Comunicado PRAE/UFMG

A Pró-reitoria de Assuntos Estudantis da UFMG comunica que a Professora Shirley Miranda, da Faculdade de Educação, assume nesta data o cargo de Diretora da Diretoria de Políticas de Assistência Estudantil da PRAE.

UFMG, 23/12/2020.

Licinia Maria Correa
Tarcísio Mauro Vago

Pró-reitoria de Assuntos Estudantis
Universidade Federal de Minas Gerais

‘Retrospectiva 2020’

Vista do prédio da Reitoria, no campus Pampulha
Vista do prédio da Reitoria, no campus Pampulha Flickr UFMG

Pela primeira vez, a UFMG passou a integrar o primeiro quartil de classificação do Emerging Economies University Rankings, produzido pela revista britânica Times Higher Education (THE). O levantamento, divulgado em 19 de fevereiro, trazia a Universidade no grupo das 25% melhores entre todas as instituições listadas na avaliação. A UFMG foi a federal brasileira mais bem posicionada na classificação.

Ainda em fevereiro, a Universidade organizou mais uma edição do Festival de Verão e recebeu nova leva de calouros nos campi Pampulha e Montes Claros para os procedimentos relacionados ao registro acadêmico. Na série sobre autonomia universitária, um dos destaques foi reportagem sobre os percalços enfrentados pela autonomia em várias partes do mundo.

Quatro matérias publicadas em fevereiro escolhidas para a Retrospectiva 2020 podem ser lidas a seguir e na página de notícias do Portal UFMG.

UFMG é a melhor federal em ranking de universidades de nações emergentes

Autonomia universitária vive crise mundo afora

Abertura do Festival de Verão é marcada por discurso sobre demanda jovem por cidadania

Entre a tensão e o alívio, aprovados no Sisu formalizam entrada na UFMG

UFMG mira geração própria de energia

Três usinas fotovoltaicas, como a 'Tesla' da Escola de Engenharia vão gerar 500kWp de potência
Três usinas fotovoltaicas, como a Tesla, da Escola de Engenharia, vão gerar 500kWp de potência Júlia Duarte | UFMG

Para fazer frente ao aumento significativo das tarifas de energia elétrica e à necessidade de buscar fontes de geração limpas e sustentáveis, a UFMG dará início em janeiro à execução de um novo modelo de gestão energética. A instalação de sua própria minirrede de energias alternativas vai gerar aproximadamente 15% da potência necessária para abastecer o campus Pampulha que, associada à migração para o mercado livre de energia, deverá reduzir em até 50% os gastos com a conta de luz.

O projeto de pesquisa e desenvolvimento institucional Minirrede de energia Oásis/UFMG será viabilizado com investimentos de R$ 21 milhões, que deverão ser recuperados até 2025, em um horizonte de três anos após o fim de sua implantação. Concebida desde 2016, a iniciativa foi ampliada para atender aos objetivos da Comissão Permanente de Gestão Energética, Hídrica e Ambiental, instituída em 2018, que ganhou caráter permanente no ano passado.

O projeto contempla três linhas de ação: gestão de contratos, geração própria de recursos energéticos e gestão de consumo. A meta é a implementação de novas tecnologias conjugadas com a produção científica, redução de custos e sustentabilidade energética.

A revisão de contratos de fornecimento com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está sendo realizada por grupo de pesquisadores do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia e do corpo técnico do Departamento de Gestão Ambiental da Pró-Reitoria de Administração (PRA), com intuito de migrar a UFMG para o mercado livre de energia, reduzindo em até 30% o preço da tarifa com eletricidade.

Braz de Jesus Cardoso Filho:
Braz: geração própria e mercado livre de energia são tendências internacionaisDalila Coelho | UFMG

Segundo o coordenador do projeto e presidente da comissão, professor Braz de Jesus Cardoso Filho, essa é uma tendência internacional que, associada à própria minirrede de energia, composta de usinas fotovoltaicas e microturbinas a gás para geração de energia térmica e elétrica, vão possibilitar uma economia de até 50% no custeio da conta de energia, que corresponde a cerca de R$ 10 milhões por ano – estimativa projetada antes da suspensão das atividades acadêmicas presenciais.

Ciclo combinado
Em janeiro, começam as obras de instalação das usinas fotovoltaicas nos Centros de Atividades Didáticas (CAD 1 e 3). O edital para licitação da usina do CAD 2 será lançado no mesmo mês. Os painéis fotovoltaicos vão gerar 500kWp de potência, tornando os três prédios autossustentáveis.

As sete microturbinas, que serão movidas pelo calor da queima de gás natural fornecido pela Gasmig (contratação em andamento), vão gerar energia térmica para fazer funcionar o schiller (resfriador) do sistema de ar-condicionado central de vários edifícios, como da Escola de Engenharia, o do Instituto de Ciências Exatas (ICEx), o do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e o da Reitoria. “O schiller de ar-condicionado é o compartimento que fica do lado de fora dos edifícios e exerce a função de resfriar o ar e jogá-lo para o interior dos prédios. Em vez de energia elétrica, a energia térmica gerada pelo calor é que tornará possível o resfriamento do ar”, explica o professor Braz.

