Exposição de acervo reafirma vocação da UFMG para valorização da arte, afirmam artistas e dirigentes na noite de abertura
Abertura exposição Olhar revisitado: reencontros e novas afetividades. Foto: Foca Lisboa/ UFMG
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Artistas cujas obras compõem o acervo da UFMG e dirigentes da Universidade enfatizaram a importância de valorizar a arte e a cultura em momentos de crise e lembraram o papel importante da instituição, ao longo da sua história, no cenário da arte brasileira, durante o evento de abertura da exposição Olhar revisitado: reencontros e novas afetividades, na noite de ontem. A mostra, que reúne 32 obras – pinturas, esculturas, fotografias e desenhos – está montada no hall do prédio da Reitoria, no campus Pampulha.

“Parte da longa história da UFMG é contada por essa exposição, que representa o reencontro de diferentes gerações”, afirmou a vice-reitora Sandra Goulart Almeida, ressaltando a força da ideia de “novas afetividades”. “Afetar é levar a ações, o que é fundamental em momentos mais difíceis.”

Sandra Almeida destacou a cultura como eixo importante para a construção de conhecimento, exaltou o acervo artístico da UFMG – “foram presentes que recebemos ao longo do tempo” – e disse esperar que a iniciativa traga “novas reflexões e formas de ação” para a comunidade acadêmica.

A diretora de Ação Cultural, Leda Martins, afirmou que a arte “atiça a criatividade e estimula realizações” e que confia que iniciativas de exposição do acervo sirvam de “base para políticas que promovam o respeito e a visibilidade desse patrimônio”. Ela anunciou que nova exposição de obras do acervo será inaugurada em setembro.

O evento contou com a presença de artistas que têm obras escolhidas para a mostra, como Helio Siqueira, Yara Tupinambá, Jarbas Juarez, Andréa Lana, Leandro Gabriel, Luis Alberto Nemer, Carlos Wolney e Paulo Miranda, entre outros.

Aproximação afetiva

Os curadores da exposição, Rodrigo Vivas e Fabricio Fernandino, ambos professores da Escola de Belas Artes, falaram brevemente sobre o projeto. Vivas disse que a intenção é “reativar o acervo a partir de uma aproximação afetiva”. Fabrício chamou a atenção para o diálogo entre obras de épocas diferentes – peças contemporâneas de artistas integrantes e não integrantes do acervo foram incorporadas à mostra.

 

O artista Carlos Wolney lembrou que a UFMG sempre deu grande espaço à arte. “A Universidade promoveu, décadas atrás, salões que revelaram nomes hoje consagrados, como Jarbas Juarez, Yara Tupinambá e Álvaro Apocalypse. O cuidado com o acervo consolida esse trabalho de tanto tempo”, disse.

“Os salões universitários estiveram entre as ações mais instigantes para a arte brasileira. Além disso, a UFMG sempre valorizou a arte como categoria acadêmica e científica e como objeto de especulação de alta especialização”, reforçou Luiz Alberto Nemer. Ele salientou que a exposição tem a qualidade especial de revelar também a produção contemporânea de artistas que integram o acervo da Universidade.

Luiz Alberto Nemer. Foto: Foca Lisboa/ UFMG

Luiz Alberto Nemer. Foto: Foca Lisboa/ UFMG

A exposição Olhar revisitado: reencontros e novas afetividades pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, até 16 de agosto.

Leia mais sobre a exposição e o trabalho desenvolvido com o acervo artístico da UFMG em reportagem do Boletim UFMG.

Abertura exposição Olhar revisitado: reencontros e novas afetividades. Foto: Foca Lisboa/ UFMG

Foto: Foca Lisboa/ UFMG

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