Caminhos de Fé e Arte: A Tradição dos Tapetes de Corpus Christi nas Cidades Históricas

Em Tiradentes, Museu Casa Padre Toledo e Campus Cultural UFMG se unem à comunidade para celebrar o patrimônio imaterial mineiro.

Por Diná Marques / Campus Cultural UFMG em Tiradentes

A confecção dos tapetes de Corpus Christi nas cidades históricas de Minas Gerais — como Ouro Preto, São João del-Rei, Mariana, Sabará e Tiradentes — é uma  tradição que se consolida como uma das ricas manifestações do patrimônio cultural imaterial no Brasil. A solenidade de Corpus Christi, que celebra o mistério da Eucaristia, é uma herança ibérica introduzida no Brasil no início do século XVIII, essa prática ao longo do tempo e até nossos dias configurou-se em um lugar de memória coletiva, identidade local e devoção popular.

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Os tapetes representam, assim, uma manifestação de fé e reverência onde a comunidade prepara o caminho por onde passará o Santíssimo Sacramento. A confecção dos tapetes mobiliza famílias, voluntários, pastorais, espaços públicos em um momento de ação comunitária e compartilhada. Não sem razão, a feitura dos tapetes é, também, uma manifestação indissociável do patrimônio histórico, artístico e cultural das cidades antigas em Minas Gerais. Historicamente, a tradição integrou-se ao cenário urbano do barroco e do rococó mineiros. Registros históricos associam a expansão dessas grandes festividades públicas — chamadas de “triunfos” — ao dinamismo das irmandades religiosas e à opulência do ciclo do ouro no século XVIII (como podemos ver no célebre Triunfo Eucarístico de Vila Rica em 1733)¹.

Confeção de Tapetes pela equipe do Campus Cultural UFMG

Confeção de Tapetes pela equipe do Campus Cultural UFMG

Ao ornamentar as ruas das cidades, os tapetes de Corpus Christi acionam a memória de longa duração de suas comunidades. Eles ligam o passado colonial, o presente das cidades históricas e são registros que preparam o caminho para manter esta prática no futuro. Um registro de passagem da procissão de Corpus Christi, na Rua Direita em Tiradentes na década de 1980, faz parte das fotos da exposição “Tiradentes Passado Presente” do Museu Casa Padre Toledo.

Esta exposição busca demonstrar como a cidade e a região é um território vivo de memórias e de culturas. Assim, o Museu busca rememorar as tradições e os saberes locais em seu papel de museu da cidade e para a cidade. O acesso ao Museu e à exposição é gratuito para todos os moradores de Tiradentes. Visitas orientadas podem ser agendadas aqui.

Em 2026 o Campus Cultural UFMG participou do movimento comunitário da cidade de Tiradentes para a confecção de tapetes. A proposta dos tapetes na frente do Museu e do Espaço Cultural Quatro Cantos usou elementos artísticos-religiosos presentes nos forros pintados do Museu Casa Padre Toledo e teve projeto realizado pelo artista Fabrício Fernandino.


¹ Este livro pode ser consultado no CeB (Centros de Estudos e Biblioteca) do Campus Cultural UFMG em Tiradentes, na Coleção Affonso Avila. Demais livros sobre o tema em nossa biblioteca:
  • ÁVILA, Affonso. Resíduos Seiscentistas em Minas: rextos do século do ouro e as projeções do mundo barroco. Belo Horizonte: Centro de Estudos Mineiros, 1967. 2v. 
  • BOSCHI, Caio César. Irmandades, religiosidade e sociabilidade. In: VILLALTA, Luiz Carlos; RESENDE, Maria Efigênia Lara de (orgs.). História de Minas Gerais. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. v.2.
  • SOUZA, Laura de Mello e. Desclassificados do ouro: a pobreza mineira no século XVIII. Rio de Janeiro: Graal, 1982.

