UFMG vai reconhecer detentores de conhecimentos tradicionais com o título de Notório Saber

UFMG vai reconhecer detentores de conhecimentos tradicionais com o título de Notório Saber

 A UFMG vai reconhecer detentores de conhecimentos tradicionais com o título de Notório Saber. A concessão dos títulos foi regulamentada recentemente pelo Conselho Universitário e equivale ao grau de doutor.
O processo teve início em 2016, a partir de comissão presidida pela profa. Leda Martins, então diretora de Ação Cultural. A conquista consolida anos de protagonismo da UFMG na colaboração com mestres de saberes tradicionais.
Um exemplo é o Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha, que, desde 2009, promove a homenagem aos mestres artesãos do Vale, e registram suas vidas e obras em diferentes projetos.
Mas não faltam exemplos inclusivos nas mais diferentes instâncias da universidade: festivais, seminários, disciplinas e eventos têm como protagonistas os mestres e mestras que representam a diversidade dos conhecimentos vindos de tradições indígenas, afro-brasileiras, quilombolas e outras culturas populares.

Na foto, congadeiros saem em cortejo no campus Pampulha durante o 46º Festival de Inverno UFMG.

Imagem: Foca Lisboa

Campus Cultural UFMG em Tiradentes lança newsletter

Campus Cultural UFMG em Tiradentes lança newsletter

E-mail reúne as principais notícias do Campus; saiba como se inscrever

 

O Campus Cultural UFMG em Tiradentes lançou uma newsletter mensal, reunindo as principais ações realizadas pelo Campus, bem como as novidades publicadas em seus canais nas redes sociais. Ao assinar o conteúdo, o usuário fica por dentro das atividades remotas do Campus Cultural UFMG em Tiradentes durante esse período de isolamento social.
Na edição de julho, é possível conferir a exposição virtual dos quadros da Ópera Tiradentes, as ações da 18ª Semana de Museus e outros destaques da programação online do campus.

Para receber a newsletter gratuitamente, basta acessar clicando aqui. E, para garantir que os e-mails cheguem à sua caixa de entrada, adicione aos seus contatos este endereço: comunicacaoufmgtiradentes@gmail.com.

 

Newsletter dos Meses de Abril, Maio e Junho

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Exposição virtual faz passeio pelas telas da Ópera Tiradentes no Conservatório UFMG

Exposição virtual faz passeio pelas telas da Ópera Tiradentes no Conservatório UFMG

