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Política de Preservação Digital é tema de palestra

A Diretoria de Arquivos Institucionais (DIARQ) da UFMG promove, no dia 25 de setembro, às 19h, a palestra “Projeto ProDigio – preservação digital para documentos arquivísticos da Fundação Casa de Rui Barbosa”, ministrada pelo arquivista Leandro de Abreu Souza Jaccoud. Realizado no Auditório Adriana Bogliolo, na Escola de Ciência da Informação (ECI), o evento é aberto a toda a comunidade acadêmica, sem necessidade de inscrição prévia. Na ocasião, o palestrante — que é supervisor do ProDigio e chefe substituto do Centro de Memória e Informação da FCRB — apresentará a política de preservação digital da instituição e detalhará essa iniciativa de cooperação técnica e científica firmada com a Fiocruz, voltada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para a salvaguarda de longo prazo de acervos históricos e institucionais.

Colóquio História, Arquivos e Memória celebra trajetória do professor Renato Venâncio

Evento reuniu pesquisadores, docentes, arquivistas e profissionais de instituições de Minas Gerais para celebrar a trajetória do Prof. Renato Pinto Venâncio e suas contribuições para a História, a Arquivologia e a preservação da memória.

A Escola de Ciência da Informação (ECI) da Universidade Federal de Minas Gerais sediou, no dia 10 de setembro, o Colóquio História, Arquivos e Memória – Homenagem ao Professor Renato Venâncio, realizado em celebração à aposentadoria do professor e pesquisador Renato Pinto Venâncio.

Promovido em parceria pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e Arquivo Público Mineiro (APM), o encontro reuniu pesquisadores, professores, arquivistas e estudantes para discutir temas relacionados aos arquivos, à História, às políticas de memória e à formação de profissionais e pesquisadores. O evento foi realizado no Auditório Adriana Bogliolo, da ECI/UFMG, com transmissão pelo canal da Escola de Ciência da Informação.

A programação teve início com a mesa “Arquivos, História e políticas de memória”, coordenada por Moacir Maia (UFV), com participação de Marta Melgaço Neves (UFMG), Denis Soares da Silva (Arquivo Público Mineiro), Cláudia Chaves (UFOP) e José Francisco Guelfi Campos (DIARQ/UFMG).

Na sequência, a mesa “Professor, pesquisador e formador”, coordenada por Lidiany Silva Barbosa (UFMG), reuniu Giseli Santiago Balbino (PPGCI/UFMG), Patrícia dos Santos Silveira (USP), Samylla Mól (UFOP/Faculdade Milton Campos) e Júnia Morais Ramos (DIARQ/UFMG). A programação destacou diferentes dimensões da trajetória de Renato Venâncio, especialmente sua atuação como professor, pesquisador e formador de novas gerações.

Às 19h30, o professor Paulo Elian dos Santos (Fiocruz) proferiu a conferência, coordenada por Adalson Nascimento (UFMG). O encerramento da programação acadêmica contou, às 20h, com uma sessão especial de homenagem dedicada ao professor Renato Venâncio. Após o evento, os participantes participaram de uma atividade cultural de confraternização.

Renato Venâncio e a história da DIARQ

A homenagem possui um significado especial para a Diretoria de Arquivos Institucionais da UFMG (DIARQ). Renato Venâncio teve participação central no processo que levou à criação e institucionalização da Diretoria, contribuindo para a construção das bases da política arquivística da Universidade.

A trajetória da DIARQ está diretamente relacionada às iniciativas que, ao longo de décadas, buscaram enfrentar a dispersão dos arquivos da UFMG e estabelecer uma política institucional para sua gestão, preservação e acesso. Em 2012, foi constituída a Comissão de Estudos para definição de políticas e implantação do Sistema de Arquivos Institucional da UFMG (SIARQ-UFMG), da qual Renato Venâncio participou. No ano seguinte, a Portaria nº 73, de 10 de julho de 2013, criou a Diretoria de Arquivos Institucionais, cuja diretoria provisória recebeu a missão de elaborar sua proposta de implementação e seu regimento.

Em 31 de março de 2015, a DIARQ foi oficialmente institucionalizada como órgão auxiliar da Reitoria, por meio das Resoluções nº 01/2015 e nº 03/2015. No mesmo ano, foi criada a Comissão Central Permanente de Avaliação de Documentos Arquivísticos (CPAD Central).

