Aconteceu, dia 03 de agosto, o workshop “Pronunciation issues for lusophone ESL learners”, promovido pelo Núcleo de Auto-Instrução em Língua Inglesa (NAILI), com apoio do Setor de Proficiência Linguística da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da UFMG, e ministrado pela professora Roxanne Covelo da Faculdade de Letras /UFMG.

Na ocasião, a professora Mara Guimarães, coordenadora do NAILI, apresentou o projeto que faz parte de uma série de workshops oferecidos pelo NAILI, como forma de promover a ampliação dos conhecimentos da comunidade acadêmica em relação à língua inglesa, além da  internacionalização na universidade.

Em seguida, a professora Roxanne Covelo apresentou os principais desafios na pronúncia de falantes de português que estão aprendendo inglês como língua adicional. Primeiramente, abordou o porquê da incompatibilidade entre a ortografia e a pronúncia das palavras. Explicou que a origem e a composição da língua inglesa tiveram uma grande variedade de fontes, como o francês e o alemão. Além disso, a ortografia foi consolidada no século XVI  e não houve uma reforma ortográfica, como no português, enquanto que a pronúncia teve grandes mudanças ao longo dos tempos. Há também a questão do alfabeto importado do latim, constituído por um pequeno número de letras, para expressar uma grande quantidade de sons que não há nesse alfabeto.

Outro desafio da língua inglesa são suas vogais. Uma mesma vogal pode expressar vários sons diferentes, havendo mais sons vocálicos do que no português. Além disso, há o fenômeno de “redução de vogal”, pois o ritmo do inglês é realizado pela marcação tônica em determinadas palavras na sentença, enquanto que o som das vogais nas palavras átonas é reduzido. Já o português é silábico e de velocidade contínua.

Roxanne mencionou também o som das consoantes, que muitas vezes estão agrupadas e no término das palavras, em que os brasileiros acrescentam um som vocálico extra, formando uma sílaba onde não há, ocasionando erro de pronúncia e consequentemente má compreensão. A dica nesse caso seria pronunciar o término das palavras mais rapidamente.

Para finalizar, pontuou questões relacionadas à entonação e sugestões para desenvolver as habilidades da língua inglesa, que atualmente são facilitadas por meio do acesso à internet, permitindo observar e praticar a pronúncia correta das palavras. Além disso, ressaltou que falar devagar, prestando atenção na articulação de cada palavra, ajuda na percepção dos sons.

Lembramos que para saber mais sobre as programações do Setor de Proficiência da DRI, e seus parceiros, com objetivo de promover a internacionalização na universidade são divulgados no website da DRI/UFMG.

Confira este workshop na íntegra, AQUI.