Conjunto de obras instaladas no Conservatório UFMG ganha destaque em mostra comemorativa ao 21 de abril e aos 300 anos de Minas Gerais A Diretoria de Ação Cultural da UFMG (DAC) disponibilizou, em seu canal no YouTube (www.youtube.com/culturaufmg), uma exposição virtual que explora as 14 telas da Ópera
Tiradentes, instaladas desde 1926 na Sala de Recitais do Conservatório UFMG. A iniciativa é uma ação conjunta entre o Conservatório, o Campus Cultural UFMG em Tiradentes e o Acervo Artístico UFMG, geridos pela DAC. Os quadros foram encomendados aos pintores Antônio e Dakir Parreiras na época da inauguração do edifício, e retratam cenas inspiradas na ópera do violinista e compositor Manoel Joaquim de Macedo Júnior (1845-1925). O manuscrito da ópera, preservado na Biblioteca da Escola de Música da UFMG, contém 1192 páginas e narra a história sobre a Inconfidência Mineira, ocorrida entre os anos de 1789 a 1792. Além de permitir o acesso ao conjunto de obras durante esse período de quarentena, o vídeo traz informações sobre as cenas da trama, que acontece em quatro atos: A Aspiração, A Conspiração, A traição e Julgamento e Patíbulo. A exposição revela detalhes sobre as obras, cruzando as imagens com as histórias do libreto e da Inconfidência. O trabalho de pesquisa e elaboração da mostra foi conduzido pela coordenadora do Acervo Artístico UFMG, Ana Panisset, a coordenadora do Campus Cultural UFMG em Tiradentes, Verona Segantini, o diretor do Conservatório UFMG, Fernando Rocha, e a servidora do Conservatório UFMG, Letícia Miranda. História Criado em 1925, o Conservatório Mineiro de Música (atual Conservatório UFMG) foi instalado em 1926 no prédio da avenida Afonso Pena, 1534. Neste contexto, encomendou-se ao artista Antônio Parreiras (1860/1937) uma pintura para decoração do auditório. Com a colaboração de seu filho, Dakir Parreiras (1894/1967), ele executou o conjunto de obras que conhecemos hoje: 13 telas instaladas nas paredes laterais e um painel principal, instalado no palco.
Originalmente, as telas eram fixadas à parede com a técnica de marrouflage, sendo removidas em 1965, com a reforma do prédio do Conservatório. Permaneceram guardadas e enroladas na então Prefeitura da UFMG até o final da década de 70. Sob a orientação do restaurador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Geraldo Francisco Xavier Filho, professores da Escola de Belas Artes da UFMG (EBA) iniciaram o processo de recuperação das pinturas. As obras receberam reentelamento à cera, chassi e moldura e foram novamente expostas na Escola de Música, em 1978. Esse processo de restauração repercutiu na constituição do Curso de Especialização em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis e, posteriormente, na criação do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Cecor/EBA), pela professora Beatriz Coelho. As obras retornaram ao Cecor 21 anos depois e o novo trabalho de restauração foi coordenado pela professora Anamaria Neves, envolvendo alunos do XIII Curso de Especialização em Conservação e Restauração da EBA. Em 2009, o conjunto foi registrado pelo projeto “Inventário do Acervo Artístico de Bens Móveis da UFMG” coordenado pelo professor Fabrício Fernandino e pela conservadora-restauradora Moema Nascimento Queiroz.
A ópera Boa parte do que se sabe sobre a Ópera Tiradentes foi levantada pela pesquisadora e professora da Escola de Música da UFMG, Patrícia Valadão. Em seus estudos, ela aponta que a composição de Manoel Joaquim de Macedo foi inspirada no libreto intitulado Tiradentes – Ópera Lyrica em Quatro Atos, do escritor e político Antônio Augusto de Lima (1859-1934). Em 1897, o poeta concluiu o libreto e doou uma cópia para o Arquivo Público Mineiro, do qual foi diretor, sendo também publicada na Revista do Arquivo.  A versão para canto e piano da ópera foi concluída por volta de 1908. Com o desejo de orquestra-lá, Macedo partiu para a Europa em 1909, onde participou da Exposição Universal de Bruxelas e de um concerto em benefício das vítimas das inundações de Paris. Porém, devido a 1ª Guerra Mundial, a falta de recursos e a saúde do musicista, a ópera não pode ser apresentada em sua totalidade e Macedo voltou para o Brasil em 1922. A última
tentativa de apresentação da obra completa ainda em vida, se deu com a proposta de financiamento do então presidente Arthur Bernardes, o que acabou não se efetivando em virtude das condições de saúde do autor.
Em 1926, a viúva de Macedo doou o manuscrito ao Estado como forma de homenagear o compositor. No mesmo ano, trechos da obra foram executados pela Sociedade de Concertos Sinfônicos de Belo Horizonte, sob a regência de Francisco Nunes. No ano seguinte, o manuscrito foi temporariamente emprestado à Rádio Inconfidência para execução em seus programas.
Posteriormente, o manuscrito foi transferido para o Conservatório Mineiro de Música e uma cópia feita na década de 1950. Mas foi apenas em 1986 que o manuscrito foi reencontrado pela então diretora da Escola de Música da UFMG, Sandra Loureiro Reis. A ópera foi montada parcialmente em 1992, para a comemoração dos 200 anos de morte de Tiradentes. Desde então, foi reapresentada em diversos eventos na UFMG.

link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=EpX_-GLWcNk
Divulgação Exposição virtual - Sala de Recitais - Conservatório. Foto Foca Lisboa

Museu Casa Padre Toledo está com agendamento aberto para visitas escolares

Museu Casa Padre Toledo está com agendamento aberto para visitas escolares

O Museu Casa Padre Toledo que integra o Campus Cultural UFMG, em Tiradentes, está de portas abertas para receber a visita dos alunos da sua Escola. Instalado em uma das mais belas edificações coloniais da cidade, o museu foi também a casa de um dos personagens mais emblemáticos da Inconfidência Mineira, o Padre Carlos Correia de Toledo e Melo. Com exposições de longa e curta duração, nosso espaço revive a história da Inconfidência Mineira com muita didática e dinamização, aproximando os visitantes dessa sociedade colonial e histórica.
Traga seus alunos para uma visita ao Museu realizando um agendamento prévio online, por meio do formulário de inscrição de fácil preenchimento no qual é possível escolher data e horário ideais.
link para inscrição: https://forms.gle/Gr4U4BWiGLKZQkx96
Vem pro Museu!!!

