A UFMG foi porta aberta para minha vida intelectual, profissional, social e política.
Na UFMG iniciei e concluí meus estudos; primeiro na Face, nos anos 60, onde comecei e interrompi o curso de Sociologia e Política; em seguida, na Faculdade de Farmácia, onde me graduei; depois, no ICB, onde me doutorei em Bioquímica e Imunologia.
Na UFMG compartilhei projetos, desafios, pressões, paixões, ousadias, tensões e alegrias com muitas pessoas, companheiras no ensino, na pesquisa, na política e no desenvolvimento institucional. Nesses ambientes e circunstâncias fiz muitas amizades.
Sou muito grato a todos que me ensinaram quando fui estudante, professor, militante, dirigente. Guardo a melhor lembrança de meus estudantes, dos companheiros de trabalho, docentes e servidores técnico-administrativos, que me distinguiram com sua lealdade e amizade.
Pelos milhares de profissionais, mestres e doutores formados; pelo que fez nos campos das ciências, da educação, da técnica, das artes, da filosofia, da tecnologia, da inovação; pelos serviços prestados; pela socialização do conhecimento; pelo que representa para a ação do Estado; pelo que fez e faz para o desenvolvimento econômico e social de Minas e do Brasil; por tudo isso, a UFMG alcançou o status de instituição indispensável.
Fizeram a UFMG gerações e gerações. A todas, meu reconhecimento, em especial aos que, nos dias de hoje, mantêm a Universidade livre, criativa, tolerante e compromissada com o povo e a democracia brasileira.
Longa vida à UFMG.
Tomaz Aroldo da Mota Santos foi reitor da UFMG na gestão 1994 – 1998