Outra vantagem das microturbinas diz respeito ao aproveitamento do calor da queima do gás natural para gerar energia elétrica, que por sua vez, será armazenada em baterias (recarregáveis, mais duráveis e não poluentes) para ser redistribuída para abastecimento do campus Pampulha. “É o chamado ciclo combinado, que tem a vantagem adicional de funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana e ainda possibilitar a redução do preço da tarifa do gás natural fornecido”, observa Braz.

Piscina olímpica do parque aquático do CTE terá aquecimento por microturbinas a gás
Piscina olímpica do parque aquático do CTE terá aquecimento por microturbinas a gásFoca Lisboa | UFMG

O mesmo sistema será instalado no Centro de Treinamento Esportivo (CTE) para aquecimento da piscina olímpica. O aquecimento da piscina já se dá por meio da queima de gás natural, só que pelo sistema de caldeira, sem geração da eletricidade. A geração própria de energias alternativas deve proporcionar economia de 20% na conta de luz da UFMG.

“Mais que um ganho econômico, já que recursos de custeio podem ser direcionados para outras áreas da Universidade, esse projeto traz retorno também para a inovação no ensino e na pesquisa. Tudo que está sendo proposto é embasado por estudos e certamente vai gerar mais pesquisas”, afirma o pró-reitor de Planejamento, Maurício Freire. Na sua avaliação, a diversificação da matriz de geração energética na perspectiva do ciclo combinado é o grande diferencial do projeto Oasis, que eleva a UFMG ao patamar internacional de gestão energética.

“Esse modelo pode servir de referência para outras instituições brasileiras. Baseado na inovação e na sustentabilidade, ele pode até mesmo viabilizar a expansão da Universidade”, acrescenta o vice-reitor, Alessandro Fernandes Moreira, que supervisiona as ações da Comissão Permanente de Eficiência Energética.

Outro efeito positivo do projeto, na avaliação do pró-reitor de Administração, Ricardo Hallal Fakury, está associado ao aprimoramento das regulamentações nos campos da geração distribuída e das minirredes de energia junto à Cemig e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Consumo consciente
Para uma instituição do porte da UFMG, que consome de energia elétrica o equivalente ao gasto mensal de 15 mil residências, a migração do ambiente de contratação regulada para o de contratação livre de energia e a implementação da minirrede de geração própria são ações que proporcionarão resultados imediatos e de longo prazos, avalia Ricado Fakury.

“Mas tudo isso deverá ser consolidado simultaneamente com o consumo responsável, terceira linha de ação do projeto”, destaca Fakury. Ele informa que será deflagrada uma campanha de conscientização da comunidade universitária relacionada à separação das cargas críticas – que supre equipamentos que precisam funcionar ininterruptamente e desativa os que podem ser desligados, especialmente em horários de pico, das17h às 20h, quando a tarifa de energia é quase cinco vezes superior à padrão. Também será dada continuidade à troca das lâmpadas fluorescentes por lâmpadas led, mais econômicas.

Recursos hídricos
Em relação aos recursos hídricos, a Comissão Permanente de Gestão Energética, Hídrica e Ambiental da UFMG está desenvolvendo projeto de Pesquisa e Desenvolvimento Institucional (PDI) para o campus Pampulha, responsável por 80% do consumo de água da UFMG.

“O objetivo também é agregar otimização de recursos e produção científica, com levantamento inicial do potencial hídrico do aquífero para o fornecimento de água subterrânea e do consumo fracionado das unidades do campus Pampulha. Na sequência, poços artesianos já existentes e cadastrados serão regularizados e equipados, paralelamente com a otimização das edificações para melhor aproveitamento da água, incluindo pluvial”, relata Fakury.

As atividades deverão obedecer a uma ordem segundo a qual unidades com maior consumo de água serão contempladas primeiramente. A elaboração do PDI de gestão hídrica é coordenada pelos professores Marcelo Libânio, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Escola de Engenharia, e Leila Nunes Menegasse Velásquez, do Departamento de Geologia do Instituto de Geociências.

Teresa Sanches

Mostra ‘Universidade cidade’ conecta moradores de BH

Intervenções visuais e sonoras espalhadas por todas as regiões de Belo Horizonte caracterizam a mostra Universidade cidade: gestos, afetos e manifestos de urbanidade que também inclui extensa programação virtual, como lives e vídeos. A lista de atrações, previstas até 7 de fevereiro, está disponível no site da Mostra.

Universidade cidade é orientada pelo conceito de urbanidade, como os costumes e solidariedade que marcam a vida cotidiana nas cidades. Sua proposta é conectar os cidadãos belo-horizontinos e trazer leveza para o cotidiano, tão impactado pela pandemia de covid-19.

