Estudo avalia efeitos do uso da bengala em pessoas que sofreram derrame cerebral

Tema do programa ‘Aqui tem ciência’, da Rádio UFMG Educativa, tese foi premiada pela Capes

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Pesquisa analisou características das bengalas que contribuem para minimizar as dificuldades de locomoção  sabinevanerp I Pixabay

O acidente vascular encefálico (AVE), também conhecido como derrame cerebral, ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é subitamente interrompido. Se não for diagnosticado e revertido, o AVE pode causar danos graves – alguns até irreparáveis – no tecido cerebral. Uma das sequelas mais comuns é a dificuldade de andar, segundo o fisioterapeuta Patrick Roberto Avelino, autor de estudo que buscou avaliar efeitos do uso da bengala em indivíduos pós-AVE.

Desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-graduação em Ciências da Reabilitação da UFMG, a pesquisa de doutorado foi indicada, na edição 2021 do Prêmio Capes de Teses, como uma das melhores do Brasil na área de Educação Física. No episódio 104, do programa Aqui tem ciência, da Rádio UFMG Educativa, o fisioterapeuta explica as motivações, etapas e os resultados do estudo. O profissional desenvolveu, entre outros processos, um ensaio clínico com 50 pacientes crônicos pós-AVE, por meio do qual observou os impactos do uso da bengala na marcha e na inserção social dessas pessoas.

Raio-x da pesquisa

Tese: Efeitos da bengala na marcha de indivíduos pós-acidente vascular encefálico: da revisão sistemática da literatura ao primeiro ensaio clínico aleatorizado

O que é: pesquisa de doutorado que, com o objetivo de avaliar os efeitos do uso da bengala em indivíduos pós-AVE, revisou as publicações científicas sobre  o tema e traduziu e adaptou para o Brasil uma escala norte-americana que afere o modo como pessoas adultas percebem seu próprio nível de confiança em relação ao ato de andar em condições desafiadoras. O estudo também realizou um ensaio clínico com pacientes crônicos pós-AVE.

Pesquisador: Patrick Roberto Avelino

Programa de Pós-graduação: Ciências da Reabilitação

Orientadora: Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela

Coorientador: Lucas Rodrigues Nascimento

Ano da defesa: 2020

Financiamento: Capes, CNPq e Fapemig

O episódio 104 do programa Aqui tem ciência tem produção e apresentação de Tiago de Holanda. Os trabalhos técnicos são de Breno Rodrigues.

O programa é uma pílula radiofônica sobre estudos da UFMG e busca abranger todas as áreas do conhecimento. A cada semana, a equipe da Rádio UFMG Educativa apresenta os resultados do trabalho de um pesquisador da Universidade.

Aqui tem ciência fica disponível em aplicativos de podcast como o Spotify e vai ao ar na frequência 104,5 FM, às segundas, às 11h, com reprises às quartas, às 14h30, e às sextas, às 20h.

Publicado em: 31 de janeiro 2022