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Programação 2026

 

 

18 de maio

Saúde Mental no Hospital Geral: Desafios e possibilidades para o cuidado de Enfermagem

Resumo: A mesa redonda propõe discutir a interface entre saúde mental e hospital geral, com foco nos desafios contemporâneos e nas potencialidades do cuidado de Enfermagem frente às demandas de sofrimento psíquico em diferentes unidades assistenciais. Serão abordadas questões relacionadas ao manejo clínico e relacional de pessoas em crise psíquica, comorbidades entre condições clínicas e transtornos mentais, acolhimento de usuários e familiares, articulação interprofissional, humanização da assistência, segurança do paciente e estratégias para qualificação do cuidado integral. Pretende-se refletir sobre o papel da Enfermagem na identificação precoce de agravos em saúde mental, na promoção de vínculo terapêutico e na construção de práticas assistenciais éticas, resolutivas e centradas na pessoa. A proposta dialoga diretamente com os princípios da Semana de Saúde Mental da UFMG ao promover reflexão crítica, formação interdisciplinar e disseminação de práticas inovadoras voltadas ao cuidado integral em saúde mental. Ao abordar a saúde mental em um cenário de alta complexidade como o hospital geral, a atividade amplia o debate para além dos serviços especializados, evidenciando que o cuidado em saúde mental deve atravessar toda a rede assistencial. Além disso, valoriza o protagonismo da Enfermagem e contribui para a formação acadêmica de estudantes e profissionais comprometidos com a defesa do SUS, da atenção humanizada e da integralidade do cuidado. Responsáveis: Professoras Amanda Márcia dos Santos Reinaldo e Belisa Vieira da Silveira 

📌 Auditório Maria Sino - Escola de Enfermagem

Abertura da Semana de Saúde Mental UFMG 2026

Democracia e Cuidado - Por um Tempo de Delicadeza   Reitor Alessandro Fernandes Moreira Vice-Reitora Alamanda Kfouri Pereira Pró-Reitor de Extensão Glaucinei Correia Diretora da UDH Luciana de Oliveira   Conferência: Saúde Mental e Violação aos Direitos Humanos - responsabilidade ética e dever de memória Convidado: Prof. Dr. Elizeu Antônio de Assis (UFOP), autor do livro Exilados na pátria: o tratamento de "alienados" no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, 1903-1979   Mesa Redonda: Profa. Luciana Diniz Silva - Sub-coordenadora Cememor/UFMG  Profa. Andrea Silveira - Diretora Faculdade de Medicina/UFMG  Leida Uematu - Representante do Fórum Mineiro de Saúde Mental    Mediação: Profa. Alamanda Kfoury Pereira  

📌 Auditório da Reitoria

A solidão na atualidade: um problema de conexão?

Resumo: Este é um convite para conversarmos informalmente sobre a solidão experimentada e produzida dentro e fora da universidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma em cada seis pessoas no mundo é afetada pela solidão, com impactos significativos na saúde e no bem-estar. A solidão está associada a cerca de 100 mortes a cada hora — mais de 871 mil mortes por ano. Podemos nos perguntar: De que solidão estamos falando? Num mundo excessivamente conectado, a solidão não seria um refúgio? Em meio a competição por atenção, a solidão não seria um sintoma? Qual é a solução? Uma vida solitária ou em comunidade? Será a solidão uma consequência da organização socioeconômica do mundo atual? O que podemos fazer em relação a isso?

Responsável: Marcos Matuchac - Psicólogo na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis

📌 Espaço PRAE - Rua Prof. Edmundo Lins, esquina com a Rua Fernando Melo Viana Ao lado do RU – Setorial I