Diálogos entre Arte e Território: Campus Cultural UFMG em Tiradentes apresenta programação especial em março

Luiz Nascimento

Luiz Nascimento

O Campus Cultural UFMG em Tiradentes prepara uma semana de intensa efervescência artística para o mês de março, integrando as atividades do 20º Festival de Verão da UFMG à atmosfera vibrante do 15º Festival de Fotografia de Tiradentes (Foto em Pauta). Realizada pela Pró-Reitoria de Cultura da UFMG (PROCULT), pelo Campus Cultural e pela Fundação Rodrigo Melo Franco de Andrade (FRMFA), a programação acontece entre os dias 10 e 18 de março de 2026, reafirmando o Museu Casa Padre Toledo como um espaço de convergência onde a pesquisa universitária e a produção contemporânea se encontram.

Um dos grandes destaques desta edição é a exposição Cabeça Erguida, da fotógrafa e artista visual francesa Hélène Jayet, que ficará em cartaz no Museu Casa Padre Toledo de 10 a 14 de março. Na continuação da Temporada França-Brasil 2025, a mostra chega à cidade através da colaboração entre o Foto em Pauta, o centro francês de arte contemporânea Diaphane, o Institut français, a Embaixada da França no Brasil e o Campus Cultural UFMG em Tiradentes. Com curadoria de Emmanuelle Halkin, Jayet investiga a iconografia dos cabelos afro como território simbólico e arquivo vivo. Em um diálogo crítico com o olhar colonial do início do século XX, a artista propõe uma performance fotográfica onde modelos afrodescendentes afirmam sua dignidade e identidade, transformando o gesto de erguer a cabeça em um ato profundamente político e poético.

Edu Monteiro - Saturno - 2014

Edu Monteiro – Saturno – 2014

Na noite do dia 12 de março, às 19h, a programação se expande com a projeção Mares Lunares. Sob a curadoria de Fernanda Chemale e Patricia Franca-Huchet, a obra ocupa o Museu com um contingente de 27 artistas visuais, cujos trabalhos dialogam com a trilha sonora da banda M.i.p.V – Músicas Intermináveis para Viagem. A proposta utiliza a simbologia das formações lunares como metáfora para a própria natureza da imagem fotográfica, um jogo de luminescência e impermanência. Aqueles que desejarem aprofundar-se nos conceitos da mostra poderão acessar o catálogo digital completo. Logo após a exibição, os artistas presentes participarão de um encontro com o público para compartilhar os bastidores dessa construção poética.

UFMG no Festival de Fotografia - Foto: Maria OLívia

UFMG no Festival de Fotografia – Foto: Maria Olívia

A programação segue celebrando a produção coletiva com a projeção O chão em volta, fruto de uma convocatória que mobilizou toda a comunidade acadêmica da UFMG. A projeção, que será exibida nas noites de 13 e 14 de março, às 20h30, na Vila Foto em Pauta, revela 18 projetos que investigam as relações entre sujeitos e territórios. Para detalhar esse processo de curadoria e criação, o Museu Casa Padre Toledo sedia, na manhã do dia 14 (sábado), às 11h, um bate-papo com os curadores Anna Karina Bartolomeu, Eduardo Queiroga e Marina RB, além dos artistas participantes, promovendo uma reflexão sobre como o cotidiano universitário se desdobra em prática artística.

Na terça-feira, dia 17, a música assume o protagonismo no Museu com a apresentação de Luiz Nascimento. Celebrando duas décadas de uma trajetória marcada pela sensibilidade, o cantor e compositor traz o show Cancioneiro. Ofício de poeta. Em um formato intimista de voz e violão, Luiz percorre seu repertório de três álbuns lançados, mesclando canções já consagradas com composições inéditas que reafirmam sua identidade como trovador contemporâneo.

