Encontro com documentarista Silvio Tendler abre comemorações dos 60 anos da Escola de Belas-Artes
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Foto: Foca Lisboa / UFMG

Maycon Almeida / Caliban Produções

Um encontro com o cineasta Silvio Tendler [foto], um dos mais respeitados documentaristas brasileiros, vai abrir na quinta-feira, 15, as comemorações dos 60 anos da Escola de Belas-Artes (EBA), que serão completados em 2017. Tendler estará no auditório Álvaro Apocalypse, da unidade, a partir das 11h, para falar sobre suas produções, projetos e utopias.

De acordo com a diretora da EBA, Bya Braga, a conversa com Silvio Tendler será a primeira iniciativa do eixo Ação de diálogo, que vai permear as celebrações. Ela espera que o evento contribua para a reflexão da comunidade da Escola sobre como documentar e revelar sua realidade para a sociedade, trabalhar cada vez mais pela integração interdisciplinar e pela inclusão e fortalecer suas ações acadêmico-artísticas com vistas aos interesses do bem comum.

“Queremos pensar sobre quais são nossas utopias ao manejarmos nosso passado e nossas memórias individuais e coletivas, e que utopias vivemos ao tecermos relações entre pessoas e os ambientes que nos cercam”, comenta Bya Braga.

Silvio Tendler

Em 48 anos de cinema, Silvio Tendler produziu e dirigiu mais de 70 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens em formato documental, além de 12 séries. É responsável pelas três maiores bilheterias do documentário brasileiro (Os anos JK – Uma trajetória política, O mundo mágico dos Trapalhões e Jango) e recebeu mais de 60 prêmios, entre os quais seis Margaridas de Prata, da CNBB, e o Prêmio Salvador Allende no Festival de Trieste (Itália), pelo conjunto da obra.

Em 1970, Silvio autoexilou-se no Chile e em 1975 formou-se em História na Université Paris VII Sorbonne, na França. No ano seguinte, finalizou mestrado em Cinema e História na École des Hautes-Études, vinculada à mesma instituição. Leciona desde a década de 1970 no Departamento de Comunicação da PUC-Rio.

Sua produtora, a Caliban Produções, com 35 anos de atuação, possui um dos maiores acervos particulares de registros históricos em película (16 e 35mm) do país. São cerca de 80 mil títulos que documentam mais de meio século de história do Brasil e do mundo, além de milhares de horas com registros e entrevistas de personalidades nacionais e estrangeiras realizadas ao longo das últimas quatro décadas.

A EBA, desde 1957

A Escola de Belas-Artes dá início à celebração de seis décadas de existência com mais de 1,3 mil alunos, 111 professores e 61 servidores técnico-administrativos. Fundada em 1957, ainda como curso de Arte na Escola de Arquitetura, a EBA ganhou status de unidade acadêmica em 1968 e sede própria, no campus Pampulha, em 1972.

A comunidade da EBA desenvolve 139 projetos de pesquisa, 39 de ensino e 410 ações de extensão, além de promover séries de eventos – exposições, performances, peças de teatro etc. – para apresentar suas produções artísticas.

Os bacharelados e licenciaturas pertencem às áreas de Artes Visuais, Cinema de Animação e Artes Digitais, Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis, Artes Cênicas, Dança e Design de Moda. A escola atende ainda os cursos de Design, Museologia e Comunicação Social.

São diversas linhas de pesquisa para o mestrado e o doutorado em Artes, e a EBA conta ainda com o Centro de Conservação e Restauração (Cecor), responsável por projetos de ponta, de âmbito nacional e internacional. A Unidade mantém convênios e projetos conjuntos com universidades de Colômbia, Portugal, Alemanha, França, Itália e Espanha.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3409-5263.

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