
Dia 25 de junho de 2026, Adriana Fernandes Carajá, doutoranda em Antropologia Social- PPGAN/FAFICH/UFMG, participou da cerimônia de encerramento dos France Alumni Days 2026, realizada na Embaixada da França, em Brasília, ocasião em que foi contemplada com o Prêmio FLE Alumni, reconhecimento concedido a ex-alunos(as) do ensino superior francês cujas trajetórias acadêmicas e profissionais se destacam pela contribuição à sociedade e ao fortalecimento da cooperação acadêmica e científica entre Brasil e França.
A cerimônia reuniu representantes da Embaixada da França, do Campus France Brasil, da rede France Alumni e da CAPES, tendo como tema “Talents scientifiques au service de l’environnement“. A premiação foi entregue pela professora Denise Pires de Carvalho, presidenta da CAPES.
Adriana realizou, entre 2023 e 2024, mobilidade acadêmica na Université Paris 8, por meio do Programa Guatá, uma iniciativa conjunta da CAPES e da Embaixada da França no Brasil que financia a mobilidade acadêmica internacional de doutorandos indígenas brasileiros em universidades francesas. O reconhecimento evidencia os resultados das ações de internacionalização da UFMG e das parcerias construídas com instituições francesas, fortalecendo a inserção internacional da Universidade e de seus pesquisadores, menciona Adriana.
A doutoranda agradeceu à Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da UFMG pelo apoio oferecido ao longo de todo esse percurso e pontuou que foi por intermédio da DRI que soube do edital do Programa Guatá, além de participar do curso intensivo de língua francesa promovido pela universidade, decisivo na preparação para sua mobilidade acadêmica.
A estudante também mencionou que a presença de pesquisadores indígenas fortalece a internacionalização ao promover a circulação de diferentes epistemologias, experiências e formas de compreender e produzir conhecimento, reafirmando o papel da universidade pública comprometida a diversidade e o diálogo entre diferentes conhecimentos.
“Minha trajetória acadêmica na UFMG foi construída a partir de políticas públicas comprometidas com a democratização da educação superior. Ingressei no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAN/UFMG) por meio das ações afirmativas e, posteriormente, fui contemplada com uma bolsa de doutorado da CAPES, cujo apoio foi fundamental para a continuidade da pesquisa”, contou Adriana.
Adriana finaliza dizendo que espera que sua experiência contribua para incentivar outras estudantes, especialmente indígenas, a participarem de programas de mobilidade acadêmica.
