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Boaventura: investigações no campo da sociologia do direito. Foto: Gustavo Lopes Pereira/Fundação Gonçalo da Silveira.
POR EWERTON MARTINS RIBEIRO

 

Epistemologias do Sul e descolonização da universidade dão o tom de conferência de Boaventura de Sousa Santos no ciclo UFMG, 90 – desafios contemporâneos*

 

Na terça-feira da próxima semana, dia 25, o campus Pampulha abriga nova conferência do ciclo UFMG, 90 – desafios contemporâneos, que comemora as nove décadas de fundação da Universidade. A partir das 14h, o auditório nobre do Centro de Atividades Didáticas 1 (CAD 1) vai receber o intelectual português Boaventura de Sousa Santos para a conferência As epistemologias do Sul e a descolonização da universidade. Em suas pesquisas, ele aborda temas como globalização, interculturalidade, democracia participativa, movimentos sociais e direitos humanos.

Em aula magna ministrada no Centro de Estudos Sociais (CES), do qual é diretor na Universidade de Coimbra, Boaventura explicou que “epistemologias do Sul são um conjunto de procedimentos que visam reconhecer e validar o conhecimento produzido ou reproduzido por aqueles que têm sofrido sistematicamente as injustiças provocadas pelo capitalismo, colonialismo e patriarcado”.

Na comunicação, Boaventura abordou a atuação conjunta e relacionada desses três mecanismos de opressão. Para ele, “uma luta anticolonial que não é anticapitalista [e antipatriarcal] faz pouco sentido”, assim como “uma luta antipatriarcal que não é anticapitalista e anticolonial também não faz muito sentido”.

Também coordenador científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa (OPJ), o professor de Coimbra chama de “epistemologias do sul” o conhecimento específico produzido na perspectiva de grupos historicamente oprimidos por essas três grandes fontes de opressão – “que não são as únicas, mas que são, de todo modo, talvez as mais importantes”.

As investigações mais recentes de Boaventura de Sousa Santos contemplam recortes nos campos da sociologia do direito, da filosofia do direito e da sociologia política, entre outros. Após sua conferência na UFMG, o pesquisador se envolverá com outras atividades no Brasil. No dia 27, por exemplo, ele ministrará a aula inaugural do curso de jornalismo da PUC Minas, intitulada Democracia em tempos incertos.

*Reportagem originalmente publicada em 17 de abril de 2017 na edição nº 1973 – ano 43 do Boletim UFMG.

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