Data: 10 de março
Hora: 19h
Local: No YouTube

Doida no quintal traz Teuda Bara e Admar Fernandes em adaptação do espetáculo DOIDA para o formato virtual, com direção de Inês Peixoto. Toda manhã os meninos desciam para tomar banho no riacho e pegar passarinho. Mas era bom passar pela casa da Doida e provocá-la. Assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela casinha, miravam as vidraças e lascavam uma pedra. E a Doida respondia furiosa. Toda cidade tem seus doidos. Quase toda família os tem. “Doida” é uma visita do espírito de Minas à loucura. O outro lado, para além das paredes desgastadas daquela casa que, apesar dos ares de abandono, é ainda habitada. Mas quem a habita, e quais são seus hábitos? Doidos são também anjos tortos, podendo revelar outras realidades e nos convidando para o lado gauche da vida.
Duração: 45min
Transmissão pelo youtube.com/culturaufmg
Teuda Bara – Atriz e fundadora do Grupo Galpão, atuou na maior parte dos espetáculos do grupo. Aos 30 anos, estudava Ciências Sociais, na Universidade Federal de Minas Gerais, onde fazia teatro-jornal junto ao Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. No terceiro ano, abandonou o curso e iniciou seu trabalho com o diretor Eid Ribeiro. Depois de fundar o grupo “Fulias Bananas” e de assistir à apresentação de “Ensaio Geral do Carnaval do Povo”, seguiu para São Paulo para trabalhar com o diretor José Celso Martinez Corrêa. Um ano depois, retornou a Belo Horizonte se inscrevendo, no início de 1982, naquilo que seria o útero em que se formaria o Galpão: a oficina de teatro realizada durante o 15º Festival de Inverno da UFMG (Diamantina) e dirigida por dois membros do Teatro Livre de Munique, George Froscher e Kurt Bildstein.
Admar Fernandes – Músico e ator com mais de 15 anos de carreira, tem sua formação baseada em oficinas e cursos diversos, como da Fundação de Educação Artística, do Galpão Cine Horto e da Babaya Escola de Canto. Realizou pesquisa musical e compôs a trilha sonora de importantes espetáculos, colaborando com diretores e grupos, como Eduardo Moreira, Eid Ribeiro, Grupo Trama e Teatro Invertido. Ao lado da Cia. Catibrum, sob direção de Lelo Silva, desenvolveu sua pesquisa no teatro de bonecos, tanto na construção de mecanismos quanto como ator/manipulador. Também tem uma vasta experiência enquanto técnico, especialmente na sonoplastia. Em 2015, realizou o primeiro trabalho ao lado da mãe, Teuda Bara, no espetáculo “Doida”.
Inês Peixoto – Atriz e diretora, ingressou no Teatro Universitário (TU) em 1979 e, em 1981, migrou para o Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado (CEFAR), onde se profissionalizou. Trabalhou em vários espetáculos de produtores locais na década de 1980. Participou da comédia musical “No Cais do Corpo”, de Ricardo Batista. Paralelamente, produziu e atuou em “Casablanca, meu Amor”, de Yara de Novaes. Em 1992, depois de participar de uma série de workshops promovidos pelo Grupo Galpão, foi convidada para a montagem de “Romeu e Julieta”, de Gabriel Villela. Desde então, tornou-se integrante do grupo. Dirigiu em parceria com Rodolfo Magalhães o média-metragem “Para Tchékhov”. No teatro dirigiu os espetáculos “Vexame”, “Arande Gróvore”, “Doida” , “Bumm” , “Tempo de Águas”, “Cidades dos Sonhos”, “Doida” e “Doida no Quintal”. Em 2019 estreou seu primeiro solo: “Órfãs de Dinheiro”, com direção de Eduardo Moreira.
João Santos – Graduado em Comunicação Social pela UFMG, estreou como dramaturgo em 2015, assinando o texto do espetáculo “Doida”, com Teuda Bara, Admar Fernandes e direção de Inês Peixoto. Em 2016 foi colaborador do Grupo Galpão no espetáculo “Nós”, dirigido por Marcio Abreu. Em 2017, além de assinar o texto de “O Firme Soldadinho de Chumbo”, resultado do Oficinão do Galpão Cine Horto, dirigido por Simone Ordones, escreveu o texto de “Nunca Fui Carmen” para a Indelicada Cia. Teatral (Goiás) e da cena curta “Cemitério de Carros Alegóricos”, com Admar Fernandes. No mesmo ano iniciou sua parceria com o diretor e dramaturgo Eid Ribeiro, prestando assistência em “NIGHTVODKA”, espetáculo do Grupo Armatrux (2017) e “O Atormentador” (Cia Absurda, 2018). Em 2019 estreia como diretor em “Luta”, solo de Teuda Bara, e “Queda”, com Lucas Pereira. Possui um livro publicado, “Teuda Bara: Comunista demais para ser Chacrete” (Editora Javali), e artigos em diversos veículos.
Ficha técnica
Atuação: Teuda Bara e Admar Fernandes
Direção: Inês Peixoto
Dramaturgia: João Santos
Concepção de Cenário e Adereços: Daniel Ducato e Inês Peixoto
Figurino: Paulo André
Iluminação: Rodrigo Marçal
Trilha Sonora e Operação: Admar Fernandes
Coordenação de Produção: Beatriz Radicchi
Assessoria de Design Sonoro: Vinícius Alves
Confecção de Cenário e Adereços: Daniel Ducato, Helvécio Izabel
Assistência de Confecção de Adereços: William Telles
Assistência de Confecção de Figurino: Dona Nivea