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Projeto Mariana

Projeto “Educação Ambiental: ações de extensão e pesquisa junto à Educação Básica do município de Mariana”

O Projeto “Educação Ambiental: ações de extensão e pesquisa junto à Educação Básica do município de Mariana” foi criado em 2023, a partir de uma parceria entre a Estação Ecológica da UFMG (EEco-UFMG) e o Ministério Público Federal com recurso proveniente de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 1.22.000.000882/2022-12, como resposta aos impactos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana-MG no ano de 2015.

O objetivo principal do projeto é fortalecer o senso de pertencimento socioambiental, ampliando o protagonismo infantojuvenil, promovendo a formação continuada de professores e incentivando reflexões sobre as relações entre meio ambiente, modos de vida e atividades econômicas locais.

As ações de extensão vêm sendo desenvolvidas em escolas públicas localizadas nos distritos de Águas Claras, Cachoeira do Brumado, Bento Rodrigues, Barro Branco e Paracatu, regiões afastadas da sede municipal e historicamente pouco contempladas por iniciativas de educação ambiental.

O projeto também se fundamenta em pesquisa aplicada, buscando avaliar, de forma quantitativa e qualitativa, os impactos das práticas desenvolvidas junto às comunidades escolares. A metodologia adotada inclui observação participante, oficinas lúdicas, sensoriais e reflexivas, trilhas interpretativas, formações docentes e intercâmbios entre as escolas participantes e a EEco-UFMG.

Inicialmente, foram realizados diagnósticos junto à Secretaria Municipal de Educação e a cada uma das escolas participantes, permitindo a identificação de demandas e potencialidades locais. Com base nesses levantamentos, foram planejadas e implementadas as ações do projeto.

Atividades desenvolvidas na Escolas

Resultados

Desde seu início, em 2023, o projeto vem desenvolvendo ações de Educação Ambiental Crítica nos distritos de Mariana e em espaços estratégicos, como a Estação Ecológica da UFMG (EEco-UFMG), o Centro de Arte Popular da CEMIG e o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. As atividades envolvem estudantes, professores, famílias e comunidades escolares em processos participativos voltados ao fortalecimento do pertencimento ao território e à valorização dos saberes locais.

Entre as ações realizadas, destacam-se a construção de duas hortas suspensas com pallets reutilizados em escolas participantes, desenvolvidas coletivamente com estudantes e professores. As hortas foram enriquecidas com mudas de plantas medicinais trazidas pelos próprios alunos, aproximando a escola dos conhecimentos tradicionais presentes nas comunidades. Outra iniciativa de destaque foi a criação de um alfabeto sociobiodiverso na Escola de Novo Bento, construído junto aos estudantes a partir de elementos da fauna e da flora do Cerrado e da Mata Atlântica, além de referências aos povos indígenas.

O projeto também promoveu formações docentes, visitas técnicas aos territórios, oficinas educativas e ações construídas em conjunto com cada escola participante. Entre os resultados, destaca-se a produção de um documentário realizado por professores da Escola Municipal de Aníbal de Freitas sobre as atividades desenvolvidas em 2024. Em Novo Bento e Novo Paracatu, foram realizadas pinturas nos espaços escolares para fortalecer o sentimento de pertencimento dos estudantes, enquanto, em Águas Claras, as ações tiveram como foco a temática das águas e os impactos ambientais vivenciados pela comunidade.

As cinco escolas participantes realizaram visitas à EEco-UFMG para vivências em trilhas interpretativas e oficinas educativas. Paralelamente, a equipe do projeto desenvolveu atividades nos próprios territórios, considerando as demandas e especificidades de cada comunidade escolar. Em 2025, foram realizadas visitas ao antigo Bento Rodrigues, onde foi possível identificar a permanência de moradores e diferentes manifestações de vínculo com o território.

Ao longo de sua trajetória, o projeto envolveu diretamente cerca de 4 mil pessoas, entre estudantes, professores, funcionários e familiares das escolas municipais distritais de Mariana. A iniciativa consolida-se como uma prática extensionista de relevância social e acadêmica ao integrar ensino, pesquisa e extensão em resposta às injustiças socioambientais decorrentes do rompimento da barragem de Fundão.

Com vigência estendida até dezembro de 2026, o projeto dá continuidade às ações de educação ambiental e formação, fortalecendo os laços entre escola, comunidade e território. As atividades previstas para o período foram planejadas em conjunto com as escolas participantes, respeitando as demandas e características de cada contexto local.

Plano de Trabalho do Projeto

Relatórios semestrais

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