Renato Venâncio foi o primeiro diretor da DIARQ, exercendo a função entre 2015 e 2019, período fundamental para a consolidação institucional da Diretoria e para o desenvolvimento das ações de implantação da política arquivística da UFMG. Sua atuação integrou a um mesmo projeto a gestão de documentos, a preservação dos arquivos permanentes e a garantia de acesso aos registros que constituem parte da memória institucional da Universidade. 

A própria documentação histórica da DIARQ evidencia os desafios que estavam colocados naquele momento. Antes de sua institucionalização, a UFMG acumulava iniciativas fragmentadas de organização e preservação documental, sem um órgão centralizador dos arquivos. O diagnóstico realizado no início da década de 2010 foi um dos elementos que impulsionaram a criação do Sistema de Arquivos e da Diretoria.

Em 2015, por ocasião da aprovação do regimento da DIARQ pelo Conselho Universitário, Renato Venâncio destacou a importância da conquista e apontou como desafios a gestão das massas documentais da Universidade, a preservação e o acesso aos documentos de guarda permanente e a gestão dos documentos digitais.

A trajetória posterior da DIARQ mantém, em diferentes frentes, questões que estavam presentes desde sua criação: a coordenação do Sistema de Arquivos da UFMG, a orientação das unidades acadêmicas e administrativas, a avaliação e destinação de documentos e a preservação dos arquivos institucionais. Atualmente, a DIARQ permanece como órgão auxiliar da Reitoria responsável pela coordenação da política arquivística da Universidade e pela articulação com os arquivos integrantes do SIARQ/UFMG.

Uma trajetória que permanece na história institucional

Ao celebrar a aposentadoria de Renato Venâncio, o colóquio História, Arquivos e Memória também possibilitou à comunidade acadêmica reconhecer uma trajetória que ultrapassa a produção intelectual e a docência. Sua atuação esteve vinculada à formação de pesquisadores e profissionais, à valorização dos arquivos como patrimônio documental e à construção de políticas voltadas à preservação e ao acesso à memória.

Para a DIARQ, a homenagem possui ainda um significado institucional: reconhecer aquele que esteve entre os protagonistas da construção das bases da Diretoria e que exerceu sua primeira direção, em um momento decisivo para a consolidação da política arquivística da UFMG.

O colóquio, nesse sentido, não apenas celebrou a aposentadoria de um professor. Constituiu também uma oportunidade para refletir sobre a trajetória das instituições, dos arquivos e das políticas de memória construídas coletivamente ao longo das últimas décadas, e sobre a contribuição de Renato Venâncio para esse percurso.

Diarq abre edital para processo seletivo de estágio não obrigatório – 2026/01

A Diretoria de Arquivos Institucionais  da UFMG (Diarq) abrirá, no dia 16/03/2026, às 8h00, as inscrições para preencher quatro vagas  de estágio não obrigatório e formação de cadastro de reserva. As inscrições encerram-se às 17h00 do dia 03/04/2026.

Podem se candidatar alunos regularmente matriculados nos cursos de Arquivologia,
Biblioteconomia, Museologia, História, Gestão Pública, Letras e Conservação Restauração de Bens Culturais Móveis da UFMG e que estejam cursando do primeiro ao sexto semestre da graduação do seu respectivo curso no ato da convocação.

O estágio tem carga horária de 20 horas semanais durante o período de 12 meses e o aluno receberá bolsa no valor de R$ 787,98 mensais e auxílio-transporte em pecúnia por dia efetivamente estagiado, no valor correspondente a R$10,00 (dez reais).

O candidato aprovado poderá ser convocado para estagiar nas dependências da UFMG no Campus Pampulha ou no Campus Saúde, em Belo Horizonte.

Como atribuições do estágio, estão: executar rotinas e práticas arquivísticas; organizar e tratar massa documental acumulada e arquivos montados nos setores de trabalho; proporcionar e agilizar a recuperação de informações técnico-científicas e administrativas; preservar, conservar documentos, abrigando-os em local adequado e em condições físicas adequadas; possibilitar a utilização de tecnologias de informação voltadas para o gerenciamento da informação arquivística; auxiliar na implantação de projeto de políticas arquivísticas para a UFMG; realizar atividades com auxílio de ferramentas do Office.