Línguas do Desenho - Eugênio Paccelli Horta - 2025

Línguas do Desenho – Eugênio Paccelli Horta – 2025

O encerramento dessa semana comemorativa ocorre no dia 18 de março, às 18h, com a abertura da exposição coletiva Línguas do Desenho na Sala de Exposições Temporárias do Museu. A mostra apresenta o desenho como uma língua viva e fundamental para a compreensão do espaço e dos desejos humanos. A exposição reúne trabalhos de destacados artistas e professores do Departamento de Desenho da UFMG: Andréa Vilela, Camila Moreira, Eugênio Paccelli Horta, Márcio Diegues (in memoriam), Patricia Franca-Huchet, Roberto Bethônico, Rodrigo Borges e Sandro Ka, propondo um olhar sobre o desenho como herdeiro de tradições, mas também como centro de processos artísticos avançados. A mostra permanecerá aberta à visitação até o dia 30 de abril de 2026, encerrando este ciclo de ocupação cultural viabilizado pela PROCULT UFMG.

Serviço

Programação Campus Cultural UFMG em Tiradentes – Festival de Verão e Foto em Pauta

  • 10 a 14 de março: Exposição Cabeça Erguida, de Hélène Jayet (França). Curadoria: Emmanuelle Halkins. Local: Museu Casa Padre Toledo.
  • 12 de março | 19h: Projeção Mares Lunares e encontro com artistas no Museu Casa Padre Toledo.

    • Acesse aqui o catálogo digital da mostra (Link).

  • 13 e 14 de março | 20h30: Projeção O chão em volta na Vila Foto em Pauta.

  • 14 de março | 11h: Bate-papo com artistas e curadores da projeção “O chão em volta” no Museu Casa Padre Toledo (Duração: 1h30 | Classificação: 14 anos).

  • 17 de março | 18h: Apresentação musical de Luiz Nascimento – Cancioneiro. Ofício de poeta no Museu Casa Padre Toledo (Duração: 50 min).

  • 18 de março | 18h: Abertura da exposição coletiva Línguas do Desenho no Museu Casa Padre Toledo (Visitação até 30 de abril de 2026).

Localização:

  • Museu Casa Padre Toledo: Rua Padre Toledo, 190 – Centro, Tiradentes/MG.

  • Vila Foto em Pauta: Rua Santíssima Trindade, 92 – Tiradentes/MG.

Entrada: Gratuita.

Realização: Pró-Reitoria de Cultura da UFMG (PROCULT), Campus Cultural UFMG em Tiradentes e Fundação Rodrigo Melo Franco de Andrade (FRMFA).

Chamada Pública de seleção de estagiários para cadastro de reserva

Estão abertas até 1° de fevereiro de 2026, as inscrições de candidatas(os) ao processo de seleção para Cadastro de Reserva de estágio, para estudantes de graduação residentes nas regiões de São João del-Rei e Tiradentes ou com disponibilidade para trabalhar na cidade de Tiradentes.

As bolsas destinam-se a alunos regularmente matriculados a partir do 2º período dos cursos de Pedagogia, História, Arquitetura, Artes Aplicadas, Teatro ou áreas afins. Entre os requisitos, é necessário não estar cursando o último período quando do ingresso no estágio.

A inscrição será realizada mediante o envio, para o e-mail sec-campustiradentes@procult.ufmg.br, dos seguintes documentos:

– Curriculum vitae atualizado (em que conste telefone e e-mail de contato);
– Comprovante de matrícula referente ao período atual;
– Histórico acadêmico;
– Grade de horário das disciplinas matriculadas;
– Carta de apresentação demonstrando o interesse nas atividades que serão desenvolvidas.

Informações completas na Chamada de Seleção CCT 001/2026

Seminário “Leituras 1: Tiradentes Passado Presente – Museu em Movimento” será realizado no Museu Casa Padre Toledo

WhatsApp Image 2025-11-06 at 14.53.50Nos dias 20 e 21 de novembro, o Museu Casa Padre Toledo (MCPT), integrante do Campus Cultural UFMG em Tiradentes, sediará o Seminário Leituras 1: Tiradentes Passado Presente – Museu em Movimento. O evento marca a consolidação da nova expografia de longa duração inaugurada em julho de 2025 e propõe ampliar o diálogo sobre as memórias, os patrimônios e as histórias que atravessam a cidade de Tiradentes.