Campus Cultural UFMG em Tiradentes recebeu a primeira colônia de férias neste fim de semana

Campus Cultural UFMG em Tiradentes recebeu a primeira colônia de férias neste fim de semana

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Nos dias 1 e 2 de fevereiro, o Museu Casa Padre Toledo sediou a primeira colônia de férias realizada pelo Campus Cultural UFMG em Tiradentes em parceria com o Programa de Educação Tutorial (PET) – Educação Física e Lazer da Escola da Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO). O evento, que há  dez anos marca presença no campus Pampulha da UFMG em Belo Horizonte, chegou, após 18 edições, à cidade de Tiradentes. 

Com uma programação extensa, gratuita e diferenciada, a colônia de férias trouxe aos tiradentinos atividades como arco e flecha, mini-tênis, pintura, caça ao tesouro, oficinas recreativas e jogos diversos. “Por ser o último dia de férias, já estávamos sem opções para levar as crianças, e a colônia caiu feito uma luva. Aqui tem muitas atividades que não vemos em outros espaços recreativos, que estimulam a parte criativa e lúdica dos pequenos”, conta a arquiteta Ananda Lua Machado, que levou as filhas para aproveitar o domingo.

Segundo o professor responsável pelo projeto, Luciano Pereira Silva, a colônia de férias tem como principais objetivos, oferecer atividades de lazer diversificadas e de qualidade para toda a população e aproximar a comunidade da universidade, para que seus espaços sejam ocupados e apropriados pelo público. “A gente entende que o lazer, além de ser um direito social, é importante para a qualidade de vida e o desenvolvimento da sociabilidade. Esperamos que a comunidade possa continuar interagindo com cursos, eventos, atividades e os próprios espaços cedidos pela universidade”, conta o professor.

Com a presença de 51 inscritos no sábado e acesso livre para todos no domingo, a colônia de férias recebeu participantes de todas as idades. Uma delas foi  Geralda Aparecida Cirilo, de 70 anos. “Eu nunca tinha participado e até pensei que não poderia vir porque sou idosa, mas como meu amigo disse que não tinha limite de idade, resolvi vir e estou aproveitando muito. Ontem (sábado) até disse para os meninos que ri pelo ano inteiro; É a primeira vez que venho em eventos no Museu e pretendo voltar’’, conclui.

A monitoria das atividades é realizada pelos alunos de Educação Física da UFMG, que tem a oportunidade de exercer papéis do seu ramo profissional. Luciano conta que a cada edição são pensados cursos e estratégias de qualificação, que contribuem para o aprendizado e o desenvolvimento dos alunos para que vivenciem suas práticas profissionais futuras. O aluno Gustavo Haruki, que participou como monitor da turma de adultos, conta que esta foi a primeira vez que trabalhou com uma turma assim. “A gente tem que ter um ritmo diferente de trabalho, tem que respeitar muito mais o corpo deles e saber que eles têm uma história pra contar, que talvez é mais importante que a atividade propriamente dita. Está sendo uma grande experiência pra mim. A diversão dos adultos tem um outro perfil da diversão que trazemos para os mais novos, o que é ótimo porque aprendemos a respeitar muito mais a característica de quem estamos trabalhando”, afirma. 

Com um espaço aberto e dinâmico as turmas puderam, além das atividades recreativas, visitar o Museu e conhecer um pouco mais da Inconfidência Mineira e da história tiradentina. A técnica ambiental, Fabiola Resende Rodrigues, levou o sobrinho que estava de férias na cidade. Ontem (sábado), ele veio sozinho e gostou muito, participou de várias atividades e conheceu o Museu. Hoje (domingo), como foi aberto, viemos juntos com ele. Foi muito importante ter esse momento família”,  conta, reforçando que espera voltar em edições futuras.

A colônia de férias também gerou novos admiradores da cidade e da cultura local, como conta o monitor Gustavo. “A parte turística e cultural é uma coisa que engrandece muito essa colônia. Mesmo que a gente só tenha dois dias, por ser um projeto piloto, as crianças conseguem trazer pra gente um pouco da vivência do que é Tiradentes. Eles me mostraram partes da cidade que eu não conhecia”.