A seleção ocorrerá em duas etapas que consistem na aplicação de provas objetivas e entrevistas. Recomenda-se que o candidato leia atentamente ao Edital, disponível na página de Estágios da DIARQ.

DIARQ publica edital de convocação para o Processo Institucional de Avaliação e Eliminação de Documentos – Ciclo 2026

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio da Diretoria de Arquivos Institucionais (DIARQ), publicou o Edital de Convocação para Participação no Processo Institucional de Avaliação e Eliminação de Documentos – Ciclo 2026, destinado às unidades acadêmicas e administrativas da Universidade.

O processo integra as ações de gestão documental da UFMG e tem como objetivo orientar, acompanhar e garantir que a avaliação e a eliminação de documentos ocorram de forma legal, segura e conforme a legislação arquivística vigente.

O que é a avaliação e eliminação de documentos?

A avaliação e a eliminação de documentos são etapas técnicas, administrativas e legais da gestão de documentos, realizadas após a produção e o uso dos documentos pelas unidades. A avaliação consiste na análise dos documentos para definir sua destinação final (eliminação ou guarda permanente) com base nos prazos de guarda e nos critérios estabelecidos nas Tabelas de Temporalidade e Destinação de Documentos.

A eliminação ocorre somente após a avaliação técnica, quando se constata que os documentos não possuem valor permanente e já cumpriram seus prazos de guarda nas fases corrente e intermediária, sempre com respaldo normativo e institucional.

Na UFMG, a avaliação e a eliminação de documentos somente são permitidas quando observadas todas as etapas legais, incluindo:

  • aplicação das Tabelas de Temporalidade oficialmente aprovadas;
  • acompanhamento e orientação técnica da DIARQ;
  • elaboração da Listagem de Eliminação de Documentos;
  • aprovação pela Comissão Central Permanente de Avaliação de Documentos da UFMG (CPAD);
  • autorização da Reitoria;
  • publicação do Edital de Ciência de Eliminação de Documentos;
  • lavratura do Termo de Eliminação de Documentos.

Alerta legal

A DIARQ reforça que a eliminação de documentos públicos fora do rito legal configura infração administrativa e pode caracterizar crime, conforme a legislação vigente, especialmente a Lei nº 8.159/1991 (Lei de Arquivos) e o Código Penal Brasileiro.

Nenhuma unidade da UFMG está autorizada a eliminar documentos por iniciativa própria, sem o devido acompanhamento técnico e autorização institucional.

Como participar do processo?

As unidades acadêmicas e administrativas interessadas em participar do Processo Institucional de Avaliação e Eliminação de Documentos – Ciclo 2026 devem manifestar formalmente seu interesse junto à DIARQ até o dia 27 de fevereiro de 2026, por meio do e-mail info@diarq.ufmg.br, solicitando acompanhamento e consultoria técnica.

Serviço

Processo Institucional de Avaliação e Eliminação de Documentos – Ciclo 2026
📅 Prazo: até 27 de fevereiro de 2026
📧 E-mail: info@diarq.ufmg.br

UFMG recebe o VIII ENARQUIFES: Arquivistas das IFES debatem preservação do legado e inovação

Entre os dias 6 e 10 de outubro de 2025, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sediou, no campus Pampulha, o VIII Encontro Nacional dos Arquivistas e Técnicos das Instituições Federais de Ensino Superior (ENARQUIFES), promovido pela Rede ARQUIFES em parceria com a Diretoria de Arquivos Institucionais (DIARQ) da universidade. Reunindo profissionais das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), o encontro teve como tema central “Preservando o legado: integrando o passado com novas tendências arquivísticas para garantir um futuro seguro”, e buscou promover o diálogo entre as práticas tradicionais da arquivologia e as tecnologias emergentes aplicadas à gestão documental e à preservação da informação.