Idealizado por um grupo de pesquisadores da UFMG, o seminário convida especialistas, artistas, mestres de saberes e pesquisadores para refletirem sobre os eixos curatoriais da exposição, que abordam desde os povos originários e os encontros de culturas até a Conjuração Mineira, a arquitetura e a vida doméstica, além das trajetórias ligadas à preservação do patrimônio cultural no Brasil.

A programação reúne mesas, comunicações e apresentações que entrelaçam arte, história, memória, arqueologia e meio ambiente, destacando o papel do museu como espaço vivo de diálogo entre passado e presente.

Programação

Dia 20 | Quinta-feira

9h – Abertura
Com Patricia Franca-Huchet, diretora do Campus Cultural UFMG em Tiradentes, e Lorena Mello, museóloga do MCPT.

9h30 às 12h30 – A presença da cultura negra em Tiradentes e na região: Passado Presente
Com mediação de Sônia Queiróz, e participação de Pablo L. de Oliveira Lima (UFMG), Elizabeth Ramos (UFSJ) e Thiago Luiz Guimarães Caetano (UFSJ). Debate sobre ancestralidade, memória e protagonismo negro nas artes, nos ofícios e nas formas de resistência cultural.

14h30 às 16h – Encontros de culturas e histórias: meio ambiente, história e arqueologia
Com mediação de Luiz Cruz (UFMG) e falas de Mariana e Marcos Paineira, José Newton Coelho Meneses (UFMG), José Maurício (IPHAN Tiradentes) e Ello Brasil (Santa Cruz de Minas).

17h30 – Mostra de filmes do Projeto Con(fiar): “O fio que borda e costura memórias negras no Campo das Vertentes”
Curadoria de Jardel Santos, com exibição de quatro curtas que destacam personagens e tradições afro-mineiras: Abençoada Cura, Força dos Orixás, Fios de Calda e Luz do Interior.

Dona Erci. Imagem do filme: Abençoada Cura

Dona Erci. Imagem do filme: Abençoada Cura

Dia 21 | Sexta-feira

9h30 às 12h30 – A região e seus povos originários, ocupações e encontros de culturas
Com Leonardo Rocha (UFSJ) e Maria Inês de Almeida (UFMG), discutindo as presenças indígenas e a formação histórica e ambiental da região.

14h às 16h30 – Tiradentes Passado Presente: uma nova expografia
Mesa mediada por Patricia Franca-Huchet (UFMG), com Fabrício Fernandino, Dina Marques e Pedro Nabuco, que apresentam perspectivas sobre a criação da nova exposição do museu e seus desdobramentos conceituais.

17h30 – Encerramento
Com Fernando Mencarelli, Pró-Reitor de Cultura da UFMG.

Exposição: A urna da minha aldeia - 2015

Exposição: A urna da minha aldeia – 2015

O Seminário Leituras 1: Tiradentes Passado Presente – Museu em Movimento reafirma o papel do Museu Casa Padre Toledo como um espaço de escuta, pesquisa e construção coletiva de memórias, onde o diálogo entre arte, história e comunidade ressignifica o modo como olhamos para o passado e o que dele permanece vivo no presente.

Para a programação detalhada e a minibio de todos os participantes, acesse o nosso Catálogo do Seminário.

SAL celebra 10 anos com banquete de ideias em Tiradentes

De 1º a 3 de outubro, o Centro de Estudos e Biblioteca do Campus Cultural UFMG em Tiradentes recebe a celebração de uma década do Grupo de Pesquisa SAL – Sobre Alimentos e Literaturas. Criado para explorar as conexões entre comida, memória e palavra, o SAL completa dez anos reunindo pesquisadores, escritores, cozinheiros e curiosos em um encontro que promete ser, como eles definem, um verdadeiro “banquete de ideias”.