19 de maio

Pensando o cuidado em saúde mental com pessoas migrantes e refugiadas

Resumo: A roda de conversa “Pensando o cuidado em saúde mental com pessoas migrantes e refugiadas”, construída a partir das vivências experienciadas no projeto “Trajetórias Vivas: escuta e migração”, propõe um espaço coletivo de reflexão, diálogo e troca de experiências sobre como se pode pensar a respeito da promoção de cuidado em saúde mental a essas pessoas. A atividade busca problematizar os desafios e possibilidades do cuidado em saúde mental junto a pessoas migrantes e refugiadas, considerando os atravessamentos do deslocamento forçado (especialmente decorrente de guerras, conflitos socioeconômicos, catástrofes ambientais e violação de direitos humanos), das rupturas de vínculos, das barreiras de acesso e das desigualdades sociais. Orientada pelos princípios da Luta Antimanicomial, a proposta compreende o cuidado em saúde mental para além da lógica institucionalizante, valorizando práticas de escuta e acolhimento, promoção da autonomia e protagonismo, reconhecimento das singularidades e fortalecimento de vínculos comunitários. Defende-se pensar a saúde mental por vias da criação de espaços vivos, inseridos no território, capazes de sustentar encontros, pertencimento e circulação de afetos. Também será debatida a importância do cuidado intersetorial, articulando saúde, assistência social, educação, trabalho e cultura, bem como a construção de redes formais e informais de apoio mútuo. Nesse sentido, destaca-se a coletividade e a territorialidade como elementos centrais na produção de cuidado, favorecendo trocas, reconhecimento mútuo e estratégias compartilhadas de enfrentamento das vulnerabilidades. A roda de conversa pretende, assim, contribuir para ampliar perspectivas éticas, políticas e práticas sobre o cuidado em saúde mental com migrantes e refugiados, reafirmando direitos e a potência das redes comunitárias. Responsáveis: Ludovica Scarpa e Vanessa Ruffatto Gregoviski

📌 Auditório Bicalho - FAFICH

O Festival Da Loucura: entre o Brasil e a Itália

Resumo: Quão belo é o horizonte quando se torna mais amplo, abraçando novas fronteiras, criando laços e lutas contra todas as opressões, abrindo espaço para que todas e todos caibam no mundo! Nossa mesa redonda surge do belíssimo encontro entre a UFMG, o Centro de Estudos Ítalo-Brasileiro Franca e Franco Basaglia e o Festival dei Matti de Veneza (Festival da loucura). Esta conexão entre o Brasil e a Itália, ao assumir uma perspetiva antimanicomial, interligou o trabalho de Franco Basaglia com o movimento dos trabalhadores da saúde mental no Brasil. Esta troca de experiências mantém-se viva, renovando a cada ano, em uma parceria que não cessa de se ampliar. Brasileirxs e italianxs da psicologia social, antropologia, psiquiatria democrática e psicanálise integram esta atividade transdisciplinar, compartilhando suas ações (exibição de vídeos e conexão on line em tempo real) e seus sonhos que preenchem este ativismo, que evoca a alegria de viver. Nosso objetivo é o de lançar bases para novas iniciativas de luta antimanicomial intercontinentais, para que o desfile de 18 de Maio e o Dia Nacional de Luta Antimanicomial possam confluir nas águas da democracia, em fontes, rios e lagoas, da Itália e do mundo. Responsáveis: Maria Stella Brandão Goulart e Ernesto Venturini

📌 Auditório Bicalho - FAFICH

III SARAU ANTIMANICOMIAL: “LEGAL!”

A Semana de Saúde Mental da UFMG é uma celebração da luta antimanicomial. Partindo desta premissa, o CIAO – Centro de Estudos Ítalo-Brasileiro Franca e Franco Basaglia se soma ao APUBH – sindicato docente da UFMG, à ASUSSAM – Associação dos usuários e usuárias dos serviços de saúde mental do Estado de Minas Gerais e à UFMG, para fazer a festa: um Sarau. Nosso objetivo em 2026 será o de contextualizar o tema do desfile da Escola de Samba Liberdade ainda que tan tan que remete aos 25 anos da Lei da Reforma Psiquiátrica brasileira. Abriremos espaço à expressão artístico-cultural da grande, longa e permanente invenção do TRATAMENTO/ATENÇÃO EM LIBERDADE. Esta conquista que se apoia na Lei 10216 tem uma história a ser sempre atualizada e vivificada, com as mais diversas formas de expressão, sustentadas uma roda de conversas e performances antimanicomiais, onde se destaca a apresentação do Samba Enredo da Escola de Samba Liberdade ainda que tan tan, seu processo de construção. Além disso, contaremos com a participação de pesquisadores e construtores deste processo histórico-social e com o sorteio de livros e material histórico. Vamos abrir a roda para deixar circular a palavra social  e a expressão estética e ética que se traduz em dignidade e liberdade, num ambiente inclusivo, acolhedor e aprazível. O Sarau antimanicomial, desta forma, em parceria, realiza sua terceira edição, na luta por delicadeza! Sua primeira edição ocorreu no e com o Instituto Undió, como Sarau Lunático; a segunda parceria foi com o Consulado Geral da Itália em Belo Horizonte, ocorrido no Espaço do Conhecimento da UFMG, na FAFICH, como Sarau Basaglia; e sustentaremos em 2026, na UFMG, FAFICH, o Sarau “Legal”, para afirmar os direitos das pessoas com experiência e histórias de sofrimento mental, pois: “de perto, ninguém é normal!”. Haverá lanche e pipoca!