A mesa de abertura contou com a presença da reitora da UFMG, professora Sandra Regina Goulart Almeida, que destacou a relevância do encontro para o fortalecimento das políticas de gestão documental e preservação da memória institucional nas universidades federais. Também participaram da cerimônia o professor José Francisco Guelfi Campos, Diretor da DIARQ, Júnia Terezinha Morais Ramos, Arquivista da DIARQ e coordenadora do VIII ENARQUIFES, o Administrador Renato Fernandes Ferreira, Pró-reitor de Planejamento e Administração da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), além dos expositores Gustavo Zanini Kantorski da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Fabiano Silverio Ribeiro Alves, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

A programação contou com oficinas, painéis de discussão, apresentações de trabalhos, sessões de casos institucionais e visitas técnicas, além de ampla participação de servidores e técnicos das IFES de todo o país.

Entre as atividades, destacou-se a oficina “Inteligência Artificial e Arquivologia: Classificação Automática de Documentos de Arquivo”, ministrada por Gustavo Zanini Kantorski, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), realizada no primeiro dia do evento.

Durante o encontro, foi reafirmado o papel dos arquivos institucionais das IFES na formulação de políticas de governança arquivística, gestão digital de documentos, temporalidade, acessibilidade e preservação de acervos acadêmicos. 

Além das palestras e painéis, o último dia do evento (10 de outubro) foi dedicado a visitas técnicas ao Arquivo Central da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e ao Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas, proporcionando aos participantes uma experiência prática sobre gestão e preservação arquivística em diferentes contextos.

A escolha de Minas Gerais e da UFMG como sede do encontro fortaleceu a presença da Região Sudeste no debate nacional sobre arquivos e valorizou a infraestrutura universitária da instituição, que acolheu participantes de todo o país e uma programação diversificada.

Para os arquivos institucionais das IFES, o VIII ENARQUIFES representou mais do que um encontro técnico: foi um espaço de reflexão estratégica. A articulação entre passado e futuro — expressa no tema do evento — evidenciou que o trabalho arquivístico vai além da guarda de documentos, expandindo-se para áreas como preservação digital, governança de dados acadêmicos, uso de inteligência artificial e sustentabilidade dos acervos.

Nesse sentido, o evento proporcionou aos profissionais dos arquivos das IFES presentes no evento:

  • acesso direto a práticas e debates de ponta no âmbito dos arquivos das IFES;
  • oportunidade de intercâmbio e networking entre arquivistas e técnicos de diversos estados;
  • estímulo à elaboração de projetos inovadores alinhados a diretrizes internacionais;
  • visibilidade institucional e possibilidade de publicação e compartilhamento de experiências.

Para informações adicionais — incluindo o Caderno de Resumos, a programação completa e as apresentações de trabalhos e palestras — acesse o site oficial do evento:

https://www.arquifes.com.br/viii-enarquifes/

Vice-Diretora da DIARQ e Ex-Estagiários Recebem Reconhecimento Internacional da ALA

A Diretoria de Arquivos Institucionais (DIARQ) parabeniza a vice-diretora Maria Juliana Nunes da Silva pelo recebimento do Prêmio ALA 2024 à Pesquisa em Arquivologia, Arquivos e Gestão Documental, promovido pela Asociación Latinoamericana de Archivos (ALA). A premiação reconheceu sua tese de doutorado “Avaliação de documentos de arquivo: estudos sobre construções científicas internacionais e brasileira”, defendida na UFMG.

Na mesma premiação, os ex-estagiários da DIARQ Suellen Alves de Melo e Dalton Garcia do Carmo receberam menções honrosas por seus trabalhos de doutorado e mestrado, respectivamente. Suellen foi reconhecida pela pesquisa “A terceirização da guarda e da gestão de documentos na Prefeitura de Belo Horizonte e suas implicações na gestão, difusão e acesso”, enquanto Dalton foi destaque com a dissertação “Digitalização de substituição: análise do Decreto nº 10.278/2020 e da produção do representante digital”, também desenvolvida na UFMG.

O prêmio tem por objetivo promover o conhecimento sobre a função dos arquivos na sociedade e nas organizações, o desenvolvimento e a divulgação da arquivística, bem como estimular o trabalho de pesquisa sobre esses temas realizado também por outras disciplinas, em instituições públicas e privadas ou por acadêmicos independentes.

O reconhecimento dos três pesquisadores reforça a relevância das experiências formativas oferecidas pela DIARQ, bem como sua contribuição para a pesquisa arquivística no Brasil alinhado a prática na área.

Confira os detalhes da premiação no site da ALA: https://alaarchivos.org/premiosala/