São 17 centros culturais envolvidos, além de diversos projetos de extensão da UFMG. A TV UFMG participa da mostra por meio da exibição de vídeos sobre o resgate das coleções do Museu de História Natural e Jardim Botânico, que foram atingidas por um incêndio em junho deste ano. As peças estavam guardadas na Reserva Técnica I e integram os acervos arqueológico, paleontológico, zoológico, etnográfico e de arte popular da instituição.

Entrevistadas: Junia Ferrari e Marcela Brandão, curadoras da Mostra Universidade cidade
Equipe: João Ameno (produção), Ravik Gomes (edição de imagens) e Jessika Viveiros (edição de conteúdo)

‘MonitoraCovid UFMG’ acompanha pessoas da comunidade

Acesso ao 'MonitoraCovid' pode ser feito pelo Portal da Universidade e pelo MinhaUFMG
Acesso ao ‘MonitoraCovid’ pode ser feito pelo Portal da Universidade e pelo MinhaUFMGFoto: Foca Lisboa | UFMG

A UFMG deu início, nesta semana, às atividades de um abrangente sistema de acompanhamento da saúde das pessoas da comunidade universitária em atividades presenciais e semipresenciais, o MonitoraCovidUFMG. O objetivo do programa é possibilitar a identificação precoce de casos suspeitos ou confirmados de covid-19, de forma a evitar a circulação das pessoas nos espaços da UFMG e rastrear seus contatos, em conformidade com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS). O sistema foi desenvolvido pela Diretoria de Tecnologia da Informação (DRI), em parceria com o Hospital das Clínicas, com a Faculdade de Farmácia e com a rede de laboratórios da UFMG de testagem da covid-19.

Para a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, com o MonitoraCovid UFMG, a Instituição dá mais um passo importante no enfrentamento da covid-19. “Trata-se de um sistema próprio de monitoramento das pessoas que circulam pelos campi da Universidade, que possibilitará atuar de forma efetiva na preservação de vidas e dará mais segurança a quem precisa atuar de forma presencial”. Em sua visão, o sistema também será uma ferramenta importante no planejamento e acompanhamento das próximas etapas a serem adotadas pela UFMG em articulação com as autoridades sanitárias locais.

“A intenção é que o sistema funcione por meio da autodeclaração, com foco na autoverificação de sintomas. Por isso, ele depende, sobretudo, da responsabilidade da comunidade em fazer a sua parte no combate à pandemia”, explica a professora da Faculdade de Medicina Cristina Alvim, coordenadora do Comitê de Enfrentamento do Novo Coronavírus. “É uma questão que implica o compromisso de todos, da instituição e das pessoas, para que possamos evitar situações de alto risco de transmissão”, reforça.

Como funciona
Sempre que forem atuar em algum dos campi da Universidade, professores, estudantes e servidores técnico-administrativos devem entrar no sistema minha UFMG e preencher o questionário de autoverificação de sintomas. Esse questionário é composto de cinco perguntas curtas de múltipla escolha (respostas “sim” ou “não”) e demanda pouco tempo para o preenchimento. As perguntas são:

1) Você realizou atividades presenciais em espaços da UFMG ou em campos de estágio nos últimos 14 dias?;
2) No momento, apresenta febre ou sintomas de covid-19 ou de outra doença infecciosa?;
3) Apresentou a doença ou sintomas sugestivos de covid-19 há menos de 14 dias?;
4) Alguém de seu domicílio ou contato próximo teve síndrome gripal suspeita ou confirmada por covid-19 há menos de 14 dias?;
5) Apresenta condição de vulnerabilidade: idade maior que 60 anos, portador de doença crônica, incluindo cardiopatias, doenças respiratórias, imunodeficiências primárias ou adquiridas e doenças autoimunes, hipertensão, diabetes, obesidade (Índice de Massa Corporal acima de 30), gravidez?

Caso responda “não” a todas as perguntas, pessoa estará liberada para comparecer normalmente à atividade presencial naquele dia. Se responder afirmativamente a uma ou mais dessas perguntas, o MonitoraCovid UFMG gera uma autodeclaração a ser apresentada à chefia imediata ou ao setor responsável pelo estudante e encaminha a pessoa ao Telecovid-19, sistema do Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas.

O Telecovid-19
O Telecovid-19 possui quatro níveis de atendimento. O primeiro é um chatbot, programa de computador que atende o usuário e identifica a sua demanda. Se necessário, ele é encaminhado ao nível 2 ou 3, para ser atendido por telefone por um profissional de saúde. “Queremos que o estudante ou o trabalhador receba uma orientação precoce e adequada sobre os cuidados que deve ter consigo e com as pessoas com as quais se relaciona”, explica Cristina Alvim.

