UFMG integra rede para enfrentar incêndios florestais em Minas Gerais

Frente prevê investimento de R$ 440 milhões no combate aos incêndios 

 

Plano visa à atuação integrada de órgãos, entidades e sociedade civil | Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

Plano visa à atuação integrada de órgãos, entidades e sociedade civil | Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

A UFMG integra o Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais, que foi lançado pelo Governo de Minas Gerais na segunda-feira, dia 8 de junho, na Cidade Administrativa, bairro Serra Verde, em Belo Horizonte. A cerimônia, que reuniu autoridades e parceiros, contou com a presença do pró-reitor de Extensão da UFMG, Glaucinei Rodrigues Corrêa, que representou o reitor, Alessandro Fernandes Moreira.

Com vigência de cinco anos, o plano, coordenado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), vai orientar as ações de prevenção, preparação e resposta aos incêndios, além de estabelecer diretrizes para a atuação integrada em todo o território mineiro.

Até 2031, estão previstos investimentos de R$ 440 milhões para essas ações e para o enfrentamento das mudanças climáticas, em colaboração com academia, órgãos públicos, municípios e entidades.

Expertise em campo

O pró-reitor Glaucinei e a professora Claudia Mayorga com o coronel Thiago Lacerda Duarte (CBMMG), coordenador geral do plano | Foto: Proex UFMG

O pró-reitor Glaucinei e a professora Claudia Mayorga com o coronel Thiago Lacerda Duarte (CBMMG), coordenador geral do plano | Foto: Proex UFMG

A UFMG participou da construção do plano por meio do Observatório do Fogo e Mudanças Climáticas, do Programa de Formação em Desastres, Fogo, Clima e Território e dos Laboratórios Territoriais do Fogo.

Essas três grandes iniciativas vão reunir atividades inter e transdisciplinares de pesquisa, extensão e divulgação científica voltadas para temas como clima, manejo integrado do fogo, saúde, populações e comunidades tradicionais.

A professora do Departamento de Psicologia da Fafich, Claudia Mayorga, que colaborou para o plano e atua como brigadista florestal voluntária, destaca a importância da iniciativa. “Um problema da magnitude dos incêndios florestais não pode ser enfrentado pela atuação de um único ator ou de uma única instituição. Pelo contrário, exige a participação articulada dos órgãos responsáveis pelas políticas públicas de saúde, educação e meio ambiente, além da sociedade civil organizada, como as brigadas voluntárias”, afirma.

Para o pró-reitor de Extensão da UFMG, Glaucinei Rodrigues Corrêa, a contribuição da Universidade reforça o compromisso da instituição com a construção de políticas baseadas no conhecimento científico, na participação social e na responsabilidade ambiental.

Segundo ele, “a extensão universitária tem papel fundamental nesse processo ao promover o diálogo entre a produção acadêmica e os saberes das comunidades, contribuindo para estratégias mais eficazes de prevenção e enfrentamento dos incêndios florestais”.