Campus Pampulha da UFMG já sediou a 2ª edição do Cbeu; ambas as edições se aproximam também pelas temáticas voltadas às melhorias das condições de vida da população

É impossível falar do Cbeu sem relembrar a história construída por outras edições desse evento. A cada dois anos, ele é promovido em alguma região do Brasil por Instituições de Ensino Superior (IES) do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex). A UFMG teve a oportunidade de sediá-lo em outra oportunidade: foi em setembro de 2004, quando o congresso estava no segundo ano de realização.

Além de ter a federal de Minas Gerais como palco, a 2ª e a 9ª edições se relacionam por meio de temáticas que destacam o papel da universidade pública na garantia e prevalência da dignidade humana, igualdade e justiça social. Em 2004, o congresso teve como tema “[Re]conhecer diferenças e construir resultados”. Em 2020, o eixo das discussões será “Redes para promover e defender os direitos humanos”.

2004

O 2º Congrext – nome à época do Cbeu – contou com a realização do 3º Encontro Nacional de Avaliação Institucional de Extensão Universitária e do 7º Encontro de Extensão da UFMG. Segundo levantamento da Fundação Universia, em 2004 o evento contou com cerca de 1500 congressistas, que destacaram a inclusão social como principal ponto de reflexão das exposições e debates. A fundação informa também que foram 130 instituições participantes e 649 trabalhos – sendo direitos humanos uma das principais áreas temáticas. Esses trabalhos estão reunidos nos anais do evento e podem ser consultados online. Parte das apresentações mereceu menção de destaque no catálogo [Re] conhecer diferenças, construir resultados, editado pela Unesco.

Em 2004, na mesa “Universidade e desenvolvimento social” Rosalina Batista (Londrina), Marcos Kisil (SP) e Luiz Sílveres (Brasília). Foto: Foca Lisboa/UFMG

Esta imagem acompanha reportagem à época do Portal da UFMG. A publicação destacou, dentre outras atividades, a mesa-redonda Universidade e desenvolvimento social, na qual a ex-trabalhadora rural Rosalina Batista dizia que a universidade é parceira dos movimentos sociais, na medida em estabelece relação de troca de conhecimentos. “Essa parceria deve ser estabelecida como o campo da prática de produção de conhecimento, em movimento de mão dupla, sem imposições”, afirmou.

2020

O Congresso Brasileiro de Extensão Universitária chega mais uma vez para fazer história. Ao eleger a promoção e defesa dos direitos humanos como proposição central, a 9ª edição desponta em um contexto de antigos e novos desafios para a universidade brasileira, a extensão universitária e a sociedade em geral. O 9º Cbeu vai debater, em parceria com segmentos sociais diversos, soluções para problemas estruturais do país nos diversos campos e áreas do conhecimento.

Além disso, como é de praxe em todas as edições, o congresso será um espaço de mobilização social e reflexões na busca de proposições para o quadro de crises, incertezas e impactos que assola a população brasileira, principalmente os grupos sociais mais vulneráveis e historicamente excluídos.

Gostou dessa notícia? Clique abaixo nas redes sociais e a compartilhe com seus amigos.