Com base na avaliação do Telecovid, o profissional de saúde poderá gerar um atestado de afastamento da atividade presencial para o trabalhador e agendar, nos casos suspeitos, um teste RT-PCR. Esse trabalho será feito por equipe baseada na Faculdade de Farmácia treinada pela rede de laboratórios da UFMG que oferece suporte ao diagnóstico da doença em Minas Gerais.

Cristina Alvim: cuidado consigo e com o outro
Cristina Alvim: cuidado consigo e com o outro Julia Duarte / UFMG

Mesmo que seja para informar que está bem
Cristina Alvim explica que, apesar de não ser um procedimento obrigatório, o ideal é que todos que estão em atividade presencial ou semipresencial acessem o MonitoraCovid UFMG toda vez que forem à Universidade – mesmo que todas as suas respostas no questionário de autoverificação de sintomas venham a ser ‘não’.

“A atualização contínua dos dados é que nos vai possibilitar a geração de indicadores precisos sobre a pandemia na Universidade, de forma a criar medidas mais eficazes de combate ao vírus – e aprimorar as já existentes”, explica a coordenadora da força-tarefa de combate à pandemia na Universidade.

Esses dados inclusive poderão ser consultados diariamente por quem acessar o sistema. “Lá consta o número de casos da doença confirmados até o momento e o de casos de sintomas de síndrome gripal”, exemplifica Cristina.

A professora recomenda que a pessoa faça a autoverificação dos sintomas ainda em casa, antes mesmo de sair para a Universidade. O acesso ao MonitoraCovid pode ser feito pelo sistema MinhaUFMG ou no site coronavírus.

Planejamento para o retorno gradual

A UFMG vem acompanhando as recomendações das autoridades sanitárias e trabalha com a necessidade de manter medidas de biossegurança em seus ambientes – fluxo reduzido de pessoas, uso contínuo de máscaras, manutenção de distanciamento social e monitoramento das pessoas que circulam pelos espaços – até, no mínimo, meados de 2021.

“Há uma boa expectativa de que a vacina vai chegar, mas não temos certeza nem quando nem como ocorrerá esse plano de vacinação. Além disso, sabemos que os grupos prioritários são os idosos, os trabalhadores de saúde, entre outros. Então, já prevemos que deve demorar algum tempo para que a campanha de vacinação alcance a população jovem da Universidade”, pondera a professora Cristina Alvim.

“De todo modo, a nossa expectativa é que o número de pessoas em atividade presencial na UFMG possa progredir de acordo com o Plano de retorno de atividades não adaptáveis ao modo remoto e à medida que a vacinação for efetivamente acontecendo e o número de casos alcançar patamares considerados seguros. Esse processo, porém, precisa ser cuidadosamente acompanhado, para que a volta se dê com a maior segurança possível. Daí a importância do MonitoraCovid UFMG”, destaca.

Etapas
Elaborado com base nas evidências científicas disponíveis, o plano para o retorno presencial das atividades profissionais não adaptáveis ao trabalho em modo remoto é dividido em etapas.

A etapa 1 consistiu no retorno gradual ao trabalho presencial dos trabalhadores de atividades não adaptáveis ao modo remoto até o limite de 20% do total de servidores da Universidade. Essa etapa, iniciada em setembro, é a que vigora atualmente.

As próximas etapas preveem o aumento do limite de servidores da etapa 1 (20%) para 40% (etapa 2) e o retorno pleno de todo o corpo profissional da Universidade ao trabalho presencial (etapa 3). Contudo, essas etapas ainda não têm previsão de início, pois dependem da aquiescência das autoridades locais de saúde e de uma série de condições que ainda não foram atendidas.

No caso da etapa 2, essas condicionantes passam pela inexistência de surtos de contaminação nas unidades acadêmicas e em toda a Universidade e pela manutenção de um nível de alerta verde há pelo menos dois meses nos municípios em que a UFMG tem instalações.

Para a etapa 3, as condicionantes seriam a pandemia estar efetivamente controlada e/ou existir uma vacina eficaz e já disponível para toda a população. “Para chegarmos a esse estágio, ainda vamos percorrer um longo e gradativo caminho, que passa pelo monitoramento cuidadoso da nossa comunidade”, finaliza Cristina Alvim.

Professores tem trabalho limitado por distúrbios na voz

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Estudo foi feito com base em amostra com 6,5 mil professoresLucas Braga / UFMG

O Brasil tem cerca de 1,4 milhão de professores em atuação no ensino fundamental, de acordo com o Censo Escolar da Educação Básica de 2019. Trata-se de uma categoria ocupacional que está adoecendo cada vez mais no ambiente de trabalho e tem na voz – ou na falta dela – a sua principal queixa. Tese defendida no Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina mostra que um em cada três professores relata limitação no trabalho por distúrbios vocais.

A pesquisa usa como referência o estudo Educatel Brasil: análise dos condicionantes de saúde e situação do absenteísmo-doença em professores da educação básica no Brasil, desenvolvido em 2015 e 2016 pelo Núcleo de Estudos Saúde e Trabalho (Nest) da Faculdade de Medicina da UFMG.