📌 Arena da FAFICH (UFMG)

20 de maio

Exposição Um novo ciclo

Resumo: A exposição Um Novo Ciclo apresenta obras desenvolvidas na oficina de Artes Visuais realizada no Centro de Convivência Carlos Prates, sob mediação do artista plástico Lucas Vital Borges. O conjunto de trabalhos, realizados com técnicas de pintura e colagem sobre papel paraná, é resultado de um processo criativo pautado na escuta, no acolhimento e na expressão subjetiva de cada participante. Mais do que uma mostra de obras, esta exposição é um convite à reflexão sobre os ciclos que compõem a experiência de viver. Entendendo a vida como um fluxo contínuo de passagens e encontros, Um Novo Ciclo emerge como um espaço onde a arte torna-se ferramenta para transformar o cotidiano em criação, um lugar onde a realidade do fazer ressignifica a experiência do existir. Ao colocar em evidência as produções dos frequentadores do Centro de Convivência, a exposição propõe também a valorização de um território vivo, que pulsa cultura e afeto. O fazer artístico aqui apresentado se ancora em uma prática livre e consciente, permitindo que pensamento e emoção se entrelacem na construção de imagens que expressam, com autenticidade, os saberes e sentires de cada um. Nesse sentido, Um Novo Ciclo é mais do que uma exposição: é a afirmação de que a arte pode ser uma potente estratégia de cuidado e pertencimento. Ao transformar a sabedoria do viver em linguagem visual, os participantes revelam não apenas sua criatividade, mas também a força de um processo coletivo que reconhece na arte um caminho de expressão, escuta e reconstrução. Responsável: Lucas Vital Borges

📌 EBA - UFMG

Ouvidorias de mulheres: caminhos possíveis de enfrentamento às violências de gênero dentro das universidades

Resumo: A atividade propõe analisar a violência de gênero nas universidades, destacando a falta de canais de acolhimento e seus impactos como a subnotificação dos casos, a cultura do silêncio e a dificuldade de acesso à proteção e à justiça. A partir disso, busca-se conhecer experiências já existentes e refletir sobre soluções para fortalecer políticas institucionais e tornar o ambiente acadêmico mais seguro e igualitário. O debate sobre ouvidorias de mulheres representa um passo importante na construção de universidades mais seguras, democráticas e comprometidas com a equidade de gênero. Responsáveis: Julie Amaral e Verona Segantini  

📌 Auditório da Reitoria

21 de maio

Racismo e Saúde Mental: diálogos transdisciplinares

Resumo: Inspiradas em criar práticas de resistência antirracista na formação universitária e na atuação no campo da saúde mental, temos desenvolvido pesquisas e encontros que abordem o racismo à brasileira, associado à colonialidade e aos seus efeitos nos processos de subjetivação contemporâneos. É preciso enfrentar a discriminação racial que atravessa as institucionalidades em que vivemos! Com a participação de profissionais da saúde e da educação, a roda será uma oportunidade de diálogo com trabalhos de estudantes da Psicologia realizados em 2025/2o semestre com estas temáticas, visando construção coletiva de outros futuros, presentes e passados que revisitamos à medida que caminhamos... Responsável: Tulíola Almeida de Souza Lima

📌 Auditório Baesse - FAFICH

22 de maio