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JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL Fora, mas dentroO Projeto Manuelzão marca sua atuação fora dos muros da Universidade. Criado há dez anos, busca a revitalização da Bacia do Rio das Velhas, único afluente do Rio São Francisco que passa por um grande centro urbano: Belo Horizonte. No Manuelzão, conhecimento popular e técnico são compartilhados e incorporados por professores, estudantes e moradores da Bacia do Rio das Velhas em seus respectivos contextos socioambientais.
Exemplo disso é o curso Capacitação de professores em educação ambiental. Fruto de parceria entre o Projeto Manuelzão e uma faculdade privada, o curso procura habilitar professores a produzir projetos pedagógicos que abordem temáticas ambientais relacionando-as à realidade de suas escolas. Participam educadores de escolas próximas ao Córrego Isidoro e ao Ribeirão do Onça, na região de Venda Nova. “Estamos fazendo uma qualificação desses professores para que eles entendam os problemas socioambientais e o contexto da educação ambiental dentro daquela região”, explica o coordenador do Grupo de Educação e Mobilização (GEM) do Projeto Manuelzão, Marcus Vinicius Polignano.
O Núcleo Transdisciplinar e Transinstitucional pela Revitalização da Bacia do Rio das Velhas (NuVelhas), grupo de pesquisa do Projeto Manuelzão, trabalha com professores, lideranças e universitários no treinamento em biomonitoramento. No curso, a metodologia desenvolvida para biomonitoramento do Rio das Velhas é apresentada, mostrando como cada um pode, por meio de observações simples, conhecer um pouco mais sobre a qualidade das águas. O objetivo é sensibilizar escolas e membros da comunidade para a realização de um trabalho conjunto. “O curso foi uma forma de juntar o Projeto Manuelzão e as escolas que já desenvolviam trabalhos de educação ambiental, aplicando as novas técnicas de monitoramento de qualidade da água desenvolvidas nas pesquisas”, explica Juliana França, bióloga do Projeto.
Há também o Monitoramento Ambiental Participativo (MAP), mais conhecido como “Amigos do Rio”. O MAP procura promover o encontro do saber de moradores ribeirinhos com o conhecimento científico para monitorar a qualidade das águas e contribuir para a determinação das causas da mortandade de peixes. A rede de amigos também funciona como um canal de propagação da luta pela defesa do Rio das Velhas e convoca mais pessoas a aderirem à causa. Por isso, também é considerado parte importante no trabalho de mobilização social promovido pelo Manuelzão.
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