Com base em amostra de 6.510 professores da pesquisa Educatel, a fonoaudióloga e autora da tese, Bárbara Antunes Rezende, constatou que os educadores brasileiros estão expostos a condições de trabalho inapropriadas. Um terço dos entrevistados relatou prevalência de ruído elevado nas escolas no Brasil.

Depressão, ansiedade e violência
De acordo com Bárbara Antunes, a percepção de limitação das atividades docentes devido ao distúrbio da voz foi mais frequente entre professores que usavam medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos, que perdiam o sono por preocupações ou que relataram alta exigência no trabalho e violência verbal praticada pelos alunos.

A prevalência de ruído intenso nas escolas brasileiras também foi muito mencionada pelos professores, principalmente por educadores que trabalhavam em escolas localizadas na região urbana e com mais de 30 professores e por profissionais que atuavam em mais uma etapa de ensino ou relataram piores condições organizacionais do trabalho.

A pesquisadora acredita que os achados de seu estudo podem contribuir para a elaboração de políticas públicas. Ela lembra, ainda, que o Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT) foi incluído, neste ano, na lista de doenças ocupacionais. “Trata-se de um avanço, porque o professor que adoece devido a condições desfavoráveis no ambiente de trabalho passa a ter respaldo legal”, comenta Bárbara.

Estratégias
Segundo a fonoaudióloga, existem projetos focados na saúde do professor, com estratégias individuais, como a capacitação para cuidados com a voz, ou ações coletivas para evitar o adoecimento.

“Os resultados da tese ampliaram os esclarecimentos sobre as condições de trabalho e as limitações que os problemas de voz podem acarretar na prática docente. O adoecimento não deve ser analisado apenas no aspecto individual. É necessário olhar para o contexto social e do trabalho e pensar estratégias para redução do ruído nas escolas e na construção ou reforma das unidades de ensino que levem em conta esse aspecto”, sugere Bárbara Antunes Rezende.

Novos desafios
Mesmo que o estudo Educatel revele condições de trabalho baseadas em dados coletados em 2015 e 2016, Bárbara afirma que a literatura sobre o tema não tem indicado avanços ao longo do tempo. Pelo contrário, os profissionais estão enfrentando novos desafios, como lidar com problemas familiares de alunos e as próprias mudanças do ensino presencial para a modalidade remota devido à pandemia da covid-19.

“O professor não está dentro da escola, mas é obrigado a enfrentar novos desafios, como as aulas virtuais e a preocupação com o processo de aprendizagem dos alunos. E nenhum professor se preparou para isso. Mesmo que não estejam expostos a ruídos no ambiente de trabalho, possivelmente enfrentam sobrecarga de tarefas. Daqui a algum tempo, as pesquisas vão apresentar os efeitos desse contexto de aulas virtuais”, prevê Bárbara Antunes Rezende.

TeseCondições de saúde vocal e do trabalho dos professores brasileiros: Educatel, 2015-2016
Autora: Bárbara Antunes Rezende
Programa: Pós-graduação em Saúde Pública
Orientadora: Adriane Mesquita de Medeiros
Coorientadora: Mery Natali Silva Abreu
Defesa: 6 de dezembro de 2019

Giovana Maldini / Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina

Relaxamento provocou recrudescimento da pandemia

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Imagem microscópica do novo coronavírus, causador da covid-19Spawns/Getty Images

Boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira, dia 16, pela Prefeitura de Belo Horizonte informa que a ocupação de leitos de enfermaria para a covid-19 chegou a 52,3%. O alerta amarelo é aceso quando o nível passa de 50%. Esse dado, aliado ao de ocupação de UTI (64,2%) e à taxa média de transmissões por infectados (1,07), mostra que a pandemia ainda não acabou. Pelo contrário, é preciso que a atenção continue, assim como os cuidados de distanciamento e higiene, para evitar a propagação acelerada na cidade.

Centenas de estudos para entender e combater o vírus estão sendo desenvolvidos, inclusive relacionados com o desenvolvimento de vacinas. A Prefeitura de Belo Horizonte fechou acordo com o Instituto Butatan, de São Paulo, para aquisição do imunizante e negocia com a UFMG o uso de ultrafreezers para armazenar vacinas a baixas temperaturas.

Enquanto isso, o cuidado deve ser redobrado, recomenda o clínico e infectologista Vandack Alencar Nobre Júnior, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG.  “A pandemia, infelizmente, não acabou e não acabará enquanto não tivermos um índice de vacinação que possibilite alcançar a chamada imunidade de rebanho, algo em torno de 70% da população protegida”, informa Nobre, em entrevista ao Programa Conexões da Rádio UFMG Educativa.

