Frágil Memória da Pedra

Durante a 9ª Primavera de Museus, a exposição fotográfica “Frágil Memória da Pedra – a arte rupestre como herança indígena nos caminhos da Estrada Real”, de Cristiano Lima, estará aberta na Casa de Cultura UFMG, que integra o Campus Cultural UFMG em Tiradentes. O registro fotográfico de grafismos rupestres – desenhos, pinturas e gravuras – tem o intuito de conscientizar a população sobre a importância do patrimônio gráfico-arqueológico existente ao longo da Estrada Real tanto como patrimônio nacional e quanto memória indígena, tendo em vista que os grafismos rupestres são registros de uma organização mental, racional, cultural e estética, deixados propositalmente nas pedras pelos paleoíndios (ancestrais dos indígenas atuais). A exposição estará aberta para visitação até 11 de outubro.

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Foto: Jardel Santos

A Urna da Minha Aldeia

Até 11 de outubro, a exposição “A Urna da Minha Aldeia” estará no Museu Casa Padre Toledo, que integra o Campus Cultural UFMG em Tiradentes. Como parte da programação da 9ª Primavera de Museus, este projeto, coordenado pelos professores Cristiano Lima e Zandra Coelho de Miranda, pretende ser um manifesto pela diversidade cultural humana. A partir da pesquisa de elementos de culturas ceramistas antigas, alunos e professores do curso de Artes Aplicadas da UFSJ, além de ceramistas convidados, puderam confeccionar urnas de cerâmica que atualizam tradições milenares. A exposição dessas urnas contemporâneas propõe uma reflexão sobre os riscos da erosão cultural de comunidades ceramistas tradicionais.

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Foto: Jardel Santos

 

Instalação Sonora

Do dia 22 ao dia 27 de setembro, a instalação sonora “Memorial de passagem do canto indígena brasileiro”, do professor Marco Scarassatti (UFMG), esteve no Museu Casa Padre Toledo, como parte da programação da 9ª Primavera de Museus.

Nesta versão foram utilizados cantos das seguintes etnias atendidas no curso de Formação Intercultural de Educador Indígena (Fiei/Fae UFMG): Xakriabá, Pataxó, Maxakali, Pankararu e Guarani. Os ventos da memória sopram os cantos tradicionais das etnias indígenas brasileiras, que puderam ser vivenciada em vibração e ritmo dentro do Museu, que integra o Campus Cultural UFMG em Tiradentes.

O professor Marco Scarassatti possui doutorado em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas. Atualmente, é professor da UFMG e possui experiência na área de artes, com ênfase em música.

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Roda de Conversa

No dia 26 de setembro, dentro da programação da 9ª Primavera de Museus, aconteceu uma Roda de Conversa com a antropóloga Gláucia Buratto no Museu Casa Padre Toledo, que integra o Campus Cultural UFMG em Tiradentes.

A antropóloga Gláucia Buratto é pós-doutoranda em Linguística pela Universidade Federal de Minas Gerais, e realiza estudos sobre sistemas de crenças e imaginário antropológico, atuando sobre temas como cultura popular, representações sociais e mitologias indígenas. Gláucia participou da Oficina de Ilustração infantil que aconteceu na AMAT, dentro da Primavera de Museus.

Cena do Índio

Nos dias 25 e 26 de setembro, foi apresentada no Museu Casa Padre Toledo, a “Cena do índio”, como parte da programação da 9ª Primavera de Museus. A atriz Andreia Duarte e a diretora Juliana Pautilla apresentaram o processo cênico de criação de um espetáculo sobre a questão indígena no Brasil, na linguagem do teatro físico. A corporalidade do texto vem sendo construída por referências às gestualidades do índio, do político, do colonizador e, entre outros, da presença real da própria atriz que busca documentar em seu corpo as percepções do vivido com muita ironia.

Juliana Pautilla é artista cênica, educadora e pesquisadora. Mestre em Artes pela UFMG, especialista em Sistema Laban/Bartenieff na Faculdade Angel Vianna (2013-2015). Desde 2014, é coordenadora Artística de Teatro do Programa Valores de Minas/Plug Minas. Foi duas vezes indicada como melhor diretora no prêmio Sinparc (2013/2015).

Andreia Duarte é atriz, pesquisadora, mestre em Teatro pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da EBA-UFMG, e possui uma experiência de quinze anos junto aos Kamayura. Como atriz, já se apresentou no I Festival de Performance BH, com a performance As carnes mais baratas do mercado; no grupo Teatro da Figura, os espetáculos Ode Marítima, Mais Alto que a Lua, entre outros. Andrei também participou da Primavera de Museus ministrando um curso de formação para professores sobre a cultura indígena e participando da contação de histórias na Escola Municipal Profª Alice Lima Barbosa e no Museu Casa Padre Toledo, que integra o Campus Cultural UFMG em Tiradentes.

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Foto: Anna Karina Bartolomeu