A programação é ampla e saborosa: conferências, mesas de debate, oficina de cozinha, mostra de mini-documentários e exposições que passeiam entre literatura, história e práticas culinárias. A abertura, no dia 1º de outubro, traz a conferência da pesquisadora e cozinheira Neide Rigo, com o tema Cultivar e cozinhar: por uma comida em comum. O dia segue com a mesa “A memória do sabor (no quintal)”, que discute enredos e experiências gastronômicas, além da exibição da mostra Verbetes da cozinha.

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Na quinta-feira, 2 de outubro, o público poderá participar da oficina de PANCs (plantas alimentícias não convencionais) ministrada por Neide Rigo e assistir a mesas que aproximam cinema, literatura e alimentação, abordando de Crimes do futuro a Clarice Lispector. Já a sexta-feira, 3 de outubro, encerra o encontro com debates sobre desejo e consumo – da farinha ao “gastro-brutalismo” – e relatos de experiências do CineSAL e do clube de leitura Comer Palavra, culminando em um jantar de confraternização.

As atividades incluem ainda a exposição “Os Lambes Saleiros”, que espalha pelas paredes a memória visual do grupo, e “Quintais: arqueologia e história”, uma imersão nas relações entre comida, tempo e território. Com mesas, sabores e palavras, o SAL convida todos a partilhar dessa trajetória que, há dez anos, transforma a pesquisa acadêmica em experiência sensorial. Acompanhe a programação completa e venha se sentar à mesa: ela já está posta.


Programação Completa

Local: Centro de Estudos e Biblioteca – Rua Padre Toledo, 158, Centro. Tiradentes/MG

1º de outubro (quarta-feira)

  • 14h – Abertura: Uma saca de memórias do SAL

  • 15h – Conferência inaugural: Cultivar e cozinhar: por uma comida em comumNeide Rigo

  • 16h30 – Cafezinho e abertura da exposição Os Lambes Saleiros

  • 17h – Mesa 1: A memória do sabor (no quintal)

    • Narrativas de cabidelas: enredos, memórias e experiências – José Newton Meneses (UFMG)

    • Cozinha viva na casa da menina morta – Luiz Eduardo Andrade (UFAL)

  • 18h45 – Mostra de mini-documentários: Verbetes da cozinha

2 de outubro (quinta-feira)

  • 10h – Oficina de cozinha: PANC na cidade, PANC em nossas mesasNeide Rigo

  • 14h30 – Mesa 2: Ver/ler o grão do sal

    • A distopia dos comedores de plástico em “Crimes do futuro” (2022) de D. Cronenberg – Teodoro Rennó Assunção (UFMG)

    • Comida de alma: a expressão proustiana de Nina Horta – Júlia Rodarte (UFMG)

  • 16h15 – Cafezinho e conversa

  • 17h – Mesa 3: Conversa (com tapioca) sobre literatura e comida

    • Na mesa de Clarice Lispector: fome e banquete – Susana Souto (UFAL)

    • “A Marvada Carne”: o caipira em busca da satisfação e o amor – Tânia Biazioli (USP)

    • A mesa como uma extensão da comunidade: comendo junto com Lilia Guerra – Gabriela Hollanda (UFMG)

3 de outubro (sexta-feira)

  • 14h – Mesa 4: Ao pé do pilão

    • Farinha do desejo, farinha do desprezo – Sabrina Sedlmayer (UFMG)

    • Gastro-brutalismo e sarco-ficção: consumo de carne em Rubem Fonseca e Raphael Montes – Rafael Climent-Espino (Baylor University/USA)

  • 15h45 – Cafezinho e abertura da exposição Quintais: arqueologia e história

  • 17h – Mesa 5: Comer com os olhos e comer palavra

    • Relatos de experiências do CineSAL – Luiz Eduardo Andrade (UFAL)

    • Clube de Leitura Comer Palavra – Renata do Amaral (jornalista e pesquisadora, membra do SAL)

  • 19h – Jantar de encerramento