O professor atribui o crescimento do número de casos de infectados no país a uma questão comportamental. Desde o início, os cuidados são os mesmos: usar máscara, higienizar as mãos com água e sabão e álcool em gel, manter o distanciamento, mas as pessoas relaxaram. “Infelizmente, fomos relaxando, sobretudo após o período em que o número de casos caiu de forma considerável justamente por causa desse período de restrições”, relata Vandack Nobre. De acordo com o professor, essa situação trouxe uma falsa sensação de que as coisas estavam resolvidas.

Na entrevista ao Conexões, Vandack Nobre também abordou os estudos sobre as vacinas e sobre critérios e estratégias de distribuição pelo país.

Produção: Jaiane Souza e Luiza Glória
Publicação: Jaiane Souza

Símbolo do Natal de BH, Presépio do Pipiripau reabre para visitação

O Presépio do Pipiripau voltou na receber o público neste mês de dezembro. Fechado desde março, o Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG (MHNJB), em conjunto com o Comitê Permanente de Enfrentamento do Novo Coronavírus da Universidade, estabeleceu diversas medidas de segurança para a visitação. O Presépio permanecerá aberto até o dia 20, com apresentações de quinta-feira a domingo. A entrada é gratuita, e os ingressos devem ser retirados um dia antes das sessões, no site do Museu.

Patrimônio cultural e afetivo de Minas Gerais, o Pipiripau conta a vida de Jesus Cristo em 45 cenas, quer têm a participação de 580 figuras móveis. Todo ano, em dezembro, ele atrai milhares de visitantes. Em razão da pandemia, as sessões de apresentação do Presépio do Pipiripau são limitadas a seis pessoas.

Entrevistado: Gabriel Casela, vice-diretor do MHNJB
Equipe: João Ameno (produção), Marcia Botelho (edição de imagens) e Jessika Viveiros (edição de conteúdo)

‘Louca sintonia’, da Rádio UFMG Educativa, ganha formato de pílula

A 12ª do Louca Sintonia será veiculado de 14 a 18 de dezembro
Especial ‘Louca  sintonia’ ganha novo formato na 12ª ediçãoFoto: Divulgação

O programa Conexões, da Rádio UFMG Educativa (104,5 FM), está veiculando, nesta semana, a 12ª edição do especial Louca sintonia. Realizado pelos usuários do Centro de Convivência São Paulo, na Região Nordeste de Belo Horizonte, a produção aborda a luta antimanicomial e promove a discussão de questões relativas ao universo da saúde mental, com depoimentos, reflexões, covers musicais, paródias e poesia.

Os usuários participam de todo o processo de produção, desde a locução até a seleção musical, com mediação da equipe de produção da emissora e de integrantes do projeto de extensão Rádio e saúde mental em sintonia com a cidade, vinculado ao Departamento de Terapia Ocupacional da UFMG, coordenado pela professora Regina Celi Fonseca Ribeiro.

Louca sintonia é apresentado semestralmente desde 2014, quando, em visita guiada à Rádio UFMG Educativa, os usuários do centro de convivência tiveram a ideia de desenvolvê-lo. Em 2020, por causa da pandemia de covid-19, a produção do programa foi comprometida, e não houve a veiculação na primeira metade do ano. Para o segundo semestre, a equipe reorganizou-se para produzi-lo de forma remota e fez a proposta de novo formato: em vez de um programa único de uma hora de duração, serão veiculadas cinco pílulas até sexta-feira, dia 18, sempre às 11h20,

UFMG integra projetos de pesquisa internacionais

Centro de Telessaúde: UFMG tem trajetória longa e consistente no atendimento a distância
Centro de Telessaúde: UFMG tem trajetória longa e consistente no atendimento a distância Acervo HC-UFMG

A UFMG integra dois projetos de pesquisa em colaboração internacional que receberão recursos da World Universities Network (WUN). O Fundo de Desenvolvimento de Pesquisa (RDF é a sigla em inglês) da WUN destinará às 18 iniciativas selecionadas em 2020 cerca de 180 mil libras (1,2 milhão de reais), no total. A edição atual tem foco na ideia de recuperação sustentável.

O projeto Leveraging digital healthcare experiences for post-pandemic non-communicable disease research – a multidisciplinary network engaging Brazil, Ghana and the UK foi proposto pela UFMG, que lidera a iniciativa e tem como parceiras a University of Southampton (Reino Unido) e a University of Ghana. Destinado à criação e ao aprimoramento de alternativas de atendimento de saúde a distância com base em recursos como os de inteligência artificial – a ênfase é em doenças não transmissíveis no pós-pandemia –, o projeto vai receber 10 mil libras (perto de 70 mil reais) do RDF.

Antônio Ribeiro: acesso em diferentes condições
Antônio Ribeiro: acesso em diferentes condiçõesAcervo pessoal

Coordenador da iniciativa, o professor Antônio Luiz Pinho Ribeiro, da Faculdade de Medicina e do Hospital das Clínicas da UFMG, informa que se trata de desdobramento de parceria de mais de seis anos com pesquisadores de Southampton, que já promoveu intercâmbios, missões, seminários, entre outras atividades. “Nosso objetivo é melhorar a qualidade e o acesso à saúde digital, em diferentes condições”, informa Ribeiro, acrescentando que a iniciativa une a Faculdade de Medicina, o HC, a Faculdade de Letras e o Departamento de Ciência da Computação.

