mayara do grupo de Emergência e Acolhimento, produziram um texto com o tema "A Urgência e Emergência como acolhimento e vulnerabilidade social".

Confira o significado de vulnerabilidade social e sua relação com a saúde

Texto na Integra

Desafios na Rede de Urgncia e Emergncia

14/05/2013
Nesta edição do portfólio o Grupo Tutorial “Rede Urgência e Emergência” mostra, de forma geral, os desafios enfrentados quando se trabalha nesta área na rede pública de saúde.

Confiram no texto produzido por Érika de Freitas Peixoto, as realidades, desafios e dúvidas que não só o SUS e o grupo enfrentam, mas os pacientes também.

Acesse o texto na integra

Reconhecendo a Urgncia e Emergncia
Prof. Ciomara Maria Prez Nunes
16/10/2012

O Pró/PET-Saúde III na Rede de Urgência e Emergência do Hospital Risoleta Tolentino Neves (HRTN) e da UPA Venda Nova (UPA-VN) iniciou-se em setembro com o processo de mapeamento dos campos de prática. Distante da experiência acadêmica das salas de aula, esses cenários foram objeto de muitas novidades para o olhar atento dos estudantes envolvidos no programa. De início os acadêmicos foram convidados a começar entendendo o fluxo assistencial de atendimento aos pacientes dentro dos serviços. A etapa de observação abrange desde a recepção até a saída dos pacientes, incluindo a abordagem assistencial e administrativa de gestão desses processos. As equipes de saúde das unidades se envolveram no acolhimento dos estudantes do PET, cooperando inclusive com informações dos seus processos de trabalho.

Estudantes do PET no grupo tutorial

Para aprofundamento os estudantes foram motivados a realizar uma pesquisa teórica sobre os conceitos de Urgência e Emergência e sobre os processos de triagem dos usuários que chegam ao HRTN e a UPA-VN buscando por atendimento. Nessas unidades, o acolhimento dessas pessoas é realizado com a classificação de risco a partir da aplicação do Protocolo de Manchester.

O Protocolo é um sistema de triagem utilizado para classificar e gerir o risco e as necessidades clínicas do usuário. Envolve a exposição da queixa principal e aplicação de um fluxograma de decisões discriminadoras gerais ou específicas, determinando a prioridade clínica de atendimento. O profissional responsável pela aplicação do protocolo no momento da triagem é um enfermeiro treinado. O instrumento funciona de forma objetiva e sistematizada, indicando a ordem de atendimento e o tempo máximo recomendado até o atendimento médico. A classificação é estabelecida em cinco níveis definidos pela atribuição de cores:

- VERMELHO: emergência. Existe ameaça à vida do paciente ou iminência de rápida deterioração e requer intervenção agressiva e imediata;

- LARANJA: muito urgente. Há risco potencial de perder a vida ou função de membro;

- AMARELO: urgência. Condições que potencialmente poderiam evoluir para agravos importantes. Devem estar sob supervisão contínua, com reavaliação a cada 30 minutos, ou imediatamente em caso de alterações do quadro clínico;

- VERDE: sem risco de morte imediato. Podem ser encaminhados à unidade básica de referência, com garantia de consulta médica ou cuidados de enfermagem; e

- AZUL: quadro crônico sem sofrimento agudo ou caso social. Deverá ser preferencialmente encaminhado para atendimento em Unidade Básica de Saúde ou atendido pelo Serviço Social.

A principal vantagem identificada com o protocolo é dar prioridade aos casos que realmente são graves e demandam atenção prioritária. Outro benefício é a padronização do atendimento igualitário, independente de fatores externos como o profissional responsável pela triagem, pela lotação do local de atendimento ou pela instituição.

É fundamental que se saiba diferenciar urgência e emergência. Segundo o Conselho Federal de Medicina, urgência significa a ocorrência imprevista de agravo à saúde, com ou sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência médica imediata. Já a emergência é a constatação médica de condições de agravo à saúde que impliquem o risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato. Os dois conceitos se diferenciam na gravidade do estado do paciente e, consequentemente, no tempo de espera máximo que ele pode aguardar para ser atendido. O entendimento desses dois conceitos significa obter um aprofundamento nos processos de cuidados que definem uma linha de atuação do PRÓ/PET-Saúde III, e ainda compreender o funcionamento dos processos assistenciais de instituições do SUS que atuam como referência no cuidado de urgências e emer-gências. Esse foi o norte do importante trabalho de reconhecimento dos estudantes do PRÓ/PET-Saúde III nos serviços ofertados pelo HRTN e pela UPA-VN.

Participantes do Pró/PET-Saúde III