O projeto Impact of the covid-19 pandemic on adolescents’ sexual and reproductive health in low and middle-income countries é liderado pela University of Alberta, no Canadá, e reúne ainda a University of Sheffield e, mais uma vez, a University of Ghana. O objetivo é investigar os efeitos da pandemia no acesso de adolescentes aos serviços de saúde reprodutiva e sexual e a efetividade das intervenções destinadas a esse público, em países de renda baixa e média. De acordo com a professora Kênia Lara da Silva, da Escola de Enfermagem, que coordena o projeto na UFMG, o assunto é pouco estudado em todo o mundo.

Kênia Lara:
Kênia Lara: metodologia e éticaSomos UFMG

Ela lembra que a pandemia provoca sérios agravos contra grupos vulneráveis. Condições como a pobreza e o acesso precário aos cuidados com a saúde – e os consequentes altos índices de certas condições sanitárias – conduzem a situações ainda piores com o advento de uma crise como a da covid-19. Pesquisadores de países de diferentes regiões estarão dedicados a uma ampla revisão de literatura, encontros on-line para discutir impactos da covid-19 sobre os adolescentes e um webinário para estudantes de pós-graduação a respeito de questões metodológicas e éticas da pesquisa sobre a saúde reprodutiva e sexual dos adolescentes e os direitos desse grupo no contexto de pandemia.

Cooperação
A UFMG é a única instituição brasileira a integrar a World Universities Network. De acordo com a reitora Sandra Goulart Almeida, esta é uma das mais promissoras redes internacionais de universidades, e suas prioridades – pesquisa, direitos humanos, sustentabilidade, por exemplo – estão em consonância com as da UFMG. “As ações da WUN durante a atual crise sanitária e social endossam nossa visão de que só a solidariedade e a cooperação entre pessoas, instituições e países podem fazer frente à pandemia e seus efeitos”, diz a reitora, que compõe hoje o Conselho Diretor da WUN.

Cada universidade pode enviar até duas propostas que tenham como pesquisador-líder um professor de seus quadros. A Diretoria de Relações Internacionais (DRI) recebeu este ano 11 propostas, de todos os colégios do conhecimento. Depois de fusões de projetos e remanejamento de pesquisadores, restaram quatro, e o Comitê de Internacionalização da DRI escolheu as duas propostas mais aderentes ao edital da WUN. A UFMG recebe recursos do RDF pelo terceiro ano consecutivo.

O diretor de Relações Internacionais da UFMG, professor Aziz Tuffi Saliba, destaca que o resultado da seleção em 2020 consagra mais uma vez a parceria “de altíssimo nível” em pesquisas interdisciplinares com a Universidade de Southampton. Também, segundo ele, mostram que a UFMG amplia seu alcance na África anglófona, o que está representado pela presença da Universidade de Gana nas equipes dos dois projetos. “É muito importante que apresentemos propostas sempre, porque a participação nesses projetos de colaboração garante novos recursos e visibilidade para o trabalho desenvolvido na Universidade, o que, por sua vez, resulta em novas parcerias relevantes”, afirma.

Os 18 projetos de pesquisa contemplados na chamada deste ano juntam-se a outros 73 empreendimentos interdisciplinares apoiados nas onze primeiras edições, com investimento de mais de 2,2 milhões de libras (quase 15 milhões de reais). A WUN incentiva projetos que atacam questões de alcance global, em que as universidades integrantes da rede possam trabalhar em conjunto para obter resultados muito relevantes.

Formada por 23 universidades de 15 países e seis continentes, a World Universities Network lança mão da combinação da capacidade intelectual e dos recursos de seus membros para criar oportunidades de pesquisa internacional e ensino de pós-graduação. Segundo texto em seu site, a WUN “trabalha em conjunto com governos, organizações globais e a indústria para ampliar ambições e formar uma nova geração de líderes”.

Itamar Rigueira Jr.

Tese questiona centralidade da Presidência na distribuição de recursos

O pesquisador Fernando Meirelles
O pesquisador Fernando Meireles Foto: acervo pessoal

O que presidentes da República precisam fazer para conseguir governar no Brasil? A visão dominante dos estudos da Ciência Política sustenta que as decisões sobre a distribuição de recursos nos governos estão centralizadas na Presidência. No entanto, o pesquisador Fernando Meireles, autor da tese A política distributiva da coalizão, argumenta que, ao oferecer ministérios aos partidos políticos em troca de apoio no Parlamento, presidentes compartilham a gestão desses recursos com as coligações.

A tese foi defendida no Programa de Pós-graduação em Ciência Política da UFMG, sob orientação do professor Carlos Ranulfo. O trabalho recebeu menção honrosa na edição 2020 do Prêmio Capes de Tese, promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, e foi vencedor do Grande Prêmio UFMG de Teses 2020, na área de Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes.

Fernando Meireles conta mais detalhes da pesquisa no episódio 45 do programa Aqui tem Ciência, da Rádio UFMG Educativa.

Raio-x da pesquisa

Título original:  A política distributiva da coalizão
O que é: Tese de doutorado que investiga a influência dos partidos políticos nos investimentos dos ministérios no presidencialismo de coalizão.
Nome do pesquisador: Fernando Meireles
Ano da defesa: 2019
Programa de Pós-graduação: Ciência Política
Orientador: Carlos Ranulfo
Financiamento: Capes

Leia aqui a pesquisa completa

O episódio 45 do programa Aqui tem ciência tem produção e apresentação de Alessandra Ribeiro e trabalhos técnicos de Breno Rodrigues.

O programa é uma pílula radiofônica sobre estudos da UFMG e busca abranger todas as áreas do conhecimento. A cada semana, a equipe da Rádio UFMG Educativa apresenta os resultados do trabalho de um pesquisador da Universidade.

Aqui tem ciência fica disponível em aplicativos de podcast como o Spotify e vai ao ar na frequência 104,5 FM, às segundas, às 11h, com reprises às quartas, às 14h30, e às sextas, às 20h.

 

UFMG põe ultrafreezers à disposição da PBH

 Ultrafreezer instalado em laboratório da UFMG:

Ultrafreezer instalado em laboratório da UFMG: demanda interna pelos equipamentos será reorganizada para atender a Prefeitura em caso de necessidadeReprodução | TV UFMG

A reitora Sandra Regina Goulart Almeida reuniu-se com o prefeito Alexandre Kalil na semana passada e pôs à disposição do município 15 equipamentos conhecidos como ultrafreezers, instalados em seus laboratórios de pesquisa em diferentes unidades. Eles destinam-se à estocagem de vacinas e medicamentos a temperaturas inferiores a 70 graus negativos e serão utilizados pela PBH em caso de aquisição de vacinas contra a covid-19 que demandem temperaturas nesse patamar para armazenamento e conservação.

“A UFMG reitera o seu compromisso, manifestado desde o início da pandemia, de atuar em conjunto com as autoridades competentes no enfrentamento ao coronavírus, de modo a apoiar ações emergenciais de vacinação contra a covid-19, o que evidencia a solidariedade de toda a sua comunidade científica”, afirma a reitora.

Ainda não é possível precisar o número de ultrafreezers que serão cedidos temporariamente à PBH, uma vez que a aquisição das vacinas está em processo de definição. Cada equipamento tem capacidade para estocar cerca de 80 mil doses de vacinas. A quantidade de equipamentos disponíveis será informada pela Pró-reitoria de Pesquisa após planejamento e rearranjo logístico entre os laboratórios da Universidade. O objetivo é reorganizar a demanda e a utilização desses equipamentos entre eles assim que a Universidade for informada pelas autoridades sanitárias sobre a compra das vacinas e a real necessidade de armazenamento nos ultrafreezers.

Testagem
Entre as ações desenvolvidas pela UFMG ou com o seu apoio desde a emergência da pandemia, em março deste ano, está a realização de cerca de um terço de todos os testes PCR processados em Minas Gerais, por meio da rede Coolabs Covid-19, que faz parte do Programa Cooperativa de Laboratórios da UFMG, criado para sistematizar o atendimento às demandas da sociedade.

O projeto Coolabs Covid-19 foi estruturado com base no consórcio de sete laboratórios da Universidade criado no início da pandemia para apoiar o governo de Minas Gerais e conta com apoio financeiro da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. A iniciativa aumentou substancialmente a disponibilidade e o acesso a exames moleculares para dar suporte laboratorial à detecção da covid-19.

Em conjunto, os laboratórios realizam, em média, cerca 800 testes diários e têm capacidade para até dois mil testes por dia, o que já ocorreu em períodos de picos de testagens no estado. Do início de março até esta segunda-feira, 14 de dezembro, os laboratórios que compõem a rede já processaram 93.167 testes de diagnóstico (do tipo RT-PCR) para a covid-19.

O programa CooLabs foi agraciado, nos últimos meses, com dois prêmios: em novembro, foi considerado a melhor iniciativa destinada ao combate à pandemia do novo coronavírus pelo Confies, entidade que congrega as fundações de apoio a instituições de pesquisa e, em outubro, recebeu o Prêmio José Costa, iniciativa do jornal Diário do Comércio e da Fundação Dom Cabral.

No momento, há quase duas centenas de pesquisas relacionadas à covid-19 em andamento na UFMG, entre elas as que buscam o desenvolvimento de uma vacina brasileira e os ensaios clínicos de outras duas.

Com Assessoria de